Empréstimos consignados crescem 7% desde o início da pandemia

A paralisação de diversos setores da sociedade por conta da pandemia do novo coronavírus deixou cerca de 9 milhões de trabalhadores sujeitos a assinar acordos baseados no programa de redução de salário ou até mesmo na suspensão de contrato de salário. E diante deste cenário, aumentou o número de empréstimos consignados.

Segundo o Grupo H, as solicitações de empréstimos consignados, desde o início da pandemia (fevereiro, março e abril), cresceram 7% na comparação com o mesmo período do ano anterior.

Aumento dos empréstimos consignados

De acordo com a pesquisa do Grupo H, o crescimento se dá em função da redução de jornada de trabalho e de salários e até mesmo da suspensão dos contratos. O Grupo afirma que muitos desses trabalhadores fazem uso de 100% do seu salário para pagar contas.

Dessa forma, a redução teria deixado essas pessoas impossibilitadas de realizar todos os seus pagamentos em dia.

Os números da pesquisa mostram que foram mais de 18 mil novos pedidos no período de três meses.

Porém, o crédito deve ser uma alternativa para resolver problemas financeiros, e não criar problemas para o futuro. Como no caso de uma demissão, onde é possível que o trabalhador não tenha condições de realizar o pagamento dos empréstimos consignados.

No caso de demissão

Ainda segundo o levantamento feito pelo Grupo H, 25% dos trabalhadores com contrato de consignado ativo foram demitidos desde o início da pandemia.

Diante deste cenário, as demissões já alcançaram cerca de 13% das famílias brasileiras, sendo o setor de serviços o mais impactado.

E vale lembrar que quando trabalhadores são demitidos e possuem empréstimos consignados, o pagamento da dívida é descontado de suas rescisões.

É possível descontar cerca de 30% do valor das verbas rescisórias líquidas, porém, a medida só pode ser adotada caso exista menção a isso no contrato firmado entre empregador e a instituição que oferece os empréstimos consignados.

Boleto

Nos contratos firmados a partir de 2016, a lei também afirma que até 10% do saldo do FGTS e até 100% da multa rescisória podem ser utilizados para abater a dívida. Isso, porém, somente em caso de demissões sem justa causa.

Se ainda restarem saldos devedores, os empréstimos consignados são realocados, com a cobrança passando a ser feita por meio de boleto e não mais na conta daquele que recebeu o valor.

É preciso ter atenção ao contrato antes de contratar empréstimos consignados, verificando qual é a política da empresa que irá conceder o valor em caso de demissão. Assim, evita-se que o crédito consignado se transforme em um problema financeiro ainda maior.

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