Tesouro Direto: mitos e verdades

Tempo de leitura: 7 minutos

Por permitir investimentos iniciais a partir de R$ 30 e rentabilidades superiores à Poupança, o Tesouro Direto está ganhando destaque entre todos os tipos de investidores e até mesmo entre as pessoas que nunca tinham investido.

 

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Comprando os títulos públicos do Tesouro Direto, o investidor pode escolher entre papéis com rentabilidade pré ou pós-fixada e alinhar os diferentes produtos com seus objetivos.

As diversas modalidades de títulos permitem aos investidores protegerem os seus recursos da inflação (IPCA) e das oscilações da taxa de juros (Selic).

Após a publicação do nosso guia para investimentos no Tesouro Direto, onde é possível conhecer as diversas características destes títulos públicos, recebemos inúmeras mensagens de leitores querendo confirmar as facilidades e vantagens em iniciar os seus investimentos.

Sendo assim, visando fortalecer ainda mais os conceitos já apresentados e desmistificar este tipo de aplicação, trazemos um trecho do artigo publicado pela corretora independente Easynvest, onde o diretor Amerson Magalhães aponta os mitos e verdades sobre o Tesouro Direto.

 

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É fácil e barato investir no Tesouro Direto


Verdade. Para Magalhães, os principais diferenciais do Tesouro Direto são o pequeno valor exigido para o investimento inicial (R$ 30,00), baixo risco de crédito, boa liquidez e a facilidade na hora de investir.

“O investidor só precisar ter uma conta em um banco ou corretora, e não precisa nem sair de casa para fazer as transações, tudo pode ser feito pela Internet”.

 

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O investidor deve ficar atento apenas aos custos das operações, que podem variar de instituição para instituição. “Na Easynvest, por exemplo, não cobramos taxa de administração, o que torna o investimento ainda mais vantajoso”, ressalta.

O único custo é a taxa de custódia da BM&FBOVESPA, cobrada sobre o valor total dos títulos (0,30% ao ano) e que se refere aos serviços de guarda dos títulos e às informações e movimentações dos saldos.


Preciso ficar com o título até o vencimento


Mito. Se precisar, o investidor pode vender seu título antes do vencimento, diretamente ao Tesouro Nacional, pelo seu valor de mercado.

“O investidor tem que tomar cuidado para ajustar a sua necessidade com a data de vencimento do título. Se ele vai precisar do dinheiro no curto prazo, não faz sentido comprar um título de longo prazo. Também é importante ficar atento ao Imposto de Renda, cuja alíquota é maior para resgates realizados em prazos menores”.


A rentabilidade do Tesouro Direto pode ser maior do que a da Poupança


Verdade. No atual cenário econômico, o retorno da poupança tende a ficar abaixo até da inflação.

A poupança rende 0,5% ao mês mais a variação da Taxa Referencial (TR). “Com a alta da inflação e da taxa Selic, quem deixa seus recursos concentrados na poupança está perdendo dinheiro”, aponta Magalhães.

Os títulos públicos atrelados à inflação, por exemplo, pagam, atualmente, juro fixo de aproximadamente 6% ao ano (a.a.) mais a variação do IPCA.

Ou seja, o investidor fica protegido do aumento dos preços e tem um ganho real de 6% a.a.


Não vale a pena investir por menos de 2 anos, em razão do Imposto de Renda


Mito. Mesmo com a incidência do Imposto de Renda, as aplicações no Tesouro Direto são mais vantajosas.

Quanto mais tempo o valor ficar investido, menor a alíquota cobrada. As taxas variam de 22,5% para aplicações de até 180 dias e chegam até 15%, para aplicações acima de 720 dias.

Obs.: Para entender um pouco mais sobre a tributação dos seus investimentos, consulte a nossa seção sobre impostos.


É uma boa opção para curto, médio e longo prazo


Verdade. O Tesouro Direto oferece diversas opções, que se encaixam em curto, médio e longo prazo.

 

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“Para quem pensa no curto prazo, os títulos pós-fixados corrigidos diariamente pela Selic são boas opções. Para os que pensam no médio prazo, os títulos pré-fixados podem ser boas alternativas. Já para os que pensam em aposentadoria, o melhor é optar por um título que siga a inflação (IPCA+)”, sugere.

É importante conhecer as características de cada título para escolher a melhor opção de acordo com o objetivo e prazos determinados.


O resgate antes do vencimento sempre é ruim


Mito. Quem decidir vender um título pré-fixado ou IPCA+ antes do vencimento corre o risco de resgatar um valor inferior ao aplicado caso, nesse meio tempo, tenha ocorrido uma elevação na taxa de juros. No entanto, se ocorrer uma redução na taxa de juros, o rendimento poderá ser superior.

Se o investidor vislumbrar a hipótese de venda dos títulos antes do prazo de resgate, a melhor alternativa é a compra do “Tesouro Selic”, pois este é o único título público que sempre apresenta rentabilidade positiva em caso de venda antecipada.


É um investimento com baixo risco de crédito


Verdade. Embora os investimentos em Tesouro Direto não estejam cobertos pelo FGC, Fundo Garantidor de Crédito, a garantia é oferecida pelo Governo Federal, emissor dos títulos. Portanto, é um investimento seguro.


Tesouro Direto só é bom para quem investe muito


Mito. A remuneração paga no Tesouro Direto é a mesma tanto para quem investe pouco, quanto para quem investe valores maiores.

“É um produto democrático, a rentabilidade antes disponível só para grandes investidores agora também é acessível aos pequenos”, contemporiza o diretor Amerson Magalhães.


Esta foi uma matéria publicada pela Easynvest para estimular seus clientes a investirem no Tesouro Direto.

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Ficaremos sempre atentos ao mercado e quando surgirem novidades que consideremos relevantes e de fontes com comprovada experiência no assunto, traremos para a ampliação do conhecimento dos nossos leitores.

Agora, vamos relembrar como você pode aproveitar o bom momento das aplicações em títulos públicos.


Como iniciar os seus investimentos


Conforme amplamente discutido em nosso artigo sobre “Como Investir”, acreditamos que o primeiro passo para iniciar as aplicações consiste em abrir uma conta em uma corretora independente. Os motivos são os seguintes:

  • Oferecem rentabilidades maiores
  • Oferecem mais opções de investimentos
  • Cobram taxas mais baixas

As taxas cobradas pelas três principais corretoras, apresentadas em nosso artigo específico sobre o tema e monitoradas mensalmente por nosso blog para a apresentação dos 10 melhores investimentos de cada mês, são apresentadas novamente aqui:

 

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(*) Clientes com investimentos acima de R$ 300.000,00 (trezentos mil reais) são isentos do pagamento desta taxa.

Se você optar por abrir conta em uma dessas três corretoras, podemos adiantar que o processo é feito totalmente pela internet de maneira fácil e rápida.

E o mais importante: é de graça, ou seja, não existe custo para a abertura da conta.

Para fazer o cadastro, basta acessar o site das corretoras diretamente por estes links: Easynvest, XP Investimentos e Rico.

Se você tiver outra sugestão de corretora independente ou se já opera pelo seu próprio banco, compartilhe aqui sua experiência e ajude os demais leitores deste blog.


Considerações


Se você chegou até aqui e fez a leitura do conteúdo disponibilizado em nosso blog, entendemos que o primeiro passo já foi dado, pois você decidiu dedicar o seu tempo para melhorar a sua educação financeira.

O próximo passo é “perder o medo” e colocar em prática os conceitos adquiridos.

Caso você seja “marinheiro de primeira viagem”, é prudente fazer pequenos investimentos nos primeiros meses até que você se familiarize com este “novo mundo” que se apresenta.

Entretanto, podemos te garantir que não é algo complexo ou que exija muito tempo.

Ressaltamos que o Tesouro Direto é uma das aplicações selecionadas em nosso artigo sobre os melhores investimentos para 2016.

Qualquer necessidade de apoio, basta deixar um comentário logo abaixo que estaremos aqui para te auxiliar, ok?

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9 Comentários


  1. Olá, primeiramente gostaria de parabenizar pela iniciativa! Educação financeira é muito importante, pois permite que alcancemos objetivos que antes pareciam tão distantes. Gostaria de sugerir um artigo sobre rendimentos reais. Porque, quando uso a calculadora do tesouro para títulos pré-fixados com juros semestrais, por exemplo, não sei como comparar os bônus de cada semestre, já que o dinheiro não vale o mesmo ao longo do tempo. Além disso, olhando a tabela com títulos disponíveis no tesouro, não entendo porque a taxa (a.a) dos pré-fixados é tão maior que a dos pós. Obrigada.

    Responder

    1. Ana,

      Obrigado pela sugestão. Realmente a nossa ideia é disponibilizar uma calculadora em nosso blog para facilitar a vida dos investidores, mas ainda não conseguimos viabilizar esta iniciativa.

      Em relação à diferença das taxas, creio que está havendo a seguinte situação:

      Você olha o título “Tesouro pré-fixado” e vê que a rentabilidade é de 16% ao ano, depois analisa o “Tesouro IPCA+” e vê rentabilidade de IPCA + 6%.

      A comparação de 16% com 6% não é a correta, porque os 6% serão acrescidos do IPCA do período.

      Considerando o IPCA do último ano de 10,6%, por exemplo, o “Tesouro IPCA+” renderia 10,6+6% = 16,6% a.a.

      Ou seja, as taxas seriam muito parecidas e geralmente é isto que ocorre.

      Era esta a sua dúvida?

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  2. Estou pensando em aproveitar o momento e comprar o título pré-fixado. O que acham?

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    1. Mônica, se você acredita que a economia vai se recuperar no curto e médio prazo, a compra de títulos pré-fixados é uma boa alternativa, mas não recomendamos investir mais do que 25%. Tente mesclar com títulos pós-fixados também para se proteger de eventuais turbulências no cenário econômico.

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  3. Esses mitos são causados por falta de blogs como esse! Belo trabalho, meninos. Sucesso.

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  4. Ótimo post. O tesouro direto é uma ótima alternativa já que há a opção de comprar uma “fatia” do título. Como alternativa às corretoras tradicionais, recomendo que avaliem também boutiques de investimentos já que os resgates de títulos oferecidos são em geral D+0 ( sem prazo de “carência”).

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    1. Jorge, obrigado pela sua contribuição e recomendação. Confesso que não temos muito familiaridade com as boutiques de investimentos, mas ficaremos atentos.

      Responder

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