Como declarar Tesouro Direto, CDB e LC no Imposto de Renda

Tempo de leitura: 7 minutos

Se você é um investidor da Renda Fixa, com certeza está se perguntando como declarar Tesouro Direto, CDB e LC no Imposto de Renda (IR), certo?

Apesar destes investimentos já sofrerem a incidência do IR na fonte, ou seja, no momento do resgate da sua aplicação, é necessário que constem na Declaração de Ajustes Anual do Imposto de Renda.

Como declarar Tesouro Direto e CDB

Considerando esta obrigatoriedade, preparamos este guia contendo todas as informações necessárias para você aprender como declarar títulos públicos, CDB e LC.


Como reunir as informações dos meus investimentos?


Antes de iniciar a declaração dos seus investimentos é imprescindível que tenha em mãos as informações sobre suas aplicações.

Todas as instituições financeiras (bancos e corretoras), administradoras de fundos e empresas de capital aberto deverão enviar a seus investidores ou disponibilizar via internet um demonstrativo com todos os valores a serem declarados.

Na maioria dos casos, este demonstrativo é enviado pelo banco / corretora com o nome de “Informe de Rendimentos”.

Caso não tenha recebido este material, entre em contato com a sua instituição financeira.


Como declarar os valores investidos em Tesouro Direto, CDB e LC?


A declaração destes investimentos é realizada seguindo o mesmo procedimento.

1. Acesse a aba “Bens e Direitos” no menu lateral esquerdo.

Como declarar Tesouro Direto e CDB_Bens e Direitos2. Selecione a opção “Novo” ou “Editar” (caso você tenha exportado os dados da declaração do ano anterior e o investimento já conste na lista) no canto inferior direito.

Como declarar Tesouro Direto e CDB_Novo_Editar

3. Preencha as informações de cada um de seus investimentos de forma separada.

O código destes três investimentos é o mesmo utilizado para LCI e LCA:

  • 45 – Aplicação de Renda Fixa (CDB, RDB e outros)

O campo “discriminação” é de livre edição e o contribuinte pode inserir aquelas informações que julgar serem mais importantes.

Nossa dica é informar, no mínimo, o tipo de investimento e o banco / corretora (agente de custódia) onde o dinheiro está aplicado.

Obs.: O investidor pode inserir também outras informações como: CNPJ da instituição financeira, taxa de rendimento do investimento, data de vencimento, número da conta e, se esta for conjunta, o nome e CPF do co-titular.

Os valores em 31/12/14 e 31/12/15 deverão ser idênticos aos contidos no documento “Informe de Rendimentos” enviado pela sua instituição financeira.

No investimento em Tesouro Direto, se o investidor tiver mais de um tipo de título público não precisa fazer a declaração em separado, ou seja, pode somar todos os valores investidos no Tesouro e informar em uma única aba.

Exemplo: Ricardo utiliza a Easynvest como agente de custódia e possui R$ 5.000 investidos no IPCA+2019 e R$ 3.904,88 no Selic 2021. Desta forma, estes investimentos podem ser declarados conforme imagem abaixo.

Como declarar Tesouro Direto e CDB_Títulos públicos

Obs.: Se você opera com títulos públicos em mais de um agente de custódia (por exemplo, investe pela Easynvest e pelo banco Santander), o que não é muito comum, deverá fazer um informe separado para cada agente de custódia.

Para investimentos em CDB o investidor pode seguir o mesmo procedimento. Ou seja, se possui CDBs de dois ou mais bancos diferentes comprados na mesma corretora, pode somar o valor de todos estes investimentos e declarar em apenas uma aba.

Obs.: Para investimentos feitos através de corretoras independentes, o investidor deverá informar o CNPJ da corretora e não do banco emissor.

Se o investidor investe em CDB diretamente no seu banco, (por exemplo: Santander), também poderá somar o saldo de todos os CDBs que tiver neste banco.

Se o investidor tem CDBs adquiridos através da Easynvest (corretora independente), mas também tem CDBs adquiridos através do Banco Santander, deverá fazer 2 informes separadamente, ou seja, um contendo os valores investidos na Easynvest e outro contendo os saldos do Banco Santander, conforme exemplo a seguir:

Como declarar Tesouro Direto e CDB_CDB

Como declarar Tesouro Direto e CDB_CDB2

O mesmo procedimento pode ser adotado para a declaração dos investimentos em LC.

Esta é uma forma simplificada e rápida de declarar estes investimentos. Entretanto, caso o investidor prefira, poderá fazer o informe individualmente de cada título público ou CDB / LC que possuir.

Entretanto, é importante ressaltar que só poderão ser declarados desta forma conjunta os mesmos tipos de investimentos, ou seja, não é aconselhável misturar Tesouro Direto com CDB e/ou LC.


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Lembrando que erros na declaração do IR podem fazer com que você caia na “malha-fina” da Receita Federal e seja obrigado a pagar multas por isso… Portanto, não perca tempo e conheça o nosso guia completo para evitar problemas com a Receita!


Como declarar os rendimentos recebidos de Tesouro Direto, CDB e LC?


Assim como os investimentos em LCI e LCA, o investidor só precisará declarar os rendimentos destas aplicações se tiver feito o resgate durante 2015.

Vamos recorrer a dois exemplos para facilitar este entendimento:

Caso 1: Ricardo investiu no Tesouro Selic em jan/15 com prazo de resgate em mar/21. O saldo deste título público em jan/15 era de R$ 400 e em dez/15 era de R$ 440.

Neste caso, não será preciso informar nada nos rendimentos, pois apesar do investimento ter sofrido um acréscimo, o investidor ainda não resgatou o dinheiro.

As informações deste investimento estarão apresentadas somente na aba “Bens e Direitos”, conforme explicado anteriormente.

Caso 2: Haroldo investiu R$ 10.000 em um CDB em jan/15 e resgatou este CDB em jul/15 no valor final de R$ 10.500.

Nesta condição, como houve o resgate do CDB com rendimento (lucro) de R$ 500, este valor deverá ser declarado.

Vamos agora ao passo-a-passo desta declaração:

1. Acesse a aba “Rendimentos Sujeitos à Tributação Exclusiva / Definitiva”.

Como declarar Tesouro Direto e CDB_Rendimentos

2. Selecione a linha “6. Rendimentos de aplicações financeiras”.

Como declarar Tesouro Direto e CDB_Rendimentos2

3. Informe o valor dos rendimentos, a descrição, o CNPJ e nome da fonte pagadora (banco).

Nesta seção a declaração não é feita por investimento e sim por instituição financeira.

Ou seja, se você resgatou 2 CDBs do Banco Daycoval, por exemplo, que juntos deram um rendimento / lucro total de R$ 1.000, você deverá declarar apenas este valor final de R$ 1.000.

É importante destacar novamente que comprando CDB / Tesouro Direto através de uma corretora, a Instituição Financeira (fonte pagadora) é a própria corretora e não o banco no qual o valor foi investido.

Está achando complicado? Vamos então a mais um exemplo:

Suponhamos que você tenha os seguintes investimentos:

– 2 CDBs do Banco Daycoval e 3 títulos públicos, sendo todos adquiridos através da corretora Easynvest e resgatados no ano passado com rendimentos somados de R$ 1.000.

Sendo assim, neste exemplo a declaração deverá ser feita da seguinte forma:

Como declarar Tesouro Direto e CDB_Rendimentos3

Se você tiver CDBs aplicado diretamente no banco, e não via corretoras, deverá informar o CNPJ deste banco e os respectivos rendimentos dos CDBs resgatados no ano passado.

Obs.: Neste caso, como o CDB foi adquirido diretamente com o banco e não via corretora, o CNPJ a ser preenchido é o do próprio banco e não o da corretora conforme nosso exemplo acima.

O mesmo procedimento se aplica aos rendimentos de LC.

Pronto! Basta seguir estes passos para concluir com êxito a sua declaração destas aplicações financeiras.


Aprendemos neste guia como é fácil e rápido fazer a declaração dos seus investimentos em Tesouro Direto, CDB e LC.

Reforçamos que todos os seus investimentos devem ser informados à Receita Federal na Declaração de Ajuste Anual.

Para dúvidas sobre a obrigatoriedade de fazer a Declaração de Ajuste Anual ou para entender como fazer as declarações de outros investimentos, sugerimos o acesso à nossa série completa sobre o tema:

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  • Carlos Afonso

    Se não tiver resgatado o CDB no ano de 2015, não preciso declarar rendimentos deste investimento. É isso mesmo, certo?

    • Entendimento perfeito.

      • Tiago Assunção

        Mesmo que o rendimento do Tesouro seja, por exemplo R$50, ainda sim é necessário a declaração do IR? Não exite um valor minimo para que seja necessário declarar?

        • Tiago, existe uma série de condições impostas pela Receita Federal que você deve observar se deve ou não fazer a Declaração de Ajuste Anual. Para o caso de investimentos em Renda Fixa, como o Tesouro Direto, você só precisaria declarar se recebesse mais do que R$ 40.000. Para entender melhor o assunto, sugiro que leia nosso artigo: Quem deve declarar imposto de renda em 2016?

  • Jéssica Alves

    A série está muito boa… Li todos os artigos.

    • Jéssica, seus comentários são uma motivação para continuarmos a escrever!

  • Roberto

    Achei muito bons esses tutoriais. Agradeço pela cooperação.

    • Valeu, Roberto! Obrigado pelo seu comentário. Isso nos motiva a continuar o trabalho aqui no blog.

  • Francisco

    Perfeito! Muito Obrigado!

  • Sandra

    Foi bem esclarecedora a matéria sobre como lançar CDBs, mas ainda tenho uma dúvida, quando vou informar o valor dos rendimentos lá em Rendimentos de Aplicações Financeiras (Campo 6) … Eu lanço o Rendimento Bruto (com o IR) ou lanço o Rendimento Líquido (sem o IR descontado), pq no Informe de Rendimento tenho os dois valores. E o que faço com o valor do IR descontado dos CDBs?

    • Sandra, o mais correto é a declaração dos rendimentos líquidos (sem o IR descontado). Não precisa fazer nada com o valor do IR descontado dos CDBs, ele serve apenas como referência para que você sabia quanto foi descontado na fonte.

      • Sandra

        Muito obrigada pela resposta, ficou muito claro agora!!

        • Sandra, é muito bom saber que te ajudamos! Conte sempre com nossa ajuda.

  • Israel

    Parabéns Ricardo e Haroldo, muito bom o artigo. Muito boa a didática de quem escreveu este artigo.

  • Daniel Costa

    Boa noite,

    Eu possuo duas dúvidas:

    1º. Minha avó faleceu em 2015 e estou fazendo uma declaração de ajuste, porém indicando cód. 81 – espolio.

    Minha dúvida é com respeito a conta bancária, pois o seu saldo está bloqueado e sequer eu consigo tirar um extrato anual de 2015 e o banco me disse ser possível mediante a autorização judicial.

    Nesse caso, como eu posso declarar o saldo?

    Outros bens, inventariantes e entre outros tópicos do IR eu já o concluiu.

    2º. Em 2015, realizei a compra de um veículo financiado em meu nome porém para um terceiro utilizar. Em Jan/2016 ele quitou o veículo e realizamos a transferência do mesmo para o seu nome.

    IR 2016 com ano de exercício 2015, ele deverá constar como Bens e Direitos em meu nome?

    Grato pela atenção

    • Daniel, em relação ao caso do espólio não saberemos te orientar, pois essa questão foge da nossa especialidade. Te aconselho a procurar um contador. Com certeza este profissional saberá te dar as orientações corretas.

      Para o veículo você precisa observar a seguinte situação: Em 31/12/2015 ele estava em seu nome, certo? Em caso afirmativo, o veículo deverá constar em sua declaração de Bens e Direitos.

      • Daniel Costa

        Com respeito ao espólio, vou seguir sua orientação!

        Sobre o veículo, sim está em meu nome conforme data que você disse. Logo, devo declarar em meu nome.

        Obrigado pela sua atenção e resposta!

        Uma outra dúvida: Fiz um regaste do CDB em Jun/2015 e declarei o lucro em rendimentos sujeitos a tributação exclusiva/definitiva no campo 6 – Rendimentos aplicação financeira somente o valor líquido. Correto?

        Após esse regaste, fiz uma aplicação em LCI em 2015 e está até hoje lá. Devo declarar esse somente em Bens e Direitos campo 45?

        • Daniel, seu entendimento em CDB e LCI está correto.

          No CDB resgatado em 2015 só precisa declarar os rendimentos líquidos e a LCI que ainda não foi resgatada só precisa constar em Bens e Direitos.

  • Rafael

    Muito obrigado pelo tutorial. Me ajudou muito!

    • Rafael, recebemos sua mensagem com extrema alegria. É muito bom saber que nosso material está tendo esse alcance. Estamos recebendo mais de 3.000 visitas por dia em nossa série sobre o Imposto de Renda. Obrigado pelo seu comentário!

  • Saul Andrade

    Artigasso!!! meus parabéns!!!!

  • Gustavo

    Muito didático, estão ajudando bastante, mas por favor, me tirem uma dúvida…

    Se eu fiz uma aplicação em LCI em 2015 e resgatei no mesmo ano (2015), então nos bens de direito eu declaro com situação 31/12/2014 R$ 0,00 e situação 31/12/2015 R$0,00 ?

    Obrigado!

    • Gustavo, nesse caso você não precisa declarar a LCI em “bens e direitos”. Só precisa declarar os rendimentos que teve com essa LCI em ” rendimentos isentos e não tributáveis”, ok?

  • Bruno

    E quem nunca declarou IR? Segundo esse lik [ http://www.tesouro.fazenda.gov.br/-/veja-como-informar-os-seus-investimentos-na-declaracao-do-ir ] não precisa declarar se os rendimentos com renda fixa foram abaixo de 40 mil ou valor total acima de 300 mil. Isso ainda não ficou claro pra mim.

    • Bruno, para entender se deve ou não declarar te aconselhamos que leia o artigo: Quem deve declarar imposto de renda em 2016.

      • Katerine

        Sei que o período da declaração do IR já passou, mas como estou com uma dúvida para o ano que vem, me deparei com o artigo de vocês e achei super bacana, bem didático! Mas ainda continuo com uma dúvida, será que vocês conseguem me ajudar? Vocês explicaram como declarar os títulos do TD, mas e se no meio do ano eu resolver trocar o meu agente de custódia, mas sem resgatar os títulos, como faço? Devo abrir uma nova ficha para o novo agente de custódia ou apenas edito o anterior? Muito obrigada!

        • Katerine, obrigado pelo elogio ao artigo! Neste caso, basta você editar o anterior. Como o campo “discriminação” possui redação livre, você pode inserir uma observação informando que houve a mudança no agente de custódia e informando qual era o nome deste antigo agente e o nome do atual. Acredito que assim ficará perfeita a sua declaração, ok?

  • Josi Silva

    olá, parabéns pelo artigo e obrigada pelas informações. Tenho um rendimento de aproximadamente 60.000,00 ao ano e declaro ir anualmente. Há alguns anos atrás, fiz um investimento em pgbl e em 2014 precisei fazer o resgate do dinheiro, nesse resgate foram descontados 15% do valor. Além desse desconto, quando fui fazer minha declaração, precisei declarar o valor resgatado como um rendimento, e ai tive que pagar um valor bem alto de imposto “novamente”. Estou pensando em fazer um investimento em cdb ou tesouro direto, e já entendi que ao resgatar esse dinheiro, será descontado imposto de renda sobre o rendimento. Minha dúvida é a seguinte: quando eu fizer o resgate desse dinheiro e tiver que fazer minha declaração anual, terei que pagar imposto novamente sobre o valor resgatado como se fosse um valor recebido de uma fonte pagadora? A partir de que taxa de juros esse investimento valeria a pena apesar de tantos impostos?
    Agradeço muito pela atenção.
    Josi

    • Josi, o investimento em previdência privada é realmente complicado em função desta tributação. Para CDB e Tesouro Direto você só pagará o Imposto de Renda quando fizer o resgate e não haverá nova cobrança quando fizer a sua declaração anual. Em relação à taxa de juros que valeria a pena, não dá para responder sem antes saber com qual investimento você quer comparar e quanto tempo ficará com o dinheiro aplicado (uma vez que o imposto é regressivo). As rentabilidades dos CDBs (que você está chamando de taxa de juros) também são variáveis de banco para banco.

  • import64

    boa tarde, estou com uma dúvida, eu não me encaixo no perfil de contribuinte obrigado à declarar IR, porém tenho uma aplicação de cerca de 70 mil na Easynvest, quando baixei o informe de rendimentos dele, tem dizendo 0,00 de rendimentos(pq é um CDB que ainda vai vencer) e o saldo de 70 mil na parte de valor no dia 31/12/2016 e 0,00 em 31/12/2015 pois comecei a investir no meio de 2016, a pergunta é: por causa desses dados, eu preciso declarar IR?

    • Prezado, só o fato de você ter um investimento de R$ 70.000 em CDB não fará com que você seja obrigado a declarar Imposto de Renda. Entretanto, te aconselho a verificar as demais condições que obrigam os contribuintes a fazerem esta declaração. Publicamos um artigo recentemente contendo todas estas informações: Quem deve declarar Imposto de Renda em 2017.

  • Niko

    Em “rendimentos sujeito a tributação” a corretora colocou a soma do título público + CDB em “apliacacao em renda fixa”.
    Seria errado fazer somente este lançamento na declaração (igual ao informe de rendimento) e no comentário (detalhamento) informar o CNPJ da corretora e que se refere a esses dois investimentos???
    Tenho receio de separar e a receita acusar erro quando fizer o cruzamento.

    • Niko, eu sei que é possível declarar mais de um CDB de forma conjunta. Entretanto, nunca fiz a declaração conjunta de “CDB + títulos públicos”. Como são investimentos com a mesma regra de tributação, acredito que não vá implicar em problemas com a Receita Federal se você fizer a discriminação correta e bem detalhada para não gerar dúvidas. Penso que a sua forma de pensar está certa, pois informar valores “diferentes” do Informe da corretora pode fazer com que sua declaração caia na Malha Fina. A título de informação, eu opero pela Easynvest e sempre vieram de forma separada os CDBs dos títulos públicos. Um abraço!

  • Ricardo

    Apenas para parabenizar pelo conteúdo! Como efetivamente me ajudou, tornou-me curioso para olhar mais o trabalho de vocês.

    • Ricardo, muito obrigado pela sua audiência. Muito bom receber o pessoal da UFRJ por aqui. Saudades da minha época de faculdade. Um abraço!

  • Roberto Porcher

    O artigo é um dos mais didáticos que já li sobre a matéria. Parabéns! Entretanto fiquei ainda com uma dúvida: se aplico em várias LCI e CDB’s com a mesma corretora, eu sou obrigado a informar como fonte pagadora a corretora? Ou posso individualizar cada título e colocar o nome dos respectivos emissores? Pergunto isso porque minha corretora orientou a indicar só o seu CNPJ, e discriminar os títulos em observações. Entretanto, nas abas “rendimentos isentos” e “tributação na fonte” não há campos de descrição para editar observações que individualizem os investimentos. Qual a sugestão?

    • Roberto, a orientação da corretora está correta. Você só precisa indicar o CNPJ da corretora e no campo discriminação pode citar todos os títulos de renda fixa que possui. Nas abas de “rendimentos” você pode somar todos os rendimentos recebidos e declarar de uma única vez, sem precisar fazer a especificação. Obrigado pela audiência!

  • Rogério Gaspar

    Muito obrigado!
    Tudo poderia ser mais simples e ser importado direto dos bancos e investidoras, evitaria MUITOS erros grosseiros.

    • Bons Investimentos

      Concordo, Rogério! Isso facilitaria muito a nossa vida…

  • Ta Ma Ra

    Bom dia,
    Gostaria de perguntar, caso meu CBD em 31/01/2015 era zero reais e eu apliquei durante o ano em setembro, porém em setembro mesmo mudei de investimento, ficando 31/12/2016 com zero reais. Devo mesmo.assim declarar tal CDB em bens?

    Outra dúvida, este mesmo CDB retirando o imposto de renda, rendeu 7reais, assim também, deveria declarar tal CDB em rendimentos?

    Muito obrigada por compartilhar conhecimento com a gente!

    • Bons Investimentos

      Tamara, neste caso você não precisa declarar o CDB em “Bens e Direitos”. Entretanto, precisa declarar o lucro líquido de R$ 7 na aba “Rendimentos Sujeito à Tributação Exclusiva”.

      • Ta Ma Ra

        Obrigada pela.ajuda!

  • Bons Investimentos

    Maurício, como você aplicou e resgatou no mesmo ano não precisará informar nada relativo a este investimento na aba “Bens e Direitos”. Entretanto, deve pegar o valor do rendimento do Tesouro Direto e declarar na aba “Rendimentos Sujeitos a Tributação Exclusiva” com o código “06 – Rendimentos de aplicações financeiras”.