Como funciona a compra e venda de ações?

Apresentamos em artigos anteriores os principais conceitos sobre o que é uma ação e comentamos que as negociações são realizadas em uma Bolsa de valores. Sendo assim, a intenção agora é resumir de forma didática o fluxo da compra e venda de ações.




Mercado de compra e venda de ações


O mercado de ações geralmente é dividido em:

  • Mercado primário: investidor compra ação diretamente da empresa. Ou seja, é o lançamento de novas ações no mercado e os recursos obtidos são direcionados para a empresa.
  • Mercado secundário: investidor compra ação de outro investidor. Ou seja, é uma troca de propriedade de título e a empresa não recebe recursos neste caso.

mercado primario e secundario

Acompanhe o exemplo abaixo para compreender de forma didática como funciona este mercado de compra e venda de ações:

1 – A empresa “Bons Investimentos” precisa captar R$ 1.000 para expandir o seu blog e decide disponibilizar 1.000 ações com valor unitário de R$ 1,00 (um real).

2 – Desta forma, a “Bons Investimentos” se registra na BM&FBovespa, abre o seu capital e oferece 1.000 ações para futuros sócios que decidirem ser um bom negócio investir seu dinheiro na empresa.

3 – As corretoras de valores disponibilizam estas 1.000 ações lançadas pela “Bons Investimentos” para seus clientes. Este é o mercado primário, ou seja, a compra de ações diretamente da empresa.

4 – Após a venda de todas as 1.000 ações, começa a se formar uma relação de oferta e demanda por estes “papéis”.

5 – Um investidor primário pode decidir vender suas ações por vários motivos, como expectativa de queda do valor em função do desempenho da “Bons Investimentos” ter piorado ou simplesmente porque precisa do dinheiro investido para outros fins. Da mesma forma, outro investidor que não fez a compra das 1.000 ações disponibilizadas inicialmente pode decidir comprar por acreditar que o preço desta ação irá subir no médio ou longo prazo.

6 – Sendo assim, o investidor primário emite uma ordem de venda de suas ações na corretora por um valor definido por ele mesmo. A corretora emite automaticamente essa ordem de venda para a Bovespa.

7 – Um investidor que tenha interesse nessas ações, mas não tenha conseguido comprar nenhuma das 1.000 ações inicialmente disponibilizadas, poderá emitir através de sua corretora uma ordem de compra com determinado valor estipulado por ele mesmo.

8 – Caso o preço da ordem de venda do investidor primário for igual ao preço da ordem de compra do outro investidor, o negócio é fechado. E está configurado o mercado secundário, ou seja, comercialização de ações entre investidores sem a participação da empresa.

Talvez você tenha achado tudo isto um processo longo e demorado, mas na prática as ações das principais empresas negociadas na bolsa possuem uma grande liquidez e o processo pode levar apenas alguns segundos para ser concluído, uma vez que todo o processo pode ser feito de qualquer computador com acesso a internet.

Porém, é importante ressaltar que se você possuir uma ação da “Bons Investimentos” que está cotada a R$ 1,00 e desejar vendê-la por R$ 15,00 é provável que isto nunca aconteça, uma vez que os possíveis compradores estarão dispostos a pagar apenas algo em torno de R$ 1,00 por esta ação.

Desta forma, se você quiser comprar ou vender uma ação de forma mais rápida é interessante comprar ações de empresas com grandes volumes diários de negociação e dar ordens de compra ou venda com valores próximos às cotações atuais do mercado.

Como comprar minha primeira ação?





Agora que já percorremos os principais conceitos básicos, vamos efetivamente entender como comprar uma ação. Fique tranquilo, pois é mais fácil do que parece.

Os investidores mais experientes podem ter aquela lembrança eternizada em filmes onde as pessoas ficavam com o telefone na mão gritando para comprar/vender uma ação em um ambiente completamente tumultuado, certo?

compra e venda de ações

Entretanto, os tempos são outros e hoje em dia todo o processo é informatizado. De forma prática, saiba que você não precisa sair de casa para nada. Todas as operações podem ser realizadas através da plataforma conhecida como “home-broker” da sua corretora.

Salientamos que existem basicamente quatro formas de adquirir ações e, como tudo na vida, todas possuem suas peculiaridades:

  • Fundos de investimento

fundos de investimentos

Você compra cotas de um fundo gerido por um gestor que fica responsável por efetuar as compras e vendas de ações.

Nesta opção, o investidor “terceiriza” a montagem da sua carteira de investimentos, pois é o gestor quem decidirá as ações que comporão a carteira do fundo.

Teoricamente, a vantagem é ter o serviço de um gestor profissional e capacitado para acompanhar diariamente o mercado e fazer as melhores escolhas. Entretanto, nem sempre isso é garantia de bons retornos.

A principal desvantagem está no fato de serem cobradas taxas de administração e, em alguns casos, taxas de performance.

Enquanto as taxas de administração são cobradas sobre o patrimônio total dos fundos, as taxas de performance são cobradas em cima da fatia dos rendimentos que superam determinado índice de referência acordado inicialmente entre as partes (geralmente se utiliza o índice Ibovespa).

  • Clubes de investimento

clubes de investimentos

Reunião de pessoas físicas que juntas tomam as decisões em quais ações irão investir o dinheiro do clube.

O clube de investimento pode ser composto por um mínimo de 3 e um máximo de 50 participantes.

O patrimônio do clube de investimentos é dividido em cotas, igual ao que ocorre nos fundos de investimentos. Desta forma, ao aplicar o dinheiro em determinado clube você passará a ser um cotista.

A gestão dos clubes de investimentos pode ser realizada pelos próprios cotistas ou por um gestor profissional certificado e credenciado junto à CVM e contratado pelo clube. Esta decisão sobre a gestão dos clubes deve ser tomada na assembleia geral.

Assim como acontece nos fundos de investimentos, o retorno dos clubes se dá através da valorização das cotas, que depende da valorização das ações que compõem a carteira do clube.

Para a montagem de um clube de investimentos devem ser obedecidos basicamente 5 passos:

a) Reunião dos integrantes do clube.

b) Definição da instituição financeira para a abertura de conta. Este procedimento pode ser realizado através de bancos ou corretoras.

c) Elaboração do Estatuto do clube.

d) Definição do valor de investimento de cada integrante e, consequentemente, valor inicial das cotas.

e) Investimento nos ativos de Renda Variável definidos pelos cotistas.

  • ETFs (Exchange Traded Funds)

etf ações

Nesta modalidade você compra diretamente um conjunto de ações com uma simples ordem, ou seja, você adquire várias ações de uma única vez.

Quando você aplica em um ETF que replica um índice de ações, por exemplo, passa a deter uma parcela de todas as ações que compõem esse índice, sem precisar comprar separadamente os papéis de cada empresa.

Como o investimento é diversificado, ou seja, não está direcionado para uma única empresa, teoricamente o risco do investidor é diluído.

O índice de ações mais popular no Brasil é o IBovespa, ou IBOV. A composição do índice muda periodicamente e é composta de aproximadamente 60 ações. O fundo BOVA11 é um ETF que busca replicar o IBOV.

Ou seja, através do investimento no BOVA11 um investidor pode acompanhar o IBovespa sem ter que adquirir as ações individualmente.

Através das ETFs você pode adquirir também ações da bolsa americana (S&P 500).

O S&P 500 é um dos mais relevantes índices de ações americanos. É um índice composto por quinhentos ativos listados na NYSE ou na NASDAQ, sendo um dos índices que melhor representa o desempenho do mercado acionário americano. Em sua composição estão gigantes como Facebook, Amazon, Microsoft, Apple, Coca-Cola, GM, entre outras.

Viu? Você pode ser sócio do Facebook e da Coca-Cola de uma forma bem simples!!!

Atualmente existem dois ETFs negociados na BM&FBovespa que refletem esse índice. Através desse tipo de ETF, o investidor fica exposto tanto à variação do índice americano quanto à variação do dólar.

Ou seja, para clientes que buscam investimentos em dólar, trata-se de uma opção extremamente interessante. Entretanto, as ETFs americanas são indicadas para investidores que possuem conhecimento em mercado internacional.

  • Montar a sua própria carteira de ações

trader-carteira-ações

Aqui você é o responsável direto pela compra/venda das ações. E montar sua carteira de forma rentável requer muito estudo e trabalho.

O mercado financeiro tem predominantemente duas linhas teóricas de estudo: análise técnica e análise fundamentalista.

A análise técnica é voltada basicamente para os investidores de curto prazo (swing ou day trade), pois ela acompanha a repetição estatística do comportamento dos gráficos de preço das ações.

Exemplo: Se uma ação chega ao seu fundo histórico (nunca custou tão barato), estatisticamente ela irá subir e com isso os investidores “apostam” , com fundamento na análise técnica, que a ação irá subir e assim obter seus lucros.

A análise fundamentalista é voltada para o investidor de médio/longo prazo, pois acompanha o fundamento da empresa, como a sua gestão, plano de negócios, dívidas, reinvestimento de lucros e perspectivas de expansão, por exemplo.

Exemplo: Uma empresa que paga bons dividendos, tem dado lucro nos últimos anos e possui uma política de investimento consciente pode ser uma séria candidata a entrar na sua carteira de ações.

Reiteramos que ambas teorias são passíveis de ganhos e perdas e aconselhamos investir em CONHECIMENTO antes de tomar qualquer atitude.


Após decidir em qual destas quatro modalidades irá investir, você só precisará obedecer aos seguintes procedimentos:

  • Escolher uma instituição financeira para abrir conta

Corretoras de bancos e corretoras independentes fazem esse serviço. Normalmente, as corretoras de bancos possuem custos operacionais mais elevados do que as corretoras independentes (exemplo: XP Investimentos, Easynvest, Rico).

  • Enviar o dinheiro para a corretora escolhida

Essa é a parte mais simples. Nesta etapa você faz um DOC/TED assim como faz pra qualquer pessoa física/jurídica, transferindo o dinheiro de sua conta corrente para a conta da corretora.

  • Efetivar a aplicação previamente escolhida

Nesta parte você precisará utilizar a plataforma “home-broker” da corretora escolhida para realizar as ordens de compra e/ou venda.


Pronto! Você já está apto a comprar sua primeira ação, mas aconselhamos seguir as seguintes dicas:

  • Verifique a corretagem e os custos operacionais, eles podem drenar seus lucros.
  • Pense muito antes de comprar a primeira ação, ninguém se torna sócio de nada do dia pra noite.
  • Conheça seu perfil, autoconhecimento é muito importante nas suas decisões.

Este é o quarto e último artigo da nossa série intitulada “Ações para leigos”. Para conhecer os demais artigos, acesse:

Para dúvidas, elogios ou reclamações, basta deixar um comentário aqui embaixo. Teremos o maior prazer em te responder, combinado?

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Como ganhar dinheiro com ações

Obviamente qualquer investidor aplica seu dinheiro pensando em obter lucros. Entretanto, muitos investidores iniciantes não sabem como ganhar dinheiro com ações.

Na Renda Fixa a lógica é simples: você compra um título público ou privado e ao final de determinado período receberá o valor inicialmente investido acrescido de juros de acordo com o indexador escolhido.

Na Renda Variável a dinâmica é um pouco diferente, pois as incertezas são maiores e as possibilidades de lucros ou prejuízos também são ampliadas.

Basicamente, existem três principais maneiras de ganhar dinheiro ao se investir em ações:




Através da venda de ações após valorização


Para os iniciantes no mundo das ações e aqueles investidores em busca de ganhos no curto prazo, essa é a forma mais popular de lucrar com aplicações na Renda Variável.

O conceito desta forma de ganhar dinheiro é bem simples: o investidor compra determinada ação na expectativa de que a mesma se valorize para que ele possa vender por um valor mais elevado e, consequentemente, obtenha lucro nesta operação.

Geralmente, o investidor que possui essa estratégia de investimento está mais preocupado com a volatilidade do mercado do que com a qualidade da empresa que está se tornando sócio.

O principal objetivo é comprar na “baixa” e vender na “alta” para obter a maior rentabilidade possível.

O investidor com esta estratégia de atuação é conhecido no mercado como “trader“.

Alguns investidores são tão fissurados nesta estratégia que fazem diversas operações de compra e venda da mesma ação no mesmo dia, buscando obter lucros com as variações de preço da ação em espaços curtos de tempo (horas ou até mesmo minutos). Este tipo de operação é conhecida como “day-trade“.

como ganhar dinheiro com ações day-trade

Por exemplo: Aldair comprou ações da Petrobras às 11:00 pelo valor de R$ 15,00. Ao longo do dia, Aldair percebe que o valor desta ação começa a subir e resolve vendê-las às 15:30 pelo preço de R$ 15,10.

Sendo assim, como as operações de compra e venda foram realizadas no mesmo dia é caracterizado o “day-trade“.

No mesmo formato e utilizando a mesma técnica existe o chamado “swing trade”, porém com a diferença de que a operação dura mais de um dia, ou seja, você “dorme com a ação” e com isso fica sujeito às inúmeras variações mundiais ocorridas enquanto a bolsa brasileira está fechada para operação. A intenção é igual à do “day-trade“, lucrar com a oscilação dos preços, mas num espaço de tempo maior.

Os investidores que operam nesta estratégia de lucrar com a valorização das ações geralmente possuem um perfil mais arrojado e mais propenso ao risco e, principalmente, disponibilidade de tempo para fazer o acompanhamento de perto do mercado ao longo dos dias.

Para ser um “trader” e buscar lucro com a compra e venda de ações é aconselhável que o investidor busque conhecimento sobre as diversas técnicas aplicáveis para este fim e, principalmente, acompanhe e entenda o funcionamento do mercado de Renda Variável.

Muito cuidado com sites e “empresas de consultoria” que prometem ganhos exorbitantes na Bolsa de Valores. Se fosse tão fácil dobrar ou triplicar o patrimônio através de operações com ações, você acha mesmo que estes gurus estariam perdendo tempo escrevendo e tentando vender relatórios?

A título de curiosidade é interessante saber que Warren Buffet, considerado o maior investidor de todos os tempos, conseguiu uma rentabilidade média de “apenas” 22% ao longo dos últimos 30 anos.

warren buffett nunca perca dinheiro

Portanto, reforçamos o conselho para tomarem muito cuidado com promessas de ganhos fáceis e exorbitantes do dia pra noite…

Através de dividendos





O investidor que busca ganhar dinheiro com ações através do recebimento de dividendos possui um perfil diferente do “trader”.

Enquanto a maior preocupação do “trader” é com a oscilação do preço das ações, o investidor que visa dividendos está mais interessado na qualidade e nos resultados da empresa e compra a ação com a intenção de realmente se tornar sócio da companhia.

Obs.: Como tudo na vida, o mundo dos investimentos não é uma simples receita de bolo. Portanto, um mesmo investidor pode atuar como “trader” e “sócio” de diversas empresas ao longo do tempo.

Para quem nunca ouviu falar em dividendo, saiba que este termo é utilizado para designar a parcela do acionista no lucro da empresa.

Portanto, se a empresa apresenta lucro em determinado período, parte deste lucro é distribuídos entre os acionistas. Em nosso país, existe a obrigatoriedade de distribuição de no mínimo 25% do lucro apurado pela empresa.

Portanto, se a empresa apresentar um lucro de R$ 100.000 (cem mil reais), ela é obrigado a distribuir no mínimo R$ 25.000 entre os seus acionistas.

como ganhar dinheiro com ações e dividendos

O mesmo raciocínio não se aplica a prejuízos, uma vez que o acionista não é obrigado a “dar” dinheiro para a empresa nestes casos.

Não existe regra definida em relação à periodicidade do pagamento destes dividendos. Tem empresas que distribuem dividendos trimestralmente, por exemplo. Geralmente o prazo máximo para esta distribuição é de 1 ano.

A melhor forma de mensurar e comparar as diversas empresas em relação ao pagamento de dividendos é denominada de “dividend yield“.

Apesar do nome rebuscado, o “dividend yeld” nada mais é do que a divisão do valor do dividendo recebido pelo preço pago na compra da respectiva ação.

Vamos ilustrar com um exemplo:

Cafu comprou 100 ações da empresa “Bons Investimentos” ao custo total de R$ 100 (custo unitário de R$ 1,00) e 200 ações da empresa “Fique Rico sem Esforço” ao custo total R$ 600 (custo unitário de R$ 3,00).

Após 1 ano, Cafu recebeu R$ 10 de dividendos da “Bons Investimentos” e R$ 15 da “Fique Rico sem Esforço”.

Neste caso, qual seria a empresa com maior retorno para Cafu?

Se formos analisar apenas os valores totais, parece que Cafu teve um melhor aproveitamento na “Fique Rico sem Esforço”. Entretanto, é neste momento que devemos utilizar o conceito de “dividend yeld” para fazer uma comparação justa e inteligente.

Na compra das 100 ações da “Bons Investimentos” Cafu gastou R$ 100 e agora obteve R$ 10 de dividendos. Fazendo a divisão de R$ 10 por R$ 100, teremos um “dividend yeld” de 0,10 ou 10%.

Ou seja, em apenas 1 ano a empresa “Bons Investimentos” ofereceu um retorno de 10% do valor investido apenas na distribuição de dividendos (sem considerar a oscilação no preço da ação, que poderia ser tanto positiva quanto negativa).

Na compra das 200 ações da “Fique Rico sem Esforço” Cafu gastou R$ 600 e agora obteve R$ 15 de dividendos. Fazendo a divisão de R$ 15 por R$ 600, teremos um “dividend yeld” de 0,025 ou 2,5%.

Portanto, é possível observar que a “Bons Investimentos” apresentou um desempenho muito superior, pois ofereceu um retorno de 10% contra apenas 2,5% da “Fique Rico sem Esforço”.

Através de Juros sobre capital próprio (JSCP)


O pagamento de juros sobre capital próprio (JSCP) é uma forma de distribuição de lucros muito similar ao pagamento de dividendos.

A diferença entre “juros sobre capital próprio” e “dividendos” está no fato de que os juros podem ser tratados pela empresa como despesas, enquanto a distribuição de dividendos não pode receber esse tratamento no balanço da companhia.

Mas, em termos práticos para o acionista (investidor), o que isto representa?

Ao receber parte dos lucros da empresa como “dividendos” o acionista fica isento do pagamento de impostos sobre o valor ganho, uma vez que a companhia já pagou os impostos devidos quando fez a apuração do seu lucro líquido.

Ou seja, o “dividendo” é o lucro da empresa obtido após o pagamento de todos os impostos pela empresa. Desta forma, se o investidor fosse obrigado a pagar novos impostos poderia ser caracterizada a bi-tributação, uma vez que ele na condição de sócio da empresa já fez o devido pagamento.

Ao receber receitas da empresa como “juros sobre capital próprio” o investidor obrigatoriamente precisará pagar Imposto de Renda sobre o valor total recebido.

A alíquota do Imposto de Renda em cima de “juros sobre capital próprio” é de 15%.

É importante ressaltar que este pagamento do Imposto de Renda ocorre na fonte, ou seja, o valor que você receberá já virá com o devido desconto. Em outras palavras, você não precisará se preocupar em gerar guias / DARFs para regularizar sua situação.

Esta diferença fiscal no pagamento de “juros sobre capital próprio” é vantajosa para a empresa justamente pelo fato dela poder contabilizar os valores pagos como juros a seus acionistas como despesa.

Desta forma, a empresa reduz o lucro tributável e, consequentemente, diminui o imposto a ser pago por ela.

Ou seja, em termos práticos, a companhia transfere a responsabilidade pelo pagamento de parte dos impostos para seus investidores.

De forma resumida, tanto os “juros sobre capital próprio” quanto os “dividendos” são formas de distribuição dos lucros de uma empresa aos seus acionistas.

Enquanto os “juros sobre capital próprio” são distribuídos antes da empresa pagar os impostos e, por isso, existe a tributação dos valores recebidos pelos investidores; os “dividendos” são distribuídos após o pagamento dos impostos, ou seja, são baseados no lucro líquido da empresa e, portanto, são isentos do pagamento de impostos.

A decisão entre distribuir lucro na forma de “juros sobre capital próprio” ou “dividendos” é feita pela assembleia geral, conselho administrativo ou diretoria da empresa.

É importante ressaltar que uma empresa pode distribuir lucros num mesmo ano tanto sob a forma de “juros sobre capital próprio” como “dividendos”.

Nestes casos, para calcular o “dividend yeld” o acionista deverá somar os valores recebidos como “dividendos” com os valores líquidos recebidos como JSCP.


Este é o terceiro artigo da nossa série intitulada “Ações para leigos”. Para conhecer os demais artigos, acesse:

Ressaltamos que existem várias outras formas de ganhar dinheiro e algumas destas formas envolvem inclusive o trabalho na internet. Portanto, seja no mercado de Renda Variável ou em qualquer outro ramo, estude muito para que as suas chances de sucesso aumentem! 

Para dúvidas, elogios ou reclamações, basta deixar um comentário aqui embaixo. Teremos o maior prazer em te responder, combinado?

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Qual o seu perfil de investidor?

Antes de entrar no mundo dos investimentos em ações ou mesmo em Renda Fixa é importante que você defina qual o seu perfil de investidor.

Pode parecer besteira, mas não é, acredite!

Sabendo exatamente qual o seu perfil e, consequentemente, qual o risco está disposto a assumir e o montante da sua carteira que pretende alocar em Renda Variável, as chances de você fracassar são minimizadas.

Sendo assim, vamos apresentar os quatro perfis mais conhecidos no mercado para você verificar em qual deles se encaixa.




Despreocupado


Típico perfil da pessoa que recebe o salário, paga as contas e se sobrar dinheiro o direciona para a tradicional Caderneta de Poupança.

Taxa Selic, inflação, LCI, CDB, Tesouro Direto, ações e Bolsa de Valores são palavras que não fazem o menor sentido para este perfil.

Seja por falta de conhecimentos básicos de educação financeira, medo ou preguiça, esse perfil simplesmente ignora qualquer notícia relacionada à economia e acredita que este assunto é muito complexo e ainda não se conscientizou da importância do tema na sua vida e daqueles que o cercam.

Este perfil não pode ser considerado um investidor de fato e se tivesse que escolher uma música para defini-lo seria: Deixa a vida me levar, vida leva eu…

investidor despreocupado zeca pagodinho

Conservador


O investidor com perfil conservador já percebeu que precisa ser o dono da sua vida financeira e não pode simplesmente largar o seu dinheiro na Poupança sem entender minimamente quais os rumos e taxas de outras aplicações financeiras.

Este perfil possui a segurança como ponto decisivo para suas aplicações.

Costuma ter uma grande parcela de sua carteira composta por ativos de Renda Fixa (LCI, CDB, Tesouro Direto, etc.) e apenas uma pequena parcela em Renda Variável (ações, fundos, etc.).

Este perfil prioriza a segurança em detrimento de possíveis ganhos mais elevados na Renda Variável.

É considerado conservador o investidor que possui menos de 20% de sua carteira alocada em Renda Variável.

Comumente são investidores que não toleram as oscilações do mercado financeiro e se “desesperam” ao perceber que alguma de suas ações sofreu desvalorização de 10 a 20% em um curto período de tempo, por exemplo.

Geralmente, esse tipo de investidor não possui tempo e/ou interesse em acompanhar o mercado financeiro e vê na Renda Fixa uma opção mais segura e que demanda muito menos energia e paciência para a realização das operações.

perfil do investidor tio patinhas

Moderado


É o meio termo entre o investidor com perfil conservador e aquele com perfil mais arrojado.

A segurança continua sendo importante para estes investidores, mas a possibilidade de maiores rentabilidades atreladas a maiores riscos é mais aceitável.

O investidor moderado continua tendo a maior parcela de seus investimentos alocados em Renda Fixa, mas a parcela de sua carteira direcionada para a Renda Variável é maior do que os conservadores.

Sendo assim, podemos considerar como moderado aquele investidor que possui entre 20 e 40% de sua carteira alocada em Renda Variável.




Arrojado


É aquele investidor que busca na Renda Variável retornos superiores aos obtidos na Renda Fixa e que possui disposição e tranquilidade para lidar com as oscilações e riscos da Bolsa de Valores.

As principais características destes investidores são “sangue frio” e tolerância ao risco.

A rentabilidade passa a ser a principal mola propulsora deste investidor e a segurança e estabilidade são relegadas a segundo plano.

Entretanto, é fundamental que o investidor com esse perfil não negligencie totalmente a segurança, pois as chances de fracassar e perder volumosas quantias de dinheiro em Renda Variável é real.

Os investidores com perfil arrojado podem estar visando tanto obter lucros com operações de curto prazo (“day-trade“, por exemplo) quanto operações de médio e longo prazo, onde o investidor adquire determinadas ações com a intenção de se tornar um verdadeiro sócio da empresa.

O “day-trade” é utilizado para definir operações de compra e venda de ações realizadas no mesmo dia, ou seja, o investidor está mais interessado em especular e obter ganhos com oscilações do preço da ação.

Já o investidor interessado em alocar sua carteira na Renda Variável, mas que prefere investir pensando no médio e longo prazo geralmente toma decisões de qual ação comprar baseado na qualidade da empresa.

Este investidor é mais tolerante para as variações de curto prazo das ações, pois sua escolha foi baseada em análise técnica da empresa, entende que neste mercado é normal haver oscilações e confia que no médio e/ou longo prazo o seu investimento se mostrará uma boa escolha.

Consideramos arrojado o investidor que possui acima de 40% de sua carteira alocada em ativos da Renda Variável.

o perfil de investidor lobo de wall street


Normalmente, o perfil do investidor está atrelado aos seguintes fatores:

  • Histórico familiar e grau de conhecimento sobre finanças

Crianças e adolescentes que cresceram em um ambiente familiar onde conversas sobre educação financeira e investimentos eram constantes, tenderão a se tornar investidores tão logo comecem a receber seu próprio dinheiro.

Adultos que nunca foram apresentados a estes conceitos em suas fases iniciais da vida, tenderão a iniciar seus investimentos com mais cautela e através de operações mais simples até adquirirem conforto e segurança para migrarem para outras operações mais complexas.

Entretanto, pode ser, por exemplo, que determinada pessoa entenda que seus objetivos de vida e seu planejamento financeiro são perfeitamente atingidos através de investimentos em Renda Fixa e, portanto, não migrem para a Renda Variável.

Não há um regra exata de onde começar e nem para onde o investidor precisa progredir. Esta é uma decisão muito pessoal.

Nosso único conselho é que busquem sempre conhecimento antes de tomar qualquer decisão com o seu patrimônio financeiro.

  • Tolerância a riscos

Na vida, é possível que você já tenha conhecido pessoas com espírito mais aventureiro e outras mais metódicas e que não abrem mão da estabilidade, certo?

O mesmo pensamento pode ser aplicado ao mundo dos investimentos, quanto mais tolerante ao risco, maior é a probabilidade do investidor entrar na Renda Variável.

Por outro lado, se a estabilidade e segurança falam mais alto em suas finanças, maior a tendência de você iniciar e permanecer na Renda Fixa.

  • Fase atual da vida

O pensamento aqui é bem simples e direto. Quando mais jovem e com menos responsabilidades, maior é a tolerância a correr riscos em busca de retornos mais elevados.

Se você tem 25 anos, mora sozinho ou com os pais e não tem filhos, é mais fácil se recompor de um fracasso na Bolsa de Valores.

Por outro lado, se você já possui 50 anos, tem filhos na universidade e pais precisando de auxílio para pagamento de planos de saúde, a tendência é que você não “arrisque” na Renda Variável e prefira a segurança e estabilidade da Renda Fixa.

Portanto, de forma geral, quanto mais experiente e com mais responsabilidades, a tendência é que o investidor adote um perfil mais direcionado para o lado conservador.

  • Capital disponível para aplicação

Quanto maiores forem suas reservas disponíveis para investimentos, maior será a possibilidade de você diversificar e iniciar suas aplicações também na Renda Variável, se assim você julgar conveniente.

Por exemplo, Mauro Silva possui R$ 100.000 para investir e Raí possui R$ 8.000. Considerando apenas estas quantias, é prudente pensarmos que Mauro Silva pode destinar uma parte de seus recursos para a Renda Variável de forma mais otimizada, pois Raí possui uma margem pequena para diversificar.

Sendo assim, geralmente pequenos investidores tendem a preferir a Renda Fixa.


Novamente ressaltamos que não existem regras definidas no mundo dos investimentos e nossa intenção e apenas apresentar alguns conceitos para te ajudar a refletir e definir seu perfil de investidor.

Lembre-se sempre: é muito importante conhecer a si mesmo antes de iniciar qualquer investimento e evitar frustrações futuras com as suas escolhas!


Este é o segundo artigo da nossa série intitulada “Ações para leigos”. Para conhecer os demais artigos, acesse:

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O que é Ação e Bolsa de Valores?

Apesar do investimento em Renda Variável ter apresentado um aumento de popularidade na última década, muitos investidores iniciantes ainda se perguntam “O que é ação?” e “O que é Bolsa de Valores?”.

Se você ainda possui questionamentos como esses e gostaria de obter noções básicas sobre Renda Variável, te convidamos a acompanhar este artigo e deixar sua impressão nos comentários ao final do texto.

Pretendemos te apresentar o que são ações, como elas “nascem”, para que servem e onde são comercializadas.




O que é ação?


Ações são pedacinhos de uma empresa, comercializados na Bolsa de Valores. Portanto, ao comprar ações de uma companhia, você se torna sócio dela e, como qualquer sócio, adquire tanto o ônus quanto o bônus.

Ou seja, possuir ações de uma empresa é o mesmo que possuir uma parte dela. Em tese, você é dono de uma fração de cada prédio, automóvel, peça de mobília e qualquer outro bem da empresa. E quanto mais ações possuir, maior será a sua parcela.

Somente as empresas de capital aberto estão autorizadas a negociar ações, portanto geralmente são companhias de grande porte que “lançam” suas ações no mercado com a finalidade de conseguirem receitas para reverter em investimentos, projetos, pagamento de dívidas, etc.

Portanto, o “nascimento” de uma ação se dá com a necessidade daquela empresa em conseguir dinheiro no mercado para financiar suas atividades.

Neste processo, a empresa ganha ao receber o seu dinheiro e você também pode ganhar através da participação nos lucros, dividendos ou com a valorização do preço da ação.

As ações são comumente chamadas de “papéis” por um contexto histórico, mas hoje são negociadas exclusivamente por meio eletrônico.

Conforme dito anteriormente, estas negociações são feitas diretamente pela BM&FBovespa, única bolsa de valores no país e maior da América Latina em volume de negociações.

É importante ressaltar que o fato de você se tornar acionista da empresa ao comprar determinada ação não significa que você possa participar diretamente de decisões operacionais desta companhia, uma vez que a direção é exercida geralmente por executivos.

Na prática, espera-se que os executivos escolhidos pelos grandes grupos acionistas da empresa tomem as melhores decisões para a companhia e, consequentemente, isto trará benefícios também para os acionistas minoritários como você.

Entretanto, algumas ações negociadas no mercado dão direito a voto nas assembleias e teoricamente essa seria a forma de participação nas decisões da empresa.

Outro ponto importante é que, apesar de ser um dos “donos” da empresa, a figura jurídica da companhia não se mistura com a sua pessoa física. Em outras palavras, você não herda dívidas e/ou outros passivos da empresa.




O que é Bolsa de Valores?


A palavra “Bolsa de Valores” é utilizada para definir o ambiente onde são realizados negócios envolvendo ações, títulos de Renda Fixa (públicos ou privados), câmbio (moedas), commodities e diversos tipos de derivativos financeiros (por exemplo: opções de compra e venda de ações e contratos futuros).

Desta forma, uma “Bolsa de Valores” atua como um mercado capaz de promover o encontro e a negociação entre investidores e produtos financeiros.

o que é ação

Dentro deste contexto, é atribuição da “Bolsa de Valores” fixar as regras de negociação capazes de proporcionar um ambiente seguro para a realização destas transações.

Portanto, se você decidir, por exemplo, vender uma ação, a Bolsa de Valores será o local de encontro entre você e algum outro investidor que tenha interesse em comprar a mesma ação.

Apesar das bolsas de valores poderem ser formadas na forma de sociedade civil sem fins lucrativos, o mais comum é a atuação destas como Sociedades Anônimas (S.A.), visando o lucro através dos diversos serviços disponibilizados.

O nome da “Bolsa de Valores” de nosso país, sediada em São Paulo, é BM&FBovespa S.A. (Bolsa de Valores, Mercadores e Futuros).

BMF&Bovespa logo

Conforme dito no item anterior, atualmente ela é a única bolsa de valores operando no Brasil e a maior da América Latina em volume de negociações.

A BM&FBovespa surgiu em 2008 após a integração da BM&F com a Bovespa Holding S.A.

Em março de 2017 foi aprovada a fusão da BM&FBovespa com a Cetip. A empresa resultante desta junção se chamará B3 em referência a “Brasil, Bolsa, Balcão”. Com esta fusão, o valor de mercado da B3 passa a ser algo em torno de 13 bilhões de reais (base: mar/17) e ela se torna a quinta maior bolsa de valores do mundo. Entretanto, até a publicação deste artigo em maio de 2017 o nome BM&FBovespa ainda era o amplamente utilizado.

Os investidores mais jovens podem não saber, mas existia uma Bolsa de Valores no Rio de Janeiro (BVRJ) que foi uma das primeiras a ser criada no Brasil, em 1820. Entretanto, a BVRJ foi comprada e incorporada à Bovespa no início dos anos 2000.


Este é o primeiro artigo da nossa série intitulada “Ações para leigos”. Para conhecer os demais artigos, acesse:

Para dúvidas, elogios ou reclamações, basta deixar um comentário aqui embaixo. Teremos o maior prazer em te responder, combinado?

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7 verdades para desmistificar a Bolsa de Valores

Apesar do foco deste blog ser os investimentos em Renda Fixa, acreditamos que a Bolsa de Valores é um assunto que desperta muita curiosidade e atração. Desta forma, trazemos mais um artigo de nossos parceiros da “Toro Radar” para desmistificar alguns conceitos sobre o investimento em ações. Boa leitura!





Quando não conhecemos algo, normalmente ficamos com um pé atrás. É natural ficar apreensivo, já que ser prudente ajuda a evitar dores de cabeça. Porém, receio em excesso pode nos impedir de aproveitar uma excelente oportunidade.

No caso do mercado de ações, essa premissa é bastante recorrente. O medo de colocar o capital em risco e a dificuldade em desapegar da poupança, faz com que muitas pessoas evitem aplicar nessa modalidade de investimentos. Contudo, muito senso comum em torno da Bolsa de Valores não é verdade.

Quer conhecer melhor esse universo? Confira agora 7 fatos que vão te mostrar que o mercado de ações é menos complicado do que se imagina.

1) O mercado de ações não é exclusividade dos milionários.

Ao contrário do que muitos pensam, para investir na bolsa não é preciso um montante milionário. Com pouco dinheiro, dá para aproveitar excelentes oportunidades que esse mercado oferece.

É claro que quanto maior seu capital maiores as chances de lucro. Mas isso não quer dizer que você não possa começar investindo pouco e ir aumentando o valor aplicado à medida em que se sentir mais seguro e confiante.

2) Hoje em dia é muito mais fácil investir.

Sabe aquela clássica cena da Bolsa de Valores como um grande salão cheio de gente gritando ao telefone? Isso não existe mais! Atualmente, as ordens de compra e venda de ações são feitas virtualmente.

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As inovações tecnológicas facilitaram o acesso à bolsa, já que agora os investidores têm mais autonomia e agilidade para operar. As ordens são feitas através de plataformas chamadas de Home Broker vinculadas a uma corretora de ações. Assim, o investidor pode comprar ações online, manter o controle sobre seu capital e realizar lucros do conforto de casa.

3) Seus rendimentos não dependem de sorte.

Outra ideia equivocada sobre o mercado de ações é em relação ao modo de se ter lucros. Muita gente ainda acredita que esse universo é subjetivo e que tudo depende apenas da sorte.

Não é bem assim. As boas decisões de compra e venda de ativos são baseadas em estratégia e estatística. Existem mecanismos de análise que permitem identificar tendências do mercado e dão ao investidores chances de fecharem bons negócios.

É claro que não é uma ciência exata, já que essas avaliações estão relacionadas a cenários de probabilidade. Mas com ajuda de indicadores analíticos é possível tomar decisões mais acertadas e minimizar os prejuízos.

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4) Só é permitido comprar e vender ações.

Negociar ações é a modalidade mais conhecida da Bolsa de Valores. Mas ela não se limita a isso. Você também pode aplicar em contratos futuros, por exemplo. No Mercado Futuro é possível investir em produtos como petróleo, café e minério de ferro.

Ainda dá para ganhar com a oscilação de moedas, como o dólar e o euro, e de índices como o Ibovespa, que agrega cerca de 60 grandes empresas brasileiras. 

5) Essa modalidade engloba vários perfis de investidores.

Uma das principais dicas para quem quer começar a investir dinheiro na bolsa é determinar seu perfil de investidor. Fica mais fácil definir uma estratégia de investimento após estabelecer seus objetivos, o prazo desejado, o montante a ser aplicado e o tempo disponível.

Traçar esse perfil é importante para você conhecer qual modalidade de investimento se adequa melhor a você.

Por exemplo, investidores mais arrojados costumam apreciar os operações de “Day-Trade“, que iniciam e terminam num mesmo dia e demandam muita agilidade. Já os mais conservadores preferem investir no longo prazo que oferecem riscos menores e rentabilidade inferior aos investimentos de curto prazo.

O mais legal é que você não precisa se ater aos mesmos tipos de investimentos. Mesmo preferindo uma modalidade de operação, é legal investir em outras opções de aplicações para diversificar sua carteira e minimizar perdas.

6) É possível aplicar dinheiro na Bolsa de Valores sem tirá-lo da renda fixa.

Essa é uma informação que poucos sabem. Mas quem tem dinheiro aplicado em investimentos como CDB e Tesouro Direto, pode usar esse capital para operar no mercado de ações.

O dinheiro investido na renda fixa funciona como uma margem de garantia. E o melhor: ele pode render duas vezes! Isso porque ele continuará se valorizando de acordo com os termos de seu título de renda fixa ao mesmo tempo em que você pode potencializar seus ganhos na bolsa de valores.

7) Você pode se tornar sócio de empresas internacionais.

A possibilidade de investir em empresas renomadas como Petrobras, Vale e Ambev é sabido mesmo por quem não tem familiaridade com o mercado financeiro. Mas nem todo mundo sabe que também é possível comprar ativos de empresas fora do Brasil.

Já imaginou ser sócio de gigantes como Apple, Netflix, Amazon e Coca-Cola? Através do S&P 500, índice que representa a oscilação das 500 maiores empresas dos Estados Unidos, você pode!

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Agora ficou mais fácil compreender que a Bolsa de Valores não é nenhum bicho de sete cabeças, não é?

O Mercado de Ações não é um ambiente para quem está despreparado ou é indisciplinado. Mas quem estudar a fundo esse universo e for persistente ao manter uma visão estratégica concisa tem grandes de chances de ser bem sucedido.


Autoria deste artigo

Ana Cláudia Inez, graduada em Relações Públicas e mestre em Processos Comunicacionais. Integrante da equipe de comunicação da Toro Radar, é responsável pelo relacionamento da empresa com parceiros em todo o país.

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Primeiros passos para investir na Bolsa de Valores: 5 dicas matadoras

O mercado financeiro oferece inúmeras possibilidades para quem deseja buscar novos caminhos além da Renda Fixa. A Bolsa de Valores é um ambiente onde se pode sonhar mais alto e encontrar as melhores oportunidades do mercado financeiro, mas assim como qualquer investimento, também possui a relação de “Risco x Retorno”, quanto maior a rentabilidade desejada, maior o risco.

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Justamente por isso é preciso estudar antes de começar a investir para aprender a aplicar na Bolsa de Valores da melhor maneira possível para minimizar os riscos e aumentar suas oportunidades.

Pensando nisso preparamos uma postagem especial com cinco dicas valiosas para quem está começando agora e uma dica bônus ao final! Continue lendo e lembre-se de deixar um comentário em caso de dúvidas!




1) Conheça as principais modalidades de investimento


A Bolsa de Valores possui diferentes modelos de investimento, capazes de atender diferentes perfis e que possibilitam ao investidor construir uma carteira que se adapte à sua realidade.

Nesse artigo falaremos de três delas: Day-Trade, Curto Prazo e Longo Prazo.

Cada uma possui suas características específicas e peculiaridades:

  • Day Trade: É a modalidade mais emocionante da Bolsa de Valores. São operações extremamente ágeis, que começam e terminam no mesmo dia. Permitem alavancagem, ou seja, você só precisa ter uma parte do dinheiro que irá movimentar.
  • Curto Prazo: operações que vão de 1 a 5 dias. Extremamente rentáveis pela agilidade e poder de reação às mudanças de cenário.
  • Longo Prazo: muito bom para quem tem pouco tempo para investir e muita paciência. O objetivo é ganhar com empresas que possuem excelente perspectiva no longo prazo (mais de 90 dias).

Investir em uma modalidade não anula a possibilidade de aplicar em outra, pelo contrário. No 4º tópico desse artigo falaremos sobre a importância de montar uma estratégia diversificada.

Agora que você já viu as modalidades, falaremos um pouco mais sobre os tipos de análise mais utilizadas na hora de detectar boas oportunidades.

2) Entenda as duas principais análises de ações


A Análise Gráfica (também conhecida como Análise Técnica) considera variações no preço de uma determinada ação ao longo de um período para definir tendências. Muito utilizada por investidores que operam em Day-Trade e Curto Prazo.

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Já a Análise Fundamentalista é excelente para encontrar boas empresas com ótimas perspectivas de valorização no longo prazo. Ela não foca na movimentação das ações, mas sim a saúde financeira da empresa em questão, quais suas projeções futuras de lucro e outros aspectos importantes para essa avaliação.

Em resumo, essa análise entende que o valor de uma empresa é diferente do seu preço no mercado de ações.

3) Saiba o papel das Corretoras de Valores





As corretoras de valores mobiliários funcionam como portas de entrada para os investidores que desejam investir na Bolsa de Valores. É na conta que você abriu em uma corretora que todos os lucros das suas movimentações serão creditados, bem como os possíveis prejuízos debitados.

Existem mais de 50 empresas que oferecem esse serviço no Brasil e escolher a melhor para o seu perfil certamente fará a diferença nos seus resultados. Por isso, pesquise bastante, confira as melhores taxas, o melhor atendimento e a infraestrutura oferecida por cada uma das empresas.

Mas, mais importante do que esses pontos é a segurança que ela oferece para você. Por isso, certifique-se que ela é registrada na CVM (Comissão de Valores Mobiliários), cheque sites de reclamação, pergunte a amigos e parentes que já investem e busque informações acerca de certificações como o Cetip Certifica. Tudo isso para garantir que você não terá surpresas desagradáveis no futuro.

4) Defina sua estratégia


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Definir uma estratégia é fundamental para o sucesso dos seus investimentos por diversos motivos. Principalmente porque fica muito mais fácil manter a disciplina e o foco nos seus objetivos e também porque essa ação facilita muito o manejo de risco. Para definir o seu perfil é preciso avaliar, dentre outros, os seguintes pontos:

  • Tempo disponível: quanto tempo você pode se dedicar ao mercado por dia?
  • Orçamento: qual é o capital disponível para aplicar?
  • Liquidez: quando você precisará desses recursos?
  • Objetivo do investimento: comprar um carro novo, viajar, aumentar capital, ter segurança financeira?
  • Tolerância ao risco: como você se sente em relação aos riscos e retornos dos investimentos?

Esses cinco pontos já ajudam a ter uma noção do seu perfil. Com base nas respostas é possível eliminar uma série de modalidades de investimento e focar naquelas que realmente têm a ver com a sua personalidade e objetivos. Mas, vale lembrar da importância da diversificação, o que nos leva ao próximo tópico.

5) Lembre-se sempre dessa palavra: diversificação


Diversificar é distribuir os seus recursos de maneira a diminuir os riscos. Mesmo que você possua um perfil extremamente agressivo e queira focar em Day-Trade, por exemplo, é sempre aconselhável que você aplique um percentual do seu capital em investimentos mais conservadores.

É através dessa diversificação que você investirá utilizando uma técnica que os investidores mais experientes chamam de “manejo de risco”. Ele diminui as chances de prejuízo, uma vez que sua carteira não depende de uma determinada empresa, segmento ou modalidade de investimento.

Dica bônus: A Renda Fixa como Margem de Garantia


Pouca gente sabe, mas é possível utilizar os investimentos na Renda Fixa como garantia para operar na Bolsa de Valores. Isso significa que você pode usar seus recursos aplicados em CDB, por exemplo, para comprar e vender ações, aplicar em índices ou então no Mercado Futuro.

O que possibilita isso é a Margem de Garantia, ferramenta criada pelas corretoras de valores mobiliários para que os investidores consigam movimentar mais capital do que possuem. Suponhamos que você tenha R$10 mil investido em Tesouro Direto. Eles permitem que você movimente até R$60 mil em ações na Bolsa de Valores.


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Autoria

Rafael Bretas, 28 anos, graduado em Jornalismo, MBA em Marketing Digital e autor de artigos em diversas editorias. Integrante da equipe de marketing do Toro Radar e responsável pela comunicação e relacionamento da empresa com parceiros em todo o país.

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