Brasileiros optam por reserva de emergência

A primeira queda brusca do Ibovespa por conta da pandemia do coronavírus ocorreu em 26 de fevereiro, logo na volta do feriado de carnaval. Na época o Ibovespa chegou a cair 7% aos 105.718 pontos.

Nos meses de março, abril e maio, a opção que restou aos brasileiros foi conservar o dinheiro na poupança, no certificado de depósito bancário e também no Tesouro Selic. Mas, em maio as ações voltaram a chamar a atenção dos investidores e o Ibovespa ultrapassou os 100 mil pontos.

Ao que tudo indica, o interesse voltou por conta dos programas de estímulos fiscais e monetários e o início do processo de reabertura das atividades das principais economias mundiais.

Um levantamento feito com 860 entrevistados pelo Centro de Estudos em Finanças da Fundação Getúlio Vargas (FGVcef) em parceria com a Toluna Brasil mostrou que 42% dos entrevistados resgataram seus investimentos.

Entretanto, 60% disseram que retiraram o dinheiro da caderneta de poupança, 15% sacaram de fundos de renda fixa e DI, 12% de papéis de renda fixa bancária (CDBs, LCIs e LCAs) e 8% venderam suas ações.

Ainda de acordo com a pesquisa, 64% perderam renda durante a crise causada pela pandemia do coronavírus e 10,3% disseram não ter nenhuma reserva financeira para resgatar.

Investimentos

Segundo dados apurados pelo Banco Central (BC), Secretaria do Tesouro Nacional (STN), da B3 e da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), no primeiro semestre de 2020, as pessoas tiveram mais interesse em investir na poupança, Tesouro Direto, ações, fundos de ações, multimercados, CDBs e LCAs.

De acordo com o BC, a poupança acumulou uma captação líquida de R$ 84,4 bilhões nos seis primeiros meses do ano. Já o Tesouro Direto obteve até o fim de maio um total de 1,39 milhões de novos cadastros. E a B3 apresentou um crescimento de 968 mil novos CPFs no primeiro semestre de 2020, alcançando 2,65 milhões de investidores pessoas físicas.

Enquanto isso, os fundos de investimentos tiveram um aumento de 2 milhões de novas contas, sendo que dessas, 435 mil contas foram em fundos de ações.

Em volume financeiro, os fundos de ações somaram uma entrada de recursos líquida de R$ 49,5 bilhões e os multimercados, aportes de R$ 30,9 bilhões nos primeiros seis meses de 2020.

Fundos de investimentos

Analistas de mercado de plataformas especializadas em investidores qualificados e profissionais, declararam ter observado um aumento de investidores em ações, fundos imobiliários e Tesouro Direto no período de pandemia por conta do coronavírus.

Eles destacaram que com a queda da Selic obtiveram um aumento considerável no número de investidores em 2020.

Segundo os analistas, houve uma alta nas operações em fundos imobiliários no primeiro trimestre e em ações no segundo trimestre. Porém, até o momento a grande surpresa do ano são os fundos de investimentos.

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