Fundo Garantidor de Crédito (FGC): o seguro do seu investimento

O FGC ou Fundo Garantidor de Crédito (www.fgc.org.br), criado em 1995, é uma entidade privada, sem fins lucrativos, cuja principal função é proteger o dinheiro dos correntistas e investidores que colocam recursos nos produtos oferecidos por bancos e instituições financeiras.

 

Fundo Garantidor de Crédito_FGC

 

Caso estas instituições tenham decretada uma intervenção, liquidação extrajudicial ou estado de insolvência (falência) você terá seu dinheiro de volta até um determinado limite.

 




QUAL O LIMITE GARANTIDO PELO FGC?


 

O limite máximo é de R$ 250.000,00 por CPF e instituição financeira.

 

Ou seja, se você tem R$ 400.000,00 para investir, o aconselhável é escolher dois bancos diferentes e distribuir R$ 200.000,00 em cada, para garantir que todo o seu dinheiro esteja seguro.

 

Fundo Garantidor de Crédito

 

FUNCIONAMENTO E ABRANGÊNCIA


 

Para facilitar a sua compreensão, façamos um paralelo para uma situação muito comum em nossas vidas: os seguros de automóveis.

 

Caso você tenha contratado um determinado seguro para o seu carro e tenha sido roubado, após alguns trâmites burocráticos a seguradora te reembolsa o valor do carro, correto?

 

O conceito do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) é similar, entretanto tem as vantagens de ser grátis e automático. Ou seja, você não precisa pagar nada para ter este seguro e nem procurar o FGC para ativar esta cobertura do seu dinheiro. Basta investir em uma das instituições associadas ao fundo.

 

Todas as instituições financeiras, associações de poupança, empréstimo e financiamento são obrigadas a aderir ao “Fundo Garantidor de Crédito” para ganharem autorização para operar no Brasil. A lista completa pode ser consultada no próprio site do FGC, na opção “Associadas”.

 

Sendo assim, o fundo não se restringe aos maiores e mais tradicionais bancos do país e possui uma infinidade de bancos pequenos e médios que oferecem rendimentos excelentes.

 

De qualquer forma, caso você não conheça a instituição financeira em que está investindo o seu dinheiro e ainda tenha dúvidas sobre a sua garantia, aconselhamos que dê uma rápida conferida na lista disponibilizada pelo FGC para se tranquilizar.

 

PRINCIPAIS DÚVIDAS


 

Visando te dar mais conforto e conhecimento sobre o Fundo Garantidor de Crédito (FGC), separamos uma lista com as 10 principais perguntas que surgem neste assunto.

 

1. Como o FGC pode ser gratuito? Isso está parecendo bom demais para ser verdade. Sendo gratuito, de onde virá o dinheiro para me pagar?

 

O Fundo Garantidor de Crédito (FGC) é mantido por todas as instituições financeiras do Brasil, pois estas possuem a obrigação de contribuir com o FGC através de depósitos de 0,0125% do seu faturamento mensal.

 

Atualmente (2015), o FGC possui um patrimônio estimado em R$ 43 bilhões. É este o capital que vem sendo acumulado e serve de garantia para “salvar” os investidores em casos de necessidade.

 

2. Quais os principais investimentos / aplicações garantidos pelo FGC?

 
 

3. E os títulos púbicos (Tesouro Direto)? Também possuem a garantia do FGC?

 

Não. Neste caso, a garantia é oferecida pelo Governo Federal. Temos um artigo destinado exclusivamente ao Tesouro Direto.

4. Quando uma instituição “quebra” e eu preciso do Fundo Garantidor de Crédito (FGC), em quanto tempo recebo o dinheiro?

 

A média histórica é de um prazo de 3 meses.

 

Em nosso site, dentro da seção “Dados Históricos”, apresentamos uma lista contemplando os casos onde o FGC precisou ser acionado e os respectivos prazos para ressarcimento do dinheiro dos investidores.

 

5. A garantia de R$ 250.000 é por CPF para cada instituição financeira, certo? O mesmo CPF pode ter uma garantia de R$ 750.000 se aplicar em três bancos diferentes?

 

Sim. Caso você possua mais de R$ 250.000 disponíveis para investimento, o ideal é que distribua este dinheiro em mais de uma instituição financeira para que todo o seu investimento fique dentro do limite do Fundo Garantidor de Crédito (FGC).

 

6. Ao ser acionado, o FGC assegura ao investidor apenas o capital inicial investido? Ou garante, também, os rendimentos obtidos até a data da falência da instituição financeira?

 

O Fundo Garantidor de Crédito (FGC) assegura o valor aplicado mais o rendimento obtido até a data da intervenção ou liquidação da instituição financeira, considerando o limite máximo de R$ 250.000 por CPF.

 

Especial atenção deve ser dada ao limite de R$ 250.000 e este é um erro muito comum cometido até por investidores mais experientes.

 

Suponhamos que você tenha exatamente R$ 250.000 para ser aplicado. Um investidor desatento, alocaria todo o dinheiro em apenas 1 instituição financeira e garantiria a sua cobertura pelo FGC.

 

Entretanto, vamos supor que ele tenha escolhido um investimento que renda 10% ao ano (a.a.) com prazo de resgate em 2 anos.

 

Após 1 ano, o investidor está muito feliz, pois o seu investimento inicial se transformou em R$ 275.000.

 

Porém, o banco em que o dinheiro está aplicado “quebra” e o FGC devolve “apenas” R$ 250.000, ou seja, todo o rendimento acumulado durante o ano foi perdido. Neste caso a perda seria de R$ 25.000.

 

Para evitar situações como esta, o mais aconselhável é você fazer uma projeção do rendimento total ao longo do período de aplicação e descontar este valor do capital inicial investido.

 

Neste nosso exemplo, o rendimento após 2 anos seria algo em torno de 21% (considerando juros compostos).

 

O ideal seria investir no máximo R$ 200.000 nesta instituição financeira, pois após 2 anos este capital inicial seria transformado em R$ 242.000, ou seja, estaria completamente coberto pelo FGC em caso de “quebra” durante a vigência do investimento.

 

O saldo restante do capital inicial (R$ 50.000) poderia ser aplicado em outra instituição financeira e todo o seu dinheiro e os respectivos rendimentos obtidos estariam garantidos pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC).

 

7. Opero por uma corretora, se o banco no qual investi meu dinheiro entrar em liquidação / falência, quem dá entrada no processo junto ao FGC? Eu ou a minha corretora?

 

Uma boa corretora enviará todas as informações ao FGC e auxiliará os investidores no processo junto ao FGC.

 

8. Qual o cuidado devo ter ao escolher uma corretora?

 

Ao investir através de corretoras escolha uma que registre suas operações na Cetip. Assim o título ficará vinculado ao seu CPF, facilitando a sua identificação pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC).

 

Sendo assim, aconselhamos que procure o selo da Cetip no site da corretora e faça este questionamento antes de abrir sua conta.

 

A falta de registro do título em uma central depositária (Cetip / BM&FBovespa) não implica na perda de cobertura dada pelo FGC. No entanto, quando não há este registro, o processo de pagamento feito pelo FGC tende a ser mais demorado e dependerá de comprovação da aplicação, como, por exemplo, a apresentação da nota de negociação.

 

9. Caso a minha corretora quebre, o FGC garante todos os investimentos que eu tinha?

 

A cobertura do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) é sobre as instituições emissoras (bancos, financeiras, etc.) e não sobre as instituições intermediadoras (corretoras).

 

Em caso de quebra da corretora, o FGC não será acionado, e os ativos poderão ser transferidos para outra corretora. Ou seja, você não perderá o dinheiro investido, apenas terá que transferi-lo para outra corretora.

 

10. Quando aplico em produtos da minha corretora em bancos diferentes, cada produto de determinado banco terá a cobertura de R$ 250.000 ou o limite é com a minha corretora?

 

O limite é por instituição financeira. Ou seja, se você investiu R$ 250.000 em 4 bancos diferentes através da mesma corretora, a sua cobertura total será de R$ 1.000.000.

 

Operando os seus investimentos dentro do limite coberto pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC) e seguindo estas orientações, você estará garantindo que não perderá dinheiro mesmo em casos de falência do banco.

 

Adicionalmente, utilizaremos, também, as avaliações das agências de classificação de risco para minimizar as suas chances de precisar recorrer a este fundo.

 

Preparamos um resumo deste artigo em vídeo, onde ensinamos, também, como fazer a consulta às instituição financeiras associados a este seguro diretamente no site do FGC.

FGC: o seguro grátis e automático do seu investimento

 

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Títulos públicos: invista no Tesouro Direto com apenas R$ 30

O investimento no Tesouro Direto (títulos públicos) já foi abordado em nosso artigo sobre as principais opções de Renda Fixa.

 

Entretanto, por ser considerado o investimento mais democrático para o pequeno investidor, com aplicações iniciais partindo de R$ 30,00, entendemos que o assunto merece um artigo exclusivo para abordar todas as particularidades desta opção da Renda Fixa.

 

Além da baixa aplicação inicial, o Tesouro Direto também é considerado o investimento mais democrático porque a remuneração de um pequeno investidor que aplica R$ 30,00 é a mesma de um grande investidor que faça uma aplicação de R$ 1.000.000,00.

 

Ressaltamos que apesar de ser o investimento teoricamente mais democrático, o Tesouro Direto nem sempre oferece as maiores rentabilidades do mercado.

 

A composição da carteira de investimentos de cada investidor deve ser montada para atender às diversas variáveis envolvidas, como, por exemplo, valor total a ser investido e prazo para resgate do dinheiro.

 




O que é o Tesouro Direto?


 

É um programa do Tesouro Nacional (governo brasileiro), que negocia títulos públicos federais, por meio da internet, para pessoas físicas.

 

Títulos públicos_Tesouro Direto

 

Concebido em 2002, esse programa surgiu com o objetivo de democratizar o acesso aos títulos públicos, ao permitir aplicações com apenas R$ 30.

 

Antes do Tesouro Direto, o investimento em títulos públicos por pessoas físicas era possível somente indiretamente, por meio de fundos de renda fixa que, por cobrarem elevadas taxas de administração, reduziam a atratividade desse tipo de investimento.

 

O objetivo principal do Tesouro Direto é captar recursos para financiar atividades do Governo Federal em áreas como saúde, educação e infraestrutura.

 

Desta forma, ao comprar um título público, você estará emprestando dinheiro ao Governo. Em contrapartida, você receberá, no prazo estipulado, o que você emprestou mais os juros do período.

 

O site do Tesouro Direto é muito completo e possui vários vídeos explicativos sobre este investimento.

 

Abaixo, você poderá assistir ao vídeo oficial que fala sobre esta opção da Renda Fixa:

 

TESOURO DIRETO APRESENTA: O que é o Tesouro Direto?

 

O Tesouro Direto oferece títulos pré-fixados e pós-fixados:

 
  • Pré-fixados: você sabe exatamente a rentabilidade que irá receber se mantiver o título até a data de vencimento.
  • Pós-fixados: a rentabilidade é determinada de acordo com o desempenho de um indexador e só é conhecida efetivamente no momento do resgate da aplicação (final do investimento).
 

Os indexadores utilizados pelo Tesouro Direto são a inflação (IPCA) e a taxa básica de juros (Selic).

 

Atualmente, existem cinco opções de títulos públicos no Tesouro Direto:

 
  • Tesouro pré-fixado
  • Tesouro pré-fixado com juros semestrais
  • Tesouro IPCA+
  • Tesouro IPCA+ com juros semestrais
  • Tesouro Selic
 

É importante destacar que os títulos públicos podem ser vendidos antes do prazo final do investimento. Contudo, nestas situações, o investidor pode receber um valor menor ou maior do que fora pactuado no momento da compra.

 

Isto acontece porque os valores dos títulos públicos oscilam durante o período de vigência do investimento, o que pode levar a uma valorização ou desvalorização.

 

A única exceção é o Tesouro Selic, que sempre apresenta rentabilidade positiva.

 

Portanto, é importante se planejar antes de adquirir títulos públicos que possam apresentar rentabilidade negativa (Tesouro pré-fixado e Tesouro IPCA+).

 

Para não correr o risco de perder dinheiro, recomendamos não vender os títulos antes do vencimento.

 

Levando o título até o final, você garante que receberá as taxas pactuadas no momento da aplicação, independente das oscilações que ocorrerem durante o período de vigência da sua aplicação.

 

A seguir, são apresentados estes títulos públicos em maiores detalhes.

 

Tesouro pré-fixado


 

Como o próprio nome diz é um título pré-fixado, onde o investidor tem o conhecimento da taxa que receberá já no momento da compra do título.

 

Este papel é indicado quando a taxa básica de juros (Selic) e a inflação (IPCA) estão elevadas, mas existe a perspectiva de queda em curto e médio prazo.

 

Desta maneira, o investidor consegue manter sua rentabilidade elevada mesmo após uma possível queda da Selic e do IPCA.

 

Conforme mencionado anteriormente, este título público pode apresentar rentabilidade negativa se for resgatado antes do prazo pactuado no momento da aplicação.

 

Sendo assim, a recomendação é para que o investidor se programe para que consiga manter o investimento até o vencimento do título e receba as taxas definidas no momento da aplicação.

 

Tesouro IPCA+


 

Título pós-fixado que remunera de acordo com a variação do IPCA (indicador oficial da inflação).

 

Este título público proporciona rentabilidade real, pois seu rendimento é composto por duas parcelas:

 

Variação da inflação (IPCA) + Taxa de juros pré-fixada

 

Sendo assim, a principal atração deste título é a garantia de sempre ganhar da inflação.

 

A rentabilidade real (descontada a inflação do período) é dada pela taxa de juros pré-fixada, estabelecida no momento da aplicação.

 

A compra deste título é recomendada quando existe a expectativa de elevação dos preços (aumento da inflação).

 

Assim como o “Tesouro pré-fixado”, este título pode apresentar rentabilidade negativa. Por este motivo, o aconselhável é se programar para não precisar resgatar o investimento antes do prazo combinado e, assim, evitar a possibilidade de perdas de capital.

 

Tesouro pré-fixado com juros semestrais e Tesouro IPCA+ com juros semestrais


 

A lógica destes títulos públicos é semelhante aos seus correspondentes (pré-fixado e IPCA+) com a única diferença de haver o recebimento dos rendimentos com uma periodicidade de seis meses (juros semestrais).

 

Já no “Tesouro pré-fixado” e “Tesouro IPCA+” todo o rendimento é recebido apenas no final da aplicação.

 

Cabe destacar que no pagamento destes rendimentos semestrais também há incidência de Imposto de Renda (IR), obedecendo à tabela regressiva (apresentada mais adiante neste artigo no item “Tributação e Taxas”).

 

Deste modo, se você planeja reinvestir os valores recebidos a cada seis meses, é mais interessante investir em um papel que não paga juros semestrais, pois o valor gasto com o pagamento do Imposto de Renda será regressivo e, portanto, menor.

 

Contudo, caso a sua intenção seja utilizar parte do rendimento recebido semestralmente para complementar sua renda, talvez seja mais interessante optar pelos títulos públicos com juros semestrais apesar da menor rentabilidade final.

 

De forma direta, os juros semestrais representam uma antecipação do pagamento da rentabilidade do título. Não significam, portanto, uma rentabilidade adicional.

 

Já nos títulos públicos que não pagam juros semestrais, toda a rentabilidade é acumulada e paga somente no seu vencimento.

 

Tesouro Selic


 

Título pós-fixado que remunera de acordo com a variação da taxa básica de juros (Selic).

 

Sendo assim, é um grande atrativo para períodos nos quais a Taxa Selic se encontra elevada.

 

Além disso, representa uma ótima opção para investidores mais conservadores, já que a venda deste papel antes do prazo de vencimento não acarreta perdas.

 

Isso ocorre porque o “Tesouro Selic” é o único título do Tesouro Direto que sempre apresenta rentabilidade positiva.

 

Este título público não oferece a opção de pagamento de juros semestrais. Desta forma, o resgate da aplicação é feito apenas no vencimento do título.

 

Aplicação mínima


 

R$ 30,00 (trinta reais).

 

Aplicação máxima


 

O limite mensal é de R$ 1.000.000,00 (um milhão de reais).

 

Ressalta-se que não há limite para vendas. Sendo assim, caso você tenha R$ 2.000.000,00 (dois milhões de reais) aplicados no Tesouro Direto, você poderá efetuar a venda / resgate de todo o seu dinheiro num único mês.

 

Preços e taxas (remuneração) dos títulos públicos disponíveis em 26/11/15


 

No momento da elaboração deste artigo, o Tesouro Direto disponibilizava as seguintes opções:

 

títulos públicos_Tesouro Direto_nov2015A quantidade mínima de compra é a fração de 0,01 título, ou seja, 1% do valor de um título, desde que respeitado o valor mínimo de R$ 30,00.

 

O investidor pode comprar 0,01 título; 0,02 título; 0,03 título e assim por diante.

 

Curiosidades e números do Tesouro Direto


 

O Tesouro Direto ultrapassou a marca de 230.000 investidores cadastrados em 2015, representando um aumento em torno de 80% em relação ao ano de 2014.

 

A soma das aplicações neste tipo de investimento atingiu cerca de R$ 25 bilhões no final de 2015 e o título público com maior preferência dos investidores continua sendo o “Tesouro IPCA+”.

 

Títulos públicos_Tesouro Direto_Estoque

 

Pela análise dos dados é possível observar o aumento da compra do “Tesouro Selic”, o que sugere a migração de recursos da poupança para este tipo de investimento.

 

O Tesouro Direto disponibiliza também a distribuição dos investidores por faixa etária.

 

Títulos públicos_Tesouro Direto_Faixa_Etária

 

Em 2014, mais de 50% dos investidores possuíam menos de 36 anos. Entretanto, nota-se que a partir de 2015 houve um incremento considerável dos investidores nas faixas etárias mais avançadas.

 

Liquidez


 

Apesar dos prazos para resgate serem relativamente longos (atualmente o menor prazo é em torno de 2 anos e o maior de 35 anos!), o Tesouro Direto garante a recompra diária dos seus títulos públicos, ou seja, o investidor possui liquidez diária e poderá vender antecipadamente os títulos adquiridos.

 

Essa opção de venda dos títulos pelos investidores será aberta todos os dias úteis, a partir das 18h, e encerrada às 5h do dia seguinte.

 

Nos fins de semana e feriados, essa funcionalidade será oferecida o dia inteiro.

 

Em relação às compras dos títulos públicos, os investidores podem efetuá-las todos os dias, entre às 9 horas de um dia às 5 horas do dia seguinte.

 

Nos fins de semana, é possível comprar entre às 9 horas de sexta-feira às 5 horas de segunda-feira, ininterruptamente.

 

Em todos os casos, as transações serão executadas sob os últimos preços de fechamento de mercado disponíveis.

 

Novamente ressaltamos que nos casos de venda antes do prazo de vencimento dos títulos pré-fixados e IPCA+, o investidor pode receber um valor menor ou maior do que fora investido, dependendo da oscilação do papel.

 

A única exceção é o Tesouro Selic, que sempre apresenta rentabilidade positiva.

Sendo assim, mantemos nossa recomendação para que o investidor se programe para comprar títulos nos quais ele tenha maior certeza de que conseguirá levar o investimento até o prazo de resgate definido.

 

Para entender de forma mais aprofundada as motivações para as oscilações nos preços dos títulos, recomendamos que assista ao vídeo abaixo:

 

TESOURO DIRETO APRESENTA: Entenda o Mercado de Títulos Públicos

 

Como investir


 

Não é possível efetuar diretamente a compra dos títulos públicos junto ao Tesouro Direto.

 

Para realizar este investimento você precisa obrigatoriamente abrir conta em uma instituição financeira habilitada (agente de custódia) para intermediar suas transações com o Tesouro.

 

Essa instituição financeira pode ser um banco ou uma corretora independente e o site do Tesouro Direto disponibiliza a relação das instituições habilitadas a operar com títulos públicos.

 

Atualmente estamos monitorando as três principais corretoras do mercado (Easynvest, XP Investimentos e Rico), mas a escolha é sempre algo muito pessoal e varia de acordo com o perfil de cada investidor.

 

Os títulos públicos são registrados sob a titularidade do comprador, no ambiente seguro da BM&FBOVESPA, podendo ser consultado a qualquer tempo por meio do seu extrato no site do Tesouro Direto.

 

Isto reforça a segurança do Programa, pois permite ao investidor mudar de instituição financeira, na eventualidade de problemas com o seu agente de custódia original, sem colocar em risco a sua aplicação.

 

Cabe ressaltar que os títulos públicos são negociados apenas escrituralmente, isto é, não existe um documento físico que represente o título.

 

Mais uma vez iremos recorrer ao vídeo oficial do Tesouro Direto contendo todos os passos para você iniciar seus investimentos em títulos públicos:

 

TESOURO DIRETO APRESENTA: Como investir no Tesouro Direto?

 

Tributação e Taxas


 

Assim como os investimentos em LC e CDB, o Tesouro Direto sofre a incidência de dois impostos, a saber:

Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) nos títulos públicos

 

É cobrado somente quando o resgate acontece com menos de 30 dias do início da aplicação.

 

A alíquota é regressiva com o tempo e o imposto incide somente sobre o valor do lucro auferido com a aplicação.

 

títulos públicos_Tesouro Direto_Tributação_Imposto_IOFSe o investidor mantiver a aplicação por mais de 30 dias, não pagará nada deste imposto.

 

Imposto de Renda (IR)

 

Assim como IOF a alíquota também é regressiva com o tempo e incide somente sobre o valor do lucro do investimento.

 

A diferença em relação ao IOF é que este imposto sempre será cobrado e não existe um limite para que o investidor seja isento (no caso do IOF, basta manter o investimento por mais de 30 dias e o imposto não será descontado).

 

A alíquota mais alta é de 22,5% (para aplicações de até 180 dias) e a mais baixa é de 15% (para aplicações acima de 720 dias), conforme pode ser observado na tabela a seguir:

 

Títulos públicos_Tesouro Direto_Tributação_Imposto_IR_Os valores referentes aos impostos (IOF e IR) são recolhidos pela instituição financeira no momento do resgate da aplicação. Em outras palavras, a importância que o banco lhe paga já vem com os descontos dos impostos.

 

Ou seja, você não precisa se preocupar em fazer cálculos para saber o quanto deve de imposto e nem imprimir guias para efetuar o pagamento, pois o desconto é feito automaticamente pela instituição financeira.

 

É importante destacar que os impostos são cobrados somente sobre os rendimentos da aplicação, ou seja, se você aplicou R$ 10.000 e resgatou R$11.000, os impostos incidirão somente sobre os R$ 1.000 que você obteve de lucro.

 

Além desta tributação, os investimentos no Tesouro Direto sofrem a incidência de duas outras taxas, que não são cobradas nas demais aplicações em Renda Fixa:

 

Taxa cobrada pela BM&Bovespa

 

Taxa de custódia de 0,3% ao ano (a.a.), que incide sobre o valor dos títulos e se refere aos serviços de guarda dos títulos e às informações e movimentações dos saldos.

 

Taxa cobrada pela instituição financeira (agente de custódia)

 

É livremente pactuada entre a instituição e o investidor, podendo variar de 0,0% a 2,0% do valor total investido.

 

Acesse aqui a lista fornecida pelo Tesouro Direto contendo todas as instituições habilitadas para operar com títulos públicos e as respectivas taxas cobradas.

 

Riscos


 

Apesar de não possuírem a garantia do FGC, os títulos públicos são considerados os ativos mais seguros do mercado, pois são garantidos pelo Tesouro Nacional.

 

Teoricamente, o país só deixaria de honrar seus compromissos se realmente “quebrasse”.

 

Neste caso, provavelmente toda a economia do país estaria arruinada e os bancos e o próprio FGC, que investe parte do seu dinheiro em títulos públicos, também não seriam capazes de honrar seus compromissos.

 

Ou seja, se o país “quebrar” e você tomar um calote do Governo Federal, muito provavelmente o FGC também não terá condições de honrar os seus compromissos e, neste caso, não haverá investimento seguro no país. Nem a tradicional Caderneta de Poupança!

 

Resumo


 

Aprendemos neste artigo o funcionamento dos investimentos em títulos públicos e as diversas peculiaridades desta aplicação.

 

Para facilitar a fixação dos conceitos apresentados, preparamos o seguinte resumo:

 
  • O Tesouro Direto negocia títulos públicos federais, por meio da internet, para pessoas físicas.
  • Ao comprar um título público você está emprestando dinheiro ao Governo Federal e, em troca, receberá juros.
  • Em virtude da aplicação mínima ser de apenas R$ 30, este investimento é tido como o mais democrático do mercado.
  • Você possui a opção pela compra de títulos pré-fixados e pós-fixados (Selic e IPCA+).
  • O Tesouro Direto garante a recompra diária dos seus títulos públicos, ou seja, o investidor possui liquidez diária e poderá vender antecipadamente os títulos adquiridos.
  • Caso o investidor necessite resgatar o título antes do prazo de vencimento, ele pode receber um valor menor ou maior do que fora investido, dependo da oscilação do papel. A única exceção é o Tesouro Selic, que sempre apresenta rentabilidade positiva.
  • Para realizar este investimento, você precisa obrigatoriamente abrir conta em uma instituição financeira habilitada (agente de custódia) para intermediar suas transações com o Tesouro.
  • Existe a incidência de dois impostos (IOF e IR) e duas taxas (BM&Bovespa e instituição financeira) sobre os investimentos em títulos públicos.
  • Apesar de não possuírem a garantia do FGC, os títulos públicos são considerados os ativos mais seguros do mercado.
 

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LCI, LCA, CDB, LC e TESOURO: entenda os investimentos em Renda Fixa

Um dos principais motivos para a maior parcela da população possuir aversão à palavra “investimento” é a dificuldade de entender o funcionamento das diversas aplicações financeiras disponíveis no mercado.

 

Entretanto, você não precisa conhecer todas as opções de investimentos para fazer um bom negócio.

 

Além do mais, tenha cuidado para não se deixar levar por promessas de ganhos exorbitantes sem a mínima garantia de segurança.

 

Por isso, se você tem um perfil conservador e está em busca de investimentos seguros e com rentabilidades comprovadamente atrativas, você não pode deixar de conhecer as principais opções de Renda Fixa.

 

Sendo assim, o nosso conselho é para que você direcione o foco para se manter nestes bons investimentos.




E qual seria a definição de “bons investimentos”?


 

Como visto no artigo sobre a Poupança, uma boa aplicação é aquela que rende mais do que a inflação.

 

Ou seja, fazendo este investimento você está efetivamente aumentando o seu patrimônio e, consequentemente, enriquecendo.

 

Portanto, esta é a nossa definição:

 

“Bons investimentos são todas as aplicações financeiras capazes de render acima da inflação”

LCI_LCA_CDB_Tesouro_Direto_LC_Renda_Fixa_bonsinvestimentos

 

Sendo assim, que tal conhecer e aprender as regras de funcionamento dos investimentos em Renda Fixa que estão no topo das recomendações dos principais economistas e com possibilidade de ganhos 2x maior do que a poupança?

 

A princípio, você pode estranhar as siglas cheias de letras sem o menor sentido.

 

Mas, te pedimos apenas 20 minutos para provar que você pode entender e aplicar com confiança nestes produtos da Renda Fixa. Esse é o tempo que você gastará lendo este artigo até o final.

 

Para te animar, posso garantir que a lógica destes cinco investimentos é muito parecida. Ou seja, entendendo a ideia principal de um deles, você conseguirá absorver o conhecimento de todos.

 

Entendendo o conceito da Renda Fixa


 

Investir em Renda Fixa significa emprestar dinheiro para o emissor de um determinado produto financeiro. Este emissor pode ser um banco, uma empresa ou até mesmo um governo.

 

O investidor é beneficiado através do recebimento de juros, enquanto o emissor consegue captar recursos para investimentos ou pagamento de dívidas.

 

Os títulos de Renda Fixa podem ser classificados em:

 
  • Pré-fixados: a rentabilidade é conhecida no momento da aplicação (início do investimento).
 
  • Pós-fixados: a rentabilidade é determinada de acordo com o desempenho de um indexador e só é conhecida efetivamente no momento do resgate da aplicação (final do investimento).
 

Obs.: Os indexadores mais utilizados são o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo, índice oficial para medir a inflação) e o CDI (Certificado Depósito Interbancário, índice que geralmente acompanha a taxa de juros SELIC).

 

Apesar de não ser possível saber com exatidão qual será a rentabilidade de um produto pós-fixado, é possível prever através da observação do histórico dos indexadores e das perspectivas futuras dos principais índices econômicos.

 

Para facilitar o entendimento, vamos a exemplos práticos:

 

Título pré-fixado com remuneração de 15% ao ano (a.a.):

 
 

Caso você opte por investir R$10.000,00 neste título, você receberá R$11.500,00 ao final de 1 ano.

 

Em outras palavras, você sabe exatamente qual será a sua remuneração já no início do investimento.

 

Título pós-fixado com remuneração atrelada ao IPCA:

 

Caso você opte por adquirir este título, sua rentabilidade irá variar de acordo com este indicador.

 

Suponhamos que o IPCA (inflação) acumulado dos últimos 12 meses tenha ficado em 10%.

 

Neste caso, se você investiu R$ 10.000,00 neste título há 1 ano, você receberá R$11.000,00 hoje. Ou seja, seu rendimento de 10% foi igual ao IPCA do período.

 

Contudo, é importante destacar que no início do investimento (há 1 ano), você poderia até ter uma estimativa, mas não sabia com exatidão qual seria o valor do IPCA na data de vencimento da sua aplicação.

 

Em outras palavras, neste caso você só sabe quanto será a sua remuneração ao final do investimento.

 

Com estes exemplos, fica claro que a escolha por um título pré ou pós-fixado depende muito do perfil e conhecimento do investidor.

 

Caso o investidor esteja acompanhando com certa frequência o noticiário de economia, terá maior autonomia para decidir entre um título pré e pós-fixado.

 

Se o investidor não possui noção sobre os principais índices da economia (IPCA, CDI, SELIC), recomendamos que consulte nossas seções sobre o tema (histórico e índices), feitas para poupar o seu precioso tempo em busca de diversas informações espalhadas pela internet.

 

Se a dúvida ainda persistir, lembre-se da nossa definição de “bons investimentos” e escolha aquele com maior chance de ganhar da inflação (IPCA). Inicialmente pode parecer difícil, mas não é. E estaremos aqui para te auxiliar no que for possível.

 

Investimentos em Renda Fixa


 

Os principais investimentos em Renda Fixa são:

 
  • Caderneta de Poupança (mais tradicional e popular)
  • LCI: Letra de Crédito Imobiliário
  • LCA: Letra de Crédito do Agronegócio
  • CDB: Certificado de Depósito Bancário
  • LC: Letra de Câmbio
  • Tesouro Direto
 

LCI_LCA_CDB_Tesouro_LC_Renda_Fixa_bonsinvestimentos

 

A seguir, apresentamos uma breve explicação sobre os principais investimentos em Renda Fixa, atualmente mais lucrativos e com a mesma segurança da famosa Poupança.

 

LCI: Letra de Crédito Imobiliário


 

As LCIs são títulos criados com o objetivo de captar recursos para os financiamentos imobiliários.

 

Vantagens:

 
  • Aplicação mínima de R$ 1.000 (Banco do Brasil).
  • Isenção de IR (Imposto de Renda).
  • Seguro de até R$ 250.000, garantido pelo FGC, em caso de falência da instituição financeira.
 

Desvantagens:

 
  • Tirando a aplicação no Banco do Brasil, geralmente o investimento mínimo é de R$ 10.000 (bancos menores) e R$ 30.000 (Caixa e Santander).
  • Prazo mínimo para resgate de 90 dias.
 

LCA: Letra de Crédito do Agronegócio


 

As LCAs são títulos emitidos por instituições financeiras com o objetivo de captar recursos para financiar o agronegócio.

 

Do ponto de vista da remuneração do investidor, esta aplicação pode ser considerada uma irmã gêmea da LCI.

 

Vantagens:

 
  • Isenção de IR (Imposto de Renda).
  • Seguro de até R$ 250.000, garantido pelo FGC, em caso de falência da instituição financeira.
 

Desvantagens:

 
  • Geralmente a aplicação mínima é de R$ 10.000 (bancos menores) e R$ 30.000 (bancos maiores).
  • Prazo mínimo para resgate de 90 dias.
 

CDB: Certificado de Depósito Bancário


 

O CDB é um título de crédito privado, emitido exclusivamente por bancos.

 

Nesta modalidade, o investidor empresta uma determinada quantia ao banco e ao final da aplicação, o banco devolve o valor investido mais os juros do período, que dependerá da taxa pactuada entre o investidor e o banco.

 

Vantagens:

 
  • Aplicação mínima de R$ 100.
  • Possibilidade de compra de títulos com liquidez diária, ou seja, a aplicação não fica “presa” e você pode resgatar quando desejar.
  • Seguro de até R$ 250.000, garantido pelo FGC, em caso de falência da instituição financeira.
 

Desvantagens:

 
  • Geralmente aplicações iniciais menores do que R$ 10.000 não garantem um bom rendimento. Quanto maior o valor aplicado, maiores são as taxas oferecidas pelos bancos.
  • Incidência de dois impostos: IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) e IR (Imposto de Renda).
 

LC: Letra de Câmbio


 

A Letra de Câmbio é um título que possui características semelhantes ao CDB.

 

A grande diferença entre estes títulos reside na instituição emissora. Ao contrário dos CDBs, que são emitidos por bancos, as LCs são emitidas por financeiras.

 

É importante destacar que apesar da palavra “câmbio” estar presente no nome deste título, não existe nenhuma relação com flutuações de moedas estrangeiras.

 

Vantagens:

 
  • Possibilidade de compra de títulos com liquidez diária, ou seja, a aplicação não fica “presa” e você pode resgatar quando desejar.
  • Seguro de até R$ 250.000, garantido pelo FGC, em caso de falência da instituição financeira.
 

Desvantagens:

 
  • Geralmente a aplicação mínima é de R$ 10.000.
  • Incidência de dois impostos: IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) e IR (Imposto de Renda).
 

Tesouro Direto


 

O Tesouro Direto (http://www.tesouro.fazenda.gov.br/tesouro-direto) é um programa do Tesouro Nacional, que negocia títulos públicos federais, por meio da internet, para pessoas físicas.

 

O objetivo principal deste programa é captar recursos para financiar atividades do Governo Federal em áreas como saúde, educação e infraestrutura.

 

Dessa forma, ao comprar um título público, você estará emprestando dinheiro ao Governo.

 

O Tesouro Direto oferece títulos pré-fixados e pós-fixados.

 

Como é o investimento mais complexo e com maiores possibilidades, dedicamos um artigo específico só para tratar sobre o Tesouro Direto (acesse aqui).

 

Vantagens:

 
  • Aplicação mínima de apenas R$ 30 (trinta reais!)
  • Liquidez diária, ou seja, a aplicação não fica “presa” e você pode resgatar quando desejar.
  • São considerados os investimentos mais seguros do mercado, apesar de não possuírem a cobertura do FGC.
 

Desvantagens:

 
  • Incidência de dois impostos: IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) e IR (Imposto de Renda).
  • Pagamentos de taxa de custódia para a Bovespa (0,3% ao ano) e taxa para a instituição financeira (variável).
  • Apesar de possuir liquidez diária, alguns títulos podem apresentar rentabilidade negativa se forem resgatados antes do prazo acordado no momento da compra.
 

Riscos


 

Todos os investimentos apresentados, com exceção do Tesouro Direto, possuem a proteção de um seguro grátis e automático chamado FGC (Fundo Garantidor do Crédito).

FGC

 

O limite máximo protegido é de R$ 250.000 por instituição financeira e devido à relevância do tema preparamos um artigo específico para abordar o funcionamento e abrangência do FGC.

 

Entendendo a Tributação na Renda Fixa


 

Os investimentos isentos de tributação são:

 
  • LCI
  • LCA
 

Os demais investimentos (LC, CDB e Tesouro) sofrem a incidência de dois impostos, a saber:

 

Imposto sobre Operações Financeiras (IOF)

 

É cobrado somente quando o resgate acontece com menos de 30 dias do início da aplicação.

 

A alíquota é regressiva com o tempo e o imposto incide somente sobre o valor do lucro auferido com a aplicação.

 

Tesouro_Direto_CDB_LC_Tributação_Imposto_IOF

 

Se o investidor mantiver a aplicação por mais de 30 dias, não pagará nada deste imposto.

 

Imposto de Renda (IR)

 

Assim como IOF a alíquota também é regressiva com o tempo e incide somente sobre o valor do lucro do investimento.

 

A diferença em relação ao IOF é que este imposto sempre será cobrado e não existe um limite para que o investidor seja isento (no caso do IOF, basta manter o investimento por mais de 30 dias e o imposto não será descontado).

 

A alíquota mais alta é de 22,5% (para aplicações de até 180 dias) e a mais baixa é de 15% (para aplicações acima de 720 dias), conforme pode ser observado na tabela a seguir:

 

Tesouro_Direto_CDB_LC_Tributação_Imposto_IR

 

Os valores referentes aos impostos (IOF e IR) são recolhidos pela instituição financeira no momento do resgate da aplicação. Em outras palavras, a importância que o banco lhe paga já vem com os descontos dos impostos.

 

Ou seja, você não precisa se preocupar em fazer cálculos para saber o quanto deve de imposto e nem imprimir guias para efetuar o pagamento, pois o desconto é feito automaticamente pela instituição financeira.

 

É importante destacar que os impostos são cobrados somente sobre os rendimentos da aplicação, ou seja, se você aplicou R$ 10.000 e resgatou R$11.000, os impostos incidirão somente sobre os R$ 1.000 que você obteve de lucro.

 

Obs.: Ressalta-se que os investimentos feitos no Tesouro Direto, além desta tributação, sofrem a incidência de duas outras taxas (custódia paga para a Bovespa e para a instituição financeira), conforme citado anteriormente.

 

Como investir


 

Os investimentos podem ser feitos através de um banco ou uma corretora de valores.

 

Nossa análise é mais favorável às corretoras em função das maiores opções de investimentos e rentabilidades mais atrativas, além das facilidades de operar pela internet.

 

Entretanto, este é um assunto muito importante e dedicamos um artigo exclusivo para tratar sobre o tema “Como Investir”.

 

Resumo


 

Reconhecemos que este foi um artigo denso e talvez você ainda não esteja tão familiarizado com os investimentos apresentados em função do elevado número de informações transmitidas.

 

Mas se chegou até este ponto, gostaríamos de te dar os parabéns e dizer que está no caminho certo para melhorar a sua vida financeira.

 

Com o intuito de revisar o conteúdo apresentado e facilitar a sua compreensão, preparamos uma tabela comparativa englobando as principais informações que você precisa saber em cada opção de investimento.

 

LCI_LCA_CDB_Tesouro_Direto_LC_Renda_Fixa_bonsinvestimentos_

 

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