Contração de 6,48% do PIB em 2020, aponta Focus

Diante do agravamento da situação econômica brasileira em tempos de pandemia de coronavírus, já se tem uma projeção feita pelo mercado financeiro de que haverá uma contração de 6,48% da atividade em 2020. É o que aponta o relatório Focus, divulgado na manhã de 08 de junho pelo Banco Central.

Tal projeção, que por 17 semanas seguidas vem sofrendo redução, é pior do que a divulgação da última semana, quando a previsão dos economistas para a retração era de 6,25% do Produto Interno Bruto (PIB).

A estimativa do mercado anterior à chegada do coronavírus no Brasil era de 2,30% de aumento do PIB, cálculo que desde 17 de fevereiro foi reduzido.

Os primeiros impactos da pandemia foram registrados no primeiro trimestre de 2020, quando o país registrou queda de 1,5% do PIB. Para 2021, mantém-se a perspectiva de 3,50% de expansão econômica.

As medidas de isolamento social somadas à crise econômica que se inicia no Brasil levaram a uma nova redução (pela 13ª vez seguida) na projeção para a inflação de 2020.

Diante desse cenário, estima-se uma subida de 1,53% para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2020, ante a previsão de 1,55% da semana passada. Para o próximo ano, a estimativa é de 3,10%, inalterada desde o último levantamento.

Sobre a taxa básica de juros, o Focus prevê que a Selic feche dezembro a 2,25% a.a. (também inalterada em relação à semana passada), com corte de 0,75% na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) marcado para 16 e 17 de junho.

O relatório do BC indica, ainda, que a Selic deve terminar com subida para 3,50% a.a em dezembro de 2021, em relação à anterior estimativa de 3,38%. Para 2022, contudo, houve queda de 5,13 para 5,00% ao ano.

Já no que se refere às previsões do Focus para o câmbio, não há alteração em relação ao boletim passado, mantendo-se R$5,40 para este ano e de R$5,08 para 2021. 

Top 5

Os membros da categoria “Top 5” do relatório do BC, os economistas que mais acertam em suas previsões, revisaram as estimativas para inflação, juros e câmbio.

De acordo com o Focus, o grupo “Top 5 médio prazo” prevê 1,67% de alta na inflação em 2020, estimativa que era de 1,31% na semana anterior. Para 2021, houve alta: de 3,00% para 3,25%.

Para a taxa básica de juros, a expectativa é de queda, sendo de 2,25% para 2,13% a.a. (2020), de 2,88% para 2,75% a.a. (dezembro de 2021) e de 6,00% para 5,75% (final de 2022).

Segundo os especialistas questionados pela autoridade monetária, o dólar, por sua vez, previsto antes para encerrar em R$5,40, deve fechar 2020 em R$5,20, mantendo-se neste patamar até o fim de 2021.

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