Consumidores deverão priorizar consumo de itens básicos pós-quarentena

Uma pesquisa realizada pela consultoria Inovasia mostrou mudanças significativas nos hábitos dos consumidores e empresas na China.

Após o final da quarentena, 60% das pessoas saíram para comer, 55% foram ao salão de beleza e 52% compraram aparelhos para se exercitar. Diante deste cenário, é possível observar que o consumidor deverá dar mais atenção a si próprio.

E ao que tudo indica, no Brasil o cenário não será diferente para os consumidores de classe média e alta.

De acordo com a Nielsen, os consumidores serão classificados de consumidores “protegidos”, que não perderam o emprego nem a renda com a pandemia e os “restringidos”, grupo daqueles que foram impactados pela crise.

Consumidores cautelosos

Com isso, o consumidor “protegido” deverá ficar mais cauteloso com relação aos gastos com aquisição de serviços e bens mais caros, como troca de carro e imóvel, mas no consumo do dia a dia ele se dá direito a alguns presentes.

Na China, foi possível observar uma aversão a grandes gastos e dívidas de longo prazo, 60% daqueles que financiavam um imóvel desistiram da compra. Enquanto isso, a busca por produtos financeiros cresceu 41%, demonstrando assim uma maior preocupação da população em expandir as fontes de renda.

Diante deste cenário, o consumidor “restringido” tende a concentrar seu consumo em itens básicos, como alimentos, escolhidos por um critério de preço.

Tecnologias

A pesquisa da Inovasia mostrou que a migração para plataformas virtuais não é revertido com o fim do isolamento.

Cerca de 90% dos compradores e de 95% dos vendedores que resistiam aos meios digitais e passaram a usar a tecnologia durante a pandemia, declararam que vão continuar com o hábito.

Já entre as empresas, durante a pesquisa foi possível observar a continuidade de reuniões à distância e aulas online.

Comércio

De acordo com a Nielsen, a queda do contato direto do consumidor com a marca no ponto de venda deve levar a novas formas de conexão entre as fabricantes e o público alvo, aumentando assim a tendência de ecommerces próprios.

Além disso, deve continuar em evidência às compras em pequenos negócios do bairro. O percentual de chineses que prefere consumir itens produzidos e vendidos por pequenos comerciantes próximos a sua residência, passou de 19% para 38,6% após a quarentena.

Lives

Entretanto, no campo do entretenimento, as lives continuaram em alta na China para anunciar produtos, mesmo com o fim da quarentena.

Dados do instituto chinês iiMedia Resarch mostram que cerca de 526 milhões de chineses assistiram lives de e-commerces durante a quarentena, o que equivale a 69% dos cidadãos com acesso à internet.

Diante deste cenário, o número de transmissões dentro do Alibaba, por exemplo, saltou 719% entre janeiro e fevereiro.

No Brasil essa tendência já pode ser observada, alguns sertanejos foram convidados para fazer um show na plataforma Magalu.

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