Indústria de fundos finaliza semestre com resgates líquidos de R$ 16,2 bi

A Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (ANBIMA) divulgou que a indústria brasileira de fundos de investimento encerrou o primeiro semestre de 2020 com resgates líquidos de R$ 16,2 bilhões (diferença entre aplicações e resgates).

Segundo a ANBIMA a queda foi puxada, principalmente, pelos fundos de renda fixa com saídas líquidas de R$ 95,2 bilhões no período.

Mas, os resgates foram em parte compensados pela entrada de R$ 49,5 bilhões em fundos de ações e R$ 30,9 bilhões em multimercados.

Contudo, o resultado consolidado da indústria ficou abaixo do apurado no mesmo período do ano passado, onde a captação líquida foi de R$ 144,1 bilhões no primeiro semestre.

De acordo com os dados da Instituição, a captação dos fundos de renda variável registrou alta 89,2% em relação ao primeiro semestre de 2019, já nos multimercados, o ganho foi de 22,6%.

No caso dos FIDCs, os dados se devem em grande parte por um caso pontual, de um grande fundo da indústria, gerando assim uma distorção na fotografia da classe.

Junho

Ao que tudo indica, os dados de junho deverão mostrar uma recuperação.

A indústria voltou a apresentar captação liquida em junho de R$ 50,1 bilhões, após três meses consecutivos de resgate, ou seja, no mês passado as entradas superaram as saídas.

Segundo a ANBIMA, a principal contribuição para o resultado apurado se deve as captações dos fundos de renda fixa, que chegaram a R$ 33,9 bilhões no período, enquanto que os de ações obtiveram uma captação de R$ 822,9 milhões, e os multimercados obtiveram a entrada de R$ 13,2 bilhões.

Em contrapartida, os FIDCs tiveram resgates de R$ 1,9 bilhão e os ETFs de R$ 545 milhões para o mesmo período.

Projeção do PIB

A ANBIMA projeta uma queda de 6,5% do PIB do Brasil em 2020, e uma alta de 3,9% no ano seguinte.

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