Contas públicas deverão ter déficit de R$ 828,6 bilhões em 2020

Na quinta-feira, 02, o Ministério da Economia anunciou que elevou a previsão de déficit nas contas públicas para R$ 828,6 bilhões em 2020.

Uma outra estimativa feita anteriormente e apresentada em maio, apontava déficit de R$ 708,7 bilhões para 2020.

De acordo com o Ministério, os números foram influenciados pelas medidas de combate à crise da pandemia do coronavírus.

O Governo deixou claro que a nova projeção já considera a prorrogação por mais dois meses do auxílio emergencial.

Ao que tudo indica, o déficit deverá ser composto por R$ 795,6 bilhões do Governo Central, R$ 2,4 bilhões das Estatais federais e R$ 30,6 bilhões dos Estados e municípios.

Além disso, a nova projeção considera uma estimativa de queda de 6,5% no Produto Interno Bruto (PIB) e o déficit previsto deve representar 12% do PIB deste ano.

Covid-19

As medidas adotadas, e em implementação, pelo governo federal para combater os efeitos econômicos e sociais da crise gerada pela covid-19 registraram R$ 521,3 bilhões de impacto primário neste ano.

O número representa um total de R$ 508,5 bilhões de novas despesas e R$ 12,8 bilhões de redução de receitas.

Além disso, vale destacar a redução a zero do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) sobre operações de crédito. Com a medida o governo deixou de receber R$ 7,1 bilhões.

Além disso, o gasto com o auxílio emergencial custará R$ 254,2 bilhões.

Também devemos destacar dentre as despesas:

  • R$ 60,2 bilhões de despesas com transferências para estados e municípios
  • R$ 51,6 bilhões de despesas com o Programa de Manutenção do Emprego e da Renda
  • R$ 34 bilhões de despesa com o programa de financiamento da folha de pagamento
  • R$ 20 bilhões de despesa com o Fundo Garantidor de Investimentos
  • R$ 15,9 bilhões de despesa com o Pronampe

O governo ainda estimou R$ 7 bilhões de gasto com medidas a serem tomadas.

Dívida

A expectativa do Ministério é que a dívida bruta do governo geral (DBGG) alcance 98,2% do PIB ao final de 2020, um aumento de 22,4% do PIB em relação ao último ano.

Nos anos seguintes, a DBGG ficaria praticamente estável, alcançando 98,6% do PIB em 2024 e, em seguida, entraria em trajetória decrescente, encerrando 2029 em 92,2% do PIB.

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Para relatar erros, clique aqui. Conteúdo publicado originalmente por bonsinvestimentos.com.br

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