Brasil terá segunda maior dívida entre emergentes após pandemia, prevê FMI

Agência Brasil

A economia brasileira terá a segunda maior dívida bruta entre os países emergentes após a pandemia do novo coronavírus devido aos gastos do governo para diminuir os impactos do isolamento social. É o que diz a projeção do Fundo Monetário Internacional (FMI).

A dívida bruta brasileira, hoje em 89, 51% do Produto Interno Bruto (PIB), deve chegar a 98,24% no fim do ano e se manter no mesmo patamar em 2021.

Entre 36 países emergentes analisados, o porcentual brasileiro é inferior apenas ao de Angola, de 132,24% do PIB no fim de 2019.

O FMI não incluiu na análise a Líbia, a Argentina e a Venezuela. De acordo com a entidade, os três países não entregarem informações ou não apresentam dados confiáveis.

As projeções do FMI mostram ainda que o déficit primário brasileiro deve chegar a 5,17% do PIB em 2020. O porcentual reflete o descompasso entre receitas e despesas do governo. O valor não contabiliza as despesas com juros da dívida pública.

As agências de classificação de risco chegaram a tal conclusão tendo como uma das principais referências o aumento da dívida bruta, e a capacidade de solvência de um país. Quanto maior a dívida, maior o risco de calote.

Situação da economia brasileira já era preocupante antes do isolamento social

De acordo com as estimativas, o Brasil terá, após a pandemia, uma dívida bruta bem superior à média de seus pares emergentes (62% do PIB no fim de 2020 e 64,5% em 2021).

O Brasil, no entanto, já estava com a situação econômica fragilidade antes da pandemia.

Os economistas alertam que o país vai sair da pandemia mais empobrecido, mais desigual, com menor potencial de crescimento e mais endividado. Quanto maior a queda do PIB, quanto maior o déficit primário, maior será a alta da dívida bruta.

É um fato que todos os governos ao redor do mundo elevaram seus gastos para minimizar os efeitos da pandemia da covid-19 sobre a economia. Porém, mesmo com esses esforços, as estimativas indicam que a atividade econômica mundial vai despencar.

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