Governo pagará mais duas parcelas do Auxílio Emergencial

O Governo Federal decidiu que pagará mais duas parcelas do Auxílio Emergencial. De acordo com o ministro da Economia, Paulo Guedes, auxílio emergencial será prorrogado por mais dois meses. “Depois a economia entra em fase de decolar novamente, atravessando as duas ondas da pandemia e do desemprego”, afirmou Guedes, durante a 34ª Reunião do Conselho de Governo. Inicialmente, a previsão era o pagamento de três parcelas de R$ 600 (R$ 1,2 mil para mães solteiras).

A terceira parcela do benefício seguirá com o valor de R$ 600, conforme definido anteriormente. De acordo com técnicos do Ministério da Cidadania, o calendário será semelhante ao da segunda parcela.

Até o momento, 59,2 milhões de pessoas foram aprovadas para o recebimento do auxílio e 107 milhões de brasileiros tentaram o apoio e 101 milhões foram processados. Dados mostram que até o momento foram repassados cerca de R$ 76,6 bilhões.

Além disso, 10,5 milhões de pessoas estão com os requerimentos em análise. E com isso, o número total de beneficiários ainda pode subir. As inscrições estão abertas até o dia 3 de julho.

Lei terá que ser modificada

Mas, para dar continuidade do programa, o governo terá que modificar a lei que instituiu o Auxílio Emergencial, porque o texto prevê o valor e número de parcelas do benefício. O modelo atual do auxílio é resultado de uma série de negociações entre o Executivo e o Legislativo.

No início, a equipe econômica do Governo Federal sugeriu pagar três parcelas de R$ 200, com base no valor médio pago a beneficiários do Bolsa Família. Mas, os parlamentares elevaram a proposta para R$ 500 e, no final do processo, o presidente Jair Bolsonaro acabou propondo a versão de R$ 600.

Valores das parcelas

Até semana passa, estava incerto se a prorrogação seria de duas parcelas de R$ 300 ou três parcelas de R$ 200. A escolha de pagar mais duas parcelas de R$ 300 do auxílio emergencial feita pelo presidente Jair Bolsonaro foi definida após diversas reuniões com a equipe econômica e o Ministro da Economia, Paulo Guedes.

Já o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, defendeu que o governo mantenha o pagamento das parcelas do Auxílio Emergencial em R$ 600. Para ele, a redução do valor mensal seria muito ruim.

Empregos

A equipe de Guedes ainda está envolvida em desenvolver um programa para gerar empregos após essa crise causada pela Covid-19. Ao que tudo indica, o plano envolve uma volta ao debate sobre mudanças na Previdência.

E com isso, cada trabalhador é responsável por poupar para sua própria aposentadoria no futuro. Hoje, empregado e empregador contribuem para um fundo que beneficia os aposentados, no modelo conhecido como repartição. Essa contribuição é feita por meio de um imposto que incide sobre salários.

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