Dívida Pública Federal cresce 2,17% em maio, mostra Tesouro Nacional

Na quarta-feira, 24, o Tesouro Nacional anunciou que a Dívida Pública Federal (DPF) subiu 2,17%, passando de R$ 4,160 trilhões, em abril, para R$ 4,250 trilhões, em maio. Já o estoque registrou R$ 4,251 trilhões.

De acordo com o Tesouro, o arrefecimento das turbulências provocadas pela pandemia do coronavírus e o baixo volume de vencimentos fizeram o endividamento do governo subir pela primeira vez em dois meses.

Enquanto isso, a Dívida Pública Mobiliária Federal interna (DPMFi), que é a parte da dívida pública em títulos no mercado interno, subiu cerca de 2,26% em maio, registrando R$ 4,033 trilhões.

Segundo o Tesouro, a alta é resultado da emissão líquida de R$ 73,58 bilhões na DPMFi. Houve também uma apropriação positiva de juros no valor de R$ 15,28 bilhões.

A emissão líquida de títulos da Dívida Pública Mobiliária Interna deu-se pela diferença entre o total de novos títulos emitidos pelo Tesouro Nacional – R$ 86,65 bilhões – em relação ao volume de títulos resgatados (embolsado pelos investidores), que registrou R$ 13,08 bilhões.

Dívida Pública Federal Externa

O estoque da Dívida Pública Federal Externa (DPFe) em circulação no mercado internacional cresceu 0,41%, registrando R$ 218 bilhões em maio.

Em 2020, a Dívida Pública Federal (DPF) deverá ficar entre R$ 4,5 trilhões e R$ 4,75 trilhões, segundo o Plano Anual de Financiamento (PAF) da dívida pública apresentado em janeiro.

Detentores

O Tesouro revelou que as instituições financeiras foram as principais detentoras da Dívida Pública Federal interna, com 26,77% de participação no estoque.

Os fundos de investimento, com 25,85%, e os fundos de pensão, com 24,88%, aparecem logo em seguida.

Segundo o Tesouro, com a retirada de recursos de investidores internacionais do Brasil a participação dos não residentes (estrangeiros) caiu, atingindo 9,11% em maio, que é o menor percentual de estrangeiros na dívida interna desde 2009.

Os demais grupos somam 13,4% de participação, segundo os dados apurados no mês.

Composição da Dívida Pública Federal

A fatia dos papéis corrigidos por taxas flutuantes avançou para 38,85% do total da dívida. Seguido pelos papéis prefixados, cuja participação aumentou para 29,41%.

Além disso, a participação dos papéis corrigidos pela inflação caiu para 26,3%. Já os títulos do grupo cambial tiveram sua participação reduzida para 5,44% do montante total da DPF.

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