CDB da Caixa é investimento com boa rentabilidade?

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Apesar da aplicação em LCI da Caixa ser a preferida de muitos investidores iniciantes, outras opções como o CDB da Caixa vem ganhando destaque neste cenário.

Vimos no artigo específico da LCI da Caixa que este investimento é mais lucrativo do que a poupança. Entretanto, frisamos que existem LCIs de bancos de menor porte com maior rentabilidade do que esta aplicação.

Mas e o CDB da Caixa? Apresenta boa rentabilidade?

CDB CEF

Este artigo irá te auxiliar a entender as principais características deste investimento e fará a comparação com outros tipos de aplicações para facilitar a sua tomada de decisão.




O que é CDB?


O CDB (Certificado de Depósito Bancário) é um título de crédito privado emitido exclusivamente por bancos para a captação de recursos junto aos seus clientes. 

Em termos práticos, você emprestará dinheiro para a Caixa Econômica Federal (CEF) e ao final do prazo da aplicação, a Caixa irá devolver o seu dinheiro acrescido de uma taxa de juros que foi definida no momento da sua aplicação.

Tipos de CDB da Caixa Econômica


A Caixa possui três modalidades de investimento em CDB, a saber:

  • CDB Pré-fixado: como o próprio nome já diz, a remuneração do seu investimento é contratada com base em uma taxa pré-fixada, ou seja, no momento da aplicação você sabe exatamente qual será o rendimento da sua aplicação.
  • CDB Flex: a remuneração é pós-fixada e dada por um percentual do CDI.
  • CDB Caixa Progressivo: a remuneração também é pós-fixada e dada por um percentual do CDI.

À primeira vista, não notamos diferenças significativas entre o “CDB Flex” e o “CDB Caixa Progressivo”.

Entretanto, pela análise da descrição dos dois produtos no próprio site da CEF percebemos que o “CDB Caixa Progressivo” apresenta a vantagem do aumento da rentabilidade de acordo com o tempo.

Ou seja, quanto maior o tempo que você permanece com o seu dinheiro aplicado, maior é a taxa de juros que você recebe.

Valores para aplicação


Os valores mínimos variam de acordo com a modalidade de CDB escolhida pelo investidor:

  • CDB Pré-fixado: R$ 1.000.
  • CDB Flex: R$ 200.
  • CDB Caixa Progressivo: R$ 200.

Prazos


Os prazos também variam de acordo com o tipo de CDB da Caixa:

  • CDB Pré-fixado: mínimo de 2 dias e máximo de 725 dias (2 anos).
  • CDB Flex: mínimo de 2 dias e máximo de 1.800 dias (5 anos).
  • CDB Caixa Progressivo: mínimo de 2 dias e máximo de 1.800 dias (5 anos).

Após o prazo máximo, o dinheiro precisa obrigatoriamente ser resgatado, pois não existe renovação automática da aplicação. Ressaltamos que este resgate é automático, ou seja, no término da aplicação o dinheiro é creditado na sua conta.

Entretanto, nada impede que o investidor faça um novo investimento em CDB com o dinheiro resgatado.

Resgate


resgate cdb caixa

A única modalidade que não oferece resgate antecipado é o “CDB Pré-fixado“, no qual o investidor define no momento da aplicação qual o período do seu investimento e só poderá fazer o saque ao final deste prazo.

No “CDB Flex” e “CDB Caixa Progressivo” o investidor também precisará escolher o prazo da aplicação. Entretanto, poderá sacar o dinheiro antecipadamente desde que respeitado o prazo mínimo de 2 dias.

Ressalta-se que o resgate antecipado pode ser total ou parcial.

Nestas duas modalidades, o resgate parcial mínimo é de R$ 200 e o saldo mínimo da aplicação deverá ser de R$ 200.

Exemplo: O investidor que possui R$ 1.000 aplicados no “CDB Flex” poderá solicitar resgate parcial de até R$ 800. Caso deseje resgatar R$ 900, o saldo final do CDB seria de apenas R$ 100, ou seja, menor do que o mínimo estipulado de R$ 200, e, neste caso, deveria fazer o resgate total de R$ 1.000.

Tributação em CDB


Os investimentos em CDB sofrem a incidência de dois impostos, a saber:

  • Imposto sobre Operações Financeiras (IOF): é cobrado somente quando o resgate acontece com menos de 30 dias do início da aplicação.

Tributação_Imposto_IOF

  • Imposto de Renda (IR): assim como o IOF a alíquota também é regressiva com o tempo. A diferença em relação ao IOF é que este imposto sempre será cobrado e não existe um limite para que o investidor seja isento.

Tributação_Imposto_IR

Ambos os impostos incidem somente sobre o lucro do investimento.

Os valores referentes aos impostos (IOF e IR) são recolhidos na fonte pela instituição financeira no momento do resgate da aplicação.

Ou seja, o valor que você recebe já vem com a dedução destes impostos e você não precisa se preocupar em fazer cálculos e imprimir guias para efetuar o pagamento desta tributação.

Resumo do CDB da CEF


Está achando muita informação até o momento?

Que tal consultar a tabela abaixo com um resumo das principais características das modalidades de CDB da Caixa Econômica Federal (CEF) antes de iniciarmos a análise das rentabilidades destes investimentos?

CDB Caixa resumo

Rentabilidades


Conforme visto anteriormente, as duas opções de rentabilidade dos CDBs da Caixa são:

  • Taxa pré-fixada
  • Taxa pós-fixada atrelada ao CDI

Obs.: Atualmente (jun/16), o CDI está rendendo 14,13% ao ano. Para consultar o valor atualizado do CDI, acesse nossa seção sobre índices econômicos.

Fizemos uma consulta ao site da Caixa Econômica Federal (CEF) em julho de 2016 para simular aplicações nas 3 modalidades de CDB. Os cenários de prazo, valores e rentabilidade são apresentados a seguir.

CDB Pré-fixado

CDB pré-fixado Caixa rentabilidade

Percebam que praticamente não há grande diferença de rentabilidade entre aplicar o mínimo de R$ 1.000 ou valores maiores.

CDB Flex

CDB Flex Caixa rentabilidade

A rentabilidade oferecida não varia com o tempo de aplicação. Para um mesmo valor, tanto faz se você investir pelo tempo mínimo (2 dias) ou pelo tempo máximo (5 anos), conforme pode ser observado na simulação para o valor mínimo de R$ 200.

A mesma simulação de tempo foi feita para os demais valores da tabela e o resultado foi o mesmo.

O único parâmetro que influenciou na rentabilidade oferecida por este CDB foi o valor do investimento. Sendo assim, quanto maior o investimento realizado, maior foi a remuneração oferecida.

Um fato que nos chamou a atenção é que para aumentar a remuneração inicial de 94% para 96% do CDI é preciso investir o mínimo de R$ 300.000.

Ou seja, a remuneração para quem aplica R$ 200 ou R$ 299.999 é a mesma: 94% do CDI.

CDB Caixa Progressivo

Diferentemente do “CDB Flex”, esta modalidade de CDB além de apresentar variação na rentabilidade de acordo com os valores investidos também varia de acordo com o prazo da aplicação.

CDB progressivo Caixa rentabilidade 1

CDB progressivo Caixa rentabilidade 2

CDB progressivo Caixa rentabilidade 3

Sendo assim, é possível notar que o investidor é recompensando por manter o dinheiro mais tempo aplicado neste produto.

Comparando com o “CDB Flex” é possível verificar que o “CBD Caixa Progressivo” é mais vantajoso em todas as situações de prazo e valores investidos.

Desta forma, não entendemos o porquê da Caixa manter estes dois tipos de modalidade uma vez que as demais características são iguais.

Obs.: Para obter a rentabilidade atualizada e personalizada de acordo com o seu perfil de relacionamento com o banco, sugerimos a consulta direta à sua conta (internet banking) ou ao seu gerente. Estas rentabilidades apresentadas foram simuladas pelos autores deste blog em jul/16 e serão atualizadas semestralmente.


Caixa Econômica lci cdb renda fixa

Comparação: “CDB da Caixa x Poupança”


Para saber se o CDB da Caixa é uma alternativa realmente interessante de investimento, além de analisarmos as características apresentadas anteriormente, é de extrema relevância fazer também uma análise comparativa com outras opções.

Desta forma, faremos a nossa primeira comparação com a famosa “Caderneta de Poupança”.

Para isto, tomaremos por base o rendimento da poupança dos últimos 12 meses de 8,37% e as 3 modalidades de CDB da Caixa nos valores de R$ 30.000 e prazo de 1 ano.

Para este valor de investimento (R$ 30.000) e prazo de 1 ano (365 dias), as rentabilidades oferecidas pela Caixa são:

  • CDB Pré-fixado: 12,7%
  • CDB Flex: 94,0% do CDI
  • CDB Caixa Progressivo: 96,0% do CDI

Sendo assim, o gráfico abaixo mostra a diferença entre investir R$ 30.000 durante um ano na “Poupança” ou nos “CDBs da Caixa”.

CDB Caixa x Poupança

Considerando o atual CDI de 14,13% a.a. (jul/16) e o desconto do Imposto de Renda (IR), as rentabilidades líquidas dos 3 CDBs da Caixa foram:

  • CDB Pré-fixado: 10,5%
  • CDB Flex: 11,0%
  • CDB Caixa Progressivo: 11,2%

Ou seja, as três modalidades de CDB apresentaram rentabilidade anual superior à poupança (8,37%), conforme pôde ser observado no gráfico apresentado.

O destaque entre os produtos foi o “CDB Caixa Progressivo” com o melhor desempenho de rentabilidade.

Desta forma, no confronto contra a Poupança todos os CDBs da Caixa se saíram vencedores!

Comparação: “CDB da Caixa x Tesouro Direto”


Como a primeira disputa dos CDBs da Caixa foi muito fácil, uma vez que atualmente a poupança é um dos piores lugares para você deixar seu dinheiro investido, vamos elevar o nível do confronto.

A segunda batalha será contra um dos investimentos mais comentados do momento: Tesouro Direto!

Para isto, vamos manter o investimento de R$ 30.000 por 1 ano e fazer a comparação com o Tesouro Selic.

CDB Caixa x Tesouro Direto Selic

Considerando a atual taxa da Selic de 14,25% ao ano, o Tesouro Selic apresentou uma rentabilidade líquida de 11,8% no período de 1 ano (após o desconto do IR) e se mostrou como uma aplicação mais rentável do que qualquer um dos CDBs oferecidos pela Caixa.

Sendo assim, o segundo confronto foi de vitória para o Tesouro Selic!

Comparação: “CDB da Caixa x CDB de bancos menores”


Mas será que existem opções ainda mais atrativas do que o próprio Tesouro Selic?

Para responder a este questionamento vamos aumentar ainda mais o nível das disputas e analisar CDBs emitidos por bancos de menor porte.

Foram selecionados os Bancos Original e Pine por apresentarem boa saúde financeira e grau de investimento atestado pelas principais agências de rating do mercado financeiro.

Para este confronto continuaremos com o valor-base de R$ 30.000 (prazo de 1 ano) e faremos a comparação entre os seguintes investimentos:

  • Tesouro Selic com rentabilidade de 14,25% ao ano.
  • CDB do Banco Original com rentabilidade de 110% do CDI.
  • CDB do Banco Pine com rentabilidade de 107,5% do CDI.
  • CDB pré-fixado da Caixa com rentabilidade de 12,7% ao ano.
  • CDB Flex da Caixa com rentabilidade de 94,0% do CDI.
  • CDB Caixa Progressivo com rentabilidade de 96,0% do CDI.

Obs.: O rendimento dos CDBs dos Bancos Original e Pine foram verificados no site da corretora Easynvest em 04/07/16.

CDB Caixa x CDB Original e Pine

Pela análise dos dados. é possível confirmar que os CDBs da Caixa vencem somente a Caderneta de Poupança e perdem para os demais investimentos analisados.

Após a análise deste terceiro confronto, verificamos que os melhores investimentos estão concentrados em CDBs de bancos de menor porte.


Se você está em busca de investimentos mais rentáveis e com a mesma segurança, preparamos um material contendo a nossa estratégia de investimento e detalhando toda a nossa carteira. Você saberá exatamente onde fazemos nossas aplicações visando maximizar os lucros e os mecanismos que utilizamos para minimizar os riscos.

Não perca a oportunidade e conheça o nosso guia!

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Simulador do CDB Caixa


Para fazer suas próprias simulações, recomendamos o acesso ao nosso simulador de CDB.

Considerações finais


Aprendemos neste artigo as principais características das três modalidades de CDB da Caixa Econômica Federal.

Vimos também que dentre estes produtos aquele que apresentou as maiores rentabilidades foi o “CDB Caixa Progressivo” com a vantagem adicional de poder solicitar o resgate antecipado.

Na comparação com outros investimentos, constatamos que os CDBs da Caixa só vencem a Caderneta de Poupança.

Na disputa contra o Tesouro Direto e contra CDBs de bancos de menor porte, todos os CDBs da CEF perderam.

Para os investidores iniciantes ou aqueles com menor tolerância aos riscos, sugerimos que estudem um pouco mais para que saibam como é seguro e rentável investir fora dos bancos tradicionais, uma vez que existe a garantia do FGC.


Para conhecer as características de outros investimentos nos principais bancos, recomendamos a leitura de nossa série especial sobre o tema:


Caso tenha permanecido alguma dúvida, basta deixar seu comentário aqui embaixo que te ajudaremos no que estiver ao nosso alcance.

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LCI da Caixa (CEF): vale a pena investir?

caixa-econômica-federal

 

Talvez o primeiro passo da maioria dos investidores, após descobrirem que a poupança é um péssimo local para deixar o dinheiro, seja aplicar em uma LCI da Caixa Econômica Federal (CEF).

Obs.: Artigo atualizado em maio de 2017.

Mas qual seria o motivo para tanto sucesso da LCI da Caixa?

LCI CEF

À primeira vista, só podemos pensar que a explicação para isto é o fato de muitas pessoas terem conta neste banco, seja para receberem seu salário ou em virtude do financiamento da tão sonhada “casa própria”.

caixa financiamento casa própria

E você sabe quais as principais características deste investimento? Ou, melhor ainda, sabe avaliar se a LCI da CEF é realmente uma boa aplicação? Vale a pena fazer este investimento?

Se a resposta foi “não” para alguma destas perguntas, é imprescindível a leitura deste artigo até o final.




Valores para aplicação


O valor mínimo para fazer uma aplicação na LCI da Caixa é de R$ 30.000 (trinta mil reais).

Caso o investidor já tenha uma LCI e deseje aumentar o valor investido deverá aplicar novamente um mínimo de R$ 30.000 (trinta mil reais).

Ou seja, se você aplicou em janeiro R$ 30.000 e em junho conseguiu juntar mais R$ 10.000 não poderá fazer um novo aporte de apenas R$ 10.000. Precisará juntar novamente o mínimo de R$ 30.000 para fazer o investimento.

Prazos


O prazo mínimo do investimento é de 90 dias (3 meses).

Já o prazo máximo é de 1.100 dias (3 anos).

Após este prazo máximo, o investidor obrigatoriamente precisa resgatar seu dinheiro, mas poderá fazer uma nova aplicação sem qualquer impedimento.

Resgate


resgate lci caixa

A Caixa Econômica Federal (CEF) oferece duas modalidades de aplicação em LCI:

  • Sem resgate.
  • Com resgate.

Na modalidade “sem resgate”, o investidor define no momento da aplicação qual o período que ficará com o dinheiro aplicado e só poderá efetuar o saque do seu dinheiro no término deste período.

Na modalidade “com resgate”, o investidor também define qual o período de sua aplicação, mas poderá sacar o dinheiro a qualquer instante, desde que respeitado o prazo mínimo de 90 dias.

É importante ressaltar que o investidor não precisa resgatar todo o dinheiro aplicado. Ou seja, o resgate pode ser total ou parcial.

Entretanto, o resgate parcial mínimo é de R$ 1.000 e o saldo mínimo da aplicação deverá ser de R$ 5.000.

Desta forma, se o investidor possui R$ 30.000 aplicados em uma LCI da CEF, ele pode solicitar o resgate de R$ 1.000 até R$ 25.000. Caso deseje resgatar R$ 26.000, o saldo final seria de R$ 4.000 (abaixo do limite mínimo) e o investidor teria que fazer o resgate completo de R$ 30.000.

Rentabilidade da LCI da Caixa


A rentabilidade da LCI da Caixa é pós-fixada e dada por um percentual do CDI.

Obs.: No momento da revisão deste artigo (mai/17) o CDI estava rendendo 11,13% ao ano. Para consultar o valor atualizado do CDI, acesse nossa seção sobre índices econômicos.

Inicialmente, fizemos uma consulta ao site da Caixa Econômica Federal (CEF) em junho de 2016 e simulamos diversos cenários de prazo e valores de investimento para verificar as rentabilidades oferecidas.

Posteriormente, em maio de 2017, fizemos novas simulações para atualizar as taxas praticadas na LCI da Caixa Econômica.

rentabilidade lci da caixa com resgate

rentabilidade lci da caixa sem resgate

Obs.: Para obter a rentabilidade atualizada e personalizada de acordo com o seu perfil de relacionamento com o banco, sugerimos a consulta direta à sua conta (internet banking) ou ao seu gerente. Estas rentabilidades apresentadas foram simuladas pelos autores deste blog em jun/16 e mai/17 e serão atualizadas anualmente.

Um fato curioso que nos chamou a atenção na simulação de 2016 é que não houve diferença na rentabilidade oferecida pela LCI da Caixa nas modalidades “com resgate” e “sem resgate”.

A princípio acreditávamos que ao escolher a opção “sem resgate” a LCI da Caixa ofereceria uma rentabilidade maior em função do investidor se comprometer a deixar seu dinheiro preso até o final.

Entretanto, as rentabilidades informadas no site foram exatamente as mesmas em 2016.

Contudo, em 2017, pudemos notar uma diferenciação entre as taxas destas duas modalidades, “premiando” com maiores rentabilidades aquele investidor disposto a deixar o seu dinheiro “preso” na modalidade sem a possibilidade de resgate antecipado.

Outro ponto que merece atenção é o fato da rentabilidade da LCI da Caixa não variar conforme o prazo na maioria das situações simuladas.

De início imaginávamos que aplicações com prazos maiores teriam um maior rendimento, mas não foi isto que observamos na simulação.

Sendo assim, o único parâmetro que sempre interferiu na rentabilidade da LCI foi o valor aplicado.

Quanto maior o investimento realizado, maior é a remuneração oferecida pela LCI da Caixa.


Caixa Econômica lci cdb

Comparação: “LCI da Caixa x Poupança”


Para saber se a LCI da Caixa é uma boa opção de investimento, além de analisarmos todas as características apresentadas anteriormente é de fundamental importância que façamos também uma análise comparativa com outras aplicações.

Desta forma, a primeira comparação será com a tradicional “Caderneta de Poupança”.

Para isto, tomaremos por base o rendimento da poupança dos últimos 12 meses de 8,06% e a LCI da Caixa com possibilidade de resgate antecipado no valor de R$ 30.000 e rentabilidade de 78,0% do CDI.

Sendo assim, o gráfico abaixo mostra a diferença entre investir R$ 30.000 durante um ano na “Poupança” ou na “LCI da Caixa”.

LCI Caixa e Poupança 2017

Considerando o atual CDI de 11,13% a.a. (mai/17), a rentabilidade anual da LCI da Caixa é de 8,68%, ou seja, ligeiramente superior à rentabilidade anual da poupança de 8,06%.

Esta maior rentabilidade é explicitada no gráfico acima, onde é possível observar que a LCI da Caixa é realmente mais lucrativa do que a aplicação na Poupança e rendeu R$ 186 a mais durante o período de um ano para uma aplicação inicial de R$ 30.000.

Desta forma, no confronto contra a Poupança a LCI da Caixa é a vencedora!

Comparação: “LCI da Caixa x LCI de bancos menores”


A primeira batalha da LCI da Caixa foi muito fácil, não acha? Já vimos em artigo exclusivo que a poupança é um dos piores lugares para você deixar seu dinheiro investido.

Vamos então subir o nível do confronto e comparar a LCI da Caixa com a LCI oferecida por outros bancos menores e com boa saúde financeira e grau de investimento atestado pelas principais agências de rating do mercado financeiro.

Para isto, vamos continuar com o valor-base de R$ 30.000 e fazer a comparação entre as seguintes LCIs:

  • LCI da Caixa com rentabilidade de 78,0% do CDI.
  • LCI do Banco Original com rentabilidade de 90% do CDI.
  • LCI do Banco Daycoval com rentabilidade de 94% do CDI.

Obs.: O rendimento da LCI do Daycoval foi verificada no próprio site do banco. Já a LCI do Banco Original foi verificada no site da corretora Easynvest. Ambos os valores foram atualizados em maio de 2017.

LCI da Caixa Daycoval Original Poupança 2017

Pela análise dos dados é possível observar que a LCI da Caixa só vence a poupança e perde para os outros dois bancos de menor porte (Original e Daycoval).


Se você está em busca de investimentos mais rentáveis e com a mesma segurança, preparamos um material contendo a nossa estratégia de investimento e detalhando toda a nossa carteira. Você saberá exatamente onde fazemos nossas aplicações visando maximizar os lucros e os mecanismos que utilizamos para minimizar os riscos.

Não perca a oportunidade e conheça o nosso guia!

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Considerações Finais


Aprendemos neste artigo as principais características da LCI da Caixa:

  • Investimento mínimo de R$ 30.000
  • Prazo mínimo para resgate de 90 dias (3 meses) e prazo máximo de 1.100 dias (3 anos)
  • Aplicações na modalidade “sem resgate” ou “com resgate”
  • Possibilidade de resgate total ou parcial dos valores investidos na modalidade “com resgate”
  • Rentabilidade atrelada ao CDI e variável de acordo com a modalidade, tempo e valor investido

Vimos também que a LCI da Caixa é uma alternativa mais lucrativa do que a “Caderneta de Poupança”.

Entretanto, existem outras opções de investimento mais rentáveis do que a aplicação na Caixa Econômica Federal.

Além do investimento em LCI de bancos menores ser mais lucrativo, esta alternativa apresenta praticamente a mesma segurança da aplicação na LCI da CEF, desde que você observe o limite máximo de R$ 250.000 garantido pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC).

Entendemos que grande parcela dos investidores geralmente começa a se aventurar pelo mundo das aplicações justamente nos maiores bancos do mercado e após alguns meses de estudo percebem que podem ganhar mais com a mesma garantia.

Portanto, te parabenizamos por ter lido este artigo e investido tempo no aprimoramento da sua educação financeira.


Para conhecer as características de outros investimentos nos principais bancos, recomendamos a leitura de nossa série especial sobre o tema:


Se tiver alguma dúvida ou sugestão, basta deixar um comentário aqui embaixo.

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Caixa Econômica lci




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Rating Brasil: conceito, histórico e comparação a outros países

No artigo sobre as “agências de rating” aprendemos como utilizar as notas dadas pelas principais agências de classificação de risco para escolher os investimentos mais seguros. O nosso foco estava no rating dos bancos que emitem LCI e CDB, por exemplo. Entretanto, você sabia que estas agências também emitem notas para os países? Para o nosso caso esta nota é chamada de “Rating Brasil“.

rating brasil

A classificação do risco (rating) de um país nada mais é do que uma nota com a intenção de representar a capacidade daquele país em honrar suas dívidas. Ou seja, é utilizada pelos investidores como um parâmetro de confiança para que estes façam suas aplicações financeiras com o menor risco de tomarem calote.

O rating emitido por agências de classificação estrangeiras, teoricamente independentes, é uma forma de fornecer aos investidores uma análise técnica a respeito da segurança de se investir em determinados países.

Este rating leva em consideração tanto o cenário econômico quanto o cenário político do país.

Sendo assim, quanto pior o rating de um país, mais difícil será a atração de investimentos e, consequentemente, maior terá que ser a recompensa oferecida para a captação de dinheiro. Neste caso, a recompensa pode ser entendida pela oferta de juros mais elevados.

Em contrapartida, quanto melhor o rating, mais fácil é a captação de dinheiro no mercado, com menores custos (juros a serem pagos) e melhores condições para pagamento.

De acordo com informações retiradas do próprio site do Tesouro Nacional, oficialmente o Brasil possui contrato para a classificação de seu risco de crédito com as três principais agências do mundo, a saber:

Entretanto, o Tesouro Nacional informa que existem outras agências internacionais monitorando o país: Dominion Bond Rating Service (DBRS), Japan Credit Rating Agency (JCR) e Rating and Investment Information (R&I).




Como entender as notas de rating


A princípio, o investidor pode achar confusa a “sopa de letrinhas” da escala de notas das diversas agências de rating.

Entretanto, o principal é entender que existe o grau de investimento (investment grade) dado àqueles países com melhores avaliações e o grau especulativo (speculative grade) concedido aos países com maiores riscos de darem calote.

A tabela a seguir apresenta de forma detalhada todas as escalas de nota para as três principais agências de rating.

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É importante ressaltar que não se deve confundir o rating de um determinado país com o rating dos bancos domiciliados neste país.

Ou seja, o Brasil pode possuir rating de “grau especulativo” e ao mesmo tempo possuir bancos atuando em seu território com rating de “grau de investimento”.

O Rating Brasil


Em abril de 2008, a S&P subiu o Brasil do “grau especulativo” para o “grau de investimento” através do aumento da nota de BB+ para BBB-.

Em maio de 2008, a Fitch também elevou o nosso país para a categoria de “grau de investimento”. Esta decisão também foi seguida pela Moody’s em setembro de 2009, a última das três principais agências internacionais a conferir este “selo de bom pagador” ao Brasil.

Como muitos investidores e grandes fundos internacionais de investimento só investem em países e instituições que possuam o selo do “grau de investimento”, este foi um dos fatores que contribuiu para o acelerado crescimento econômico do país no período, pois atraiu a entrada de volumosas quantias vindas do exterior.

Atualmente, entretanto, em função dos elevados desafios fiscais, da piora no cenário de crescimento econômico e da incerteza política, o Brasil teve a sua nota rebaixada pelas três agências e sua classificação de risco momentânea (base: mai/16) é a seguinte:

rating brasil s&p fitch moodys

Interessante observar que a S&P foi a primeira agência a dar ao Brasil o “grau de investimento” (2008) e, também, foi a primeira a colocar o Brasil de volta ao “grau especulativo” (em set/15).

Ressalta-se, que em fev/16 a S&P fez um novo rebaixamento da nota do Brasil, dificultando ainda mais a retomada do “grau de investimento”.

Após o rebaixamento da S&P, a Fitch (em dez/15) também rebaixou o Brasil e, por último, a Moody’s (em fev/16).

rating brasil grau especulativo

Mas qual a importância do Rating Brasil?


A perda do “grau de investimento” (conhecido também como “selo de bom pagador”) indica para os investidores que o Brasil é um lugar arriscado para aplicações financeiras.

Na prática, existe uma fuga de capital estrangeiro, principalmente dos grandes fundos de pensão internacional, que condicionam a manutenção de investimentos ao “grau de investimento” concedido por no mínimo duas agências.

rating brasil rebaixamento

Com a saída destes recursos do país e o menor fluxo de entrada de dólares no país, esperava-se, também, uma maior desvalorização do real frente à moeda americana.

Apesar de ter diversas variáveis que afetam o câmbio, pudemos perceber que o fenômeno da alta do dólar de fato ocorreu nos últimos meses.

A lógica desta desvalorização da moeda nacional reside no conceito da “oferta versus demanda”, ou seja, com menos dólares circulando no país (oferta) haverá maior dificuldade na aquisição desta moeda e, consequentemente, o seu preço tende a subir.

Além disto, o enquadramento do Brasil no “grau especulativo” eleva os custos de financiamento do governo e das empresas brasileiras, pois terão que oferecer maiores taxas de juros para tomar dinheiro emprestado no exterior.

Estes efeitos apresentam um quadro nocivo à economia do país de forma geral e podem aprofundar a crise econômica, retardando ainda mais a retomada do crescimento do país.

Histórico do Rating Brasil


A título de curiosidade, são apresentados gráficos contendo o histórico do rating do Brasil por estas três agências:

rating brasil s&p

rating brasil fitch 2

rating brasil moodys

Fonte: Tesouro Nacional (dívida de longo prazo em moeda estrangeira).

Pela análise dos gráficos, é possível observar que durante os dois mandatos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (1995 a 2002) o Brasil possuía o “grau especulativo”.

A obtenção do “grau de investimento” só foi recebida no segundo mandato do ex-presidente Lula e está atrelada ao excelente momento da economia na época.

Durante o primeiro mandato da presidente Dilma o Brasil continuou tendo o “grau de investimento”, mas recentemente teve sua nota rebaixada e voltou a ser tido como “grau especulativo” em virtude da crise econômica e política.

Obs.: A intenção destes gráficos não é julgar se um governo de esquerda é melhor ou pior do que um governo de direita. Só queremos trazer uma informação histórica e mostrar que na maior parte dos últimos 20 anos o Brasil foi classificado como “grau especulativo” pelas três principais agências (S&P, Moody’s e Fitch).

Comparação com rating de outros países


Agora que já entendemos o conceito e o histórico do “Rating Brasil”, que tal compararmos com o rating de outros países?

Para isto selecionamos os dados da S&P extraídos do relatório do Banco Central que possui as informações dos ratings vigentes em abr/15, quando o Brasil ainda possuía grau de investimento.

rating países s&p

Podemos observar que os maiores ratings mundiais em abril de 2015 pela agência S&P eram de Hong Kong e Reino Unido. Curiosamente, o rating dos Estados Unidos não era máximo neste período.

Na África, tínhamos a África do Sul e Marrocos com “grau de investimento” e Egito numa escala muito mais baixa como “grau especulativo”.

Dos países europeus analisados, o que chama atenção é a baixa nota da Ucrânia e a Rússia tendo “grau especulativo” também.

Na Américo do Sul, o grande destaque positivo fica por conta do Chile com nota equivalente à de grandes potências como China e Japão. O destaque negativo sul-americano vai para a Venezuela.

O Brasil possuía grau de investimento em abril de 2015 (período de análise dos dados do gráfico), mas teve seu rating rebaixado e atualmente apresenta a nota “BB”, ou seja, conforme dito anteriormente está enquadrado como “grau especulativo”.


Aprendemos neste artigo o conceito do “Rating Brasil”, vimos o histórico dos últimos 20 anos das notas do Brasil nas três principais agências de classificação e pudemos fazer uma comparação com o rating de diversos outros países.




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Grau de investimento: entenda as agências de rating

Você sabe o que é grau de investimento ou já ouviu falar sobre as principais agências de rating (risco): Moody’s, Fitch ou Standard & Poor’s (S&P)?

Sabe qual o funcionamento básico destas agências de classificação de risco e como utilizá-las para escolher seus investimentos de forma ainda mais segura?

As agências de avaliação de risco, ou agências de rating (em inglês), são empresas especializadas e independentes que monitoram as atividades financeiras de diversas instituições e países e avaliam o grau de risco através da divulgação de uma nota.

As três principais agências de classificação de risco do mundo são justamente estas três citadas no início deste artigo: Moody’s, Fitch e S&P.

moodys-fitch-s&p-risco

Estima-se que em 2013 estas três agências detinham cerca de 95% do mercado global.

Estas agências de rating possuem suas receitas advindas da contratação por parte das próprias instituições financeiras e/ou países que desejam ser classificados.

Para a definição da nota de risco são realizadas diversas análises técnicas nas instituições ou países, como por exemplo:

  • Qualidade dos ativos envolvidos na negociação e respectivas garantias de pagamento.
  • Experiência dos executivos.
  • Se a geração de caixa é suficiente para manter a estabilidade da instituição.
  • Endividamento.
  • Conhecimento e mitigação dos próprios riscos internos.

Desta forma, as instituições financeiras e países buscam as agências de risco (rating) como forma de indicar aos investidores a qualidade de seus produtos.

Por outro lado, os investidores devem utilizar estas avaliações para mensurar os riscos em determinadas aplicações e identificar quais bancos apresentam mais segurança para seus investimentos.




Notas das agências de rating


A escala de notas destas avaliações varia entre as agências e para facilitar a sua compreensão apresentamos a seguir uma tabela consolidando as notas destas principais agências:

grau de investimento moodys-fitch-s&p-rating-nota

Desta forma, as classificações divulgadas por estas agências são indicadores públicos, que servem como parâmetro para os investidores avaliarem os riscos associados aos títulos de renda fixa.

Resumidamente, quanto maior a nota, mais seguro é investir. Quanto menor a nota, maior é a probabilidade de a instituição apresentar problemas e de você, num caso extremo, levar um calote.

Dentro deste contexto, geralmente quanto pior a nota de uma determinada instituição financeira, maior será o rendimento que esta instituição terá que oferecer ao investidor para que este assuma o risco do investimento.

Como saber o risco / rating do banco que pretendo investir?


Você não precisa ficar pesquisando caso a caso, pois as principais corretoras oferecem esta informação juntamente com as demais variáveis de cada investimento. Veja o destaque vermelho na figura abaixo (retirado do site da Easynvest):

rating grau-de-investimento-easynvest

Reparem que o Banco Indusval possui investimentos com risco (rating) BB+ pela Fitch e Baa2 pela Moody’s, ou seja, a Fitch considera como grau especulativo e a Moody’s como grau de investimento.

Como explicar esta situação?

Primeiramente, as classificações das agências são independentes e os critérios podem sofrer variações entre uma e outra.

Além disso, podemos ter casos onde a Moody’s avalie globalmente o Banco Alfa (nome fictício) como Baa3, uma LCI deste mesmo banco como Baa2 e um CDB também do Banco Alfa como Ba2.

Neste caso, teríamos o banco de uma forma geral com grau de investimento, uma LCI também com grau de investimento e um CDB com grau especulativo.

Agora a situação ficou ainda mais complexa, não acha? Este exemplo hipotético poderia existir no mundo real?

A resposta é “sim”, pois as agências além de classificarem a instituição financeira, avaliam também um produto específico oferecido por esta instituição. Sendo assim, a classificação de uma LCI ou CDB pode ser melhor ou pior do que a própria classificação da instituição financeira.

Caso você tenha dúvidas ou receio da classificação informada pela sua corretora e queira analisar a classificação dos bancos que oferecem determinados investimento, existe a possibilidade de acessar o site das agências de risco e fazer a sua própria consulta.

Esta consulta direta ao site das agências é um pouco mais complicada e, talvez, a análise de todas as informações obtidas possa exigir um conhecimento mais avançado do tema. Mas é perfeitamente possível entender qual a nota de cada banco / instituição.

Para facilitar sua vida, segue um tutorial básico do passo-a-passo para o acesso às três principais agências de risco.





moodys

  1. Acessar o site da Moody’s através deste link.

2. Fazer login. Você pode cadastrar seu e-mail ou se logar com a sua conta do facebook (mais fácil e rápido).

3. Selecionar no menu superior a primeira opção: “Research & Ratings”.

4. Na primeiro coluna (“Overview”), selecionar a opção “Look Up a Rating”.

agência-rating-moodys

5. Inserir o nome do banco que você está querendo saber o rating e selecionar “GO”.

moodys-rating-consulta


Fitch-ratings

  1. Acessar o site da Fitch através deste link.
  1. Não precisa fazer login para consultas básicas como esta.
  1. No menu lateral esquerdo, selecionar a opção “Lista de Ratings”.

fitch-lista-rating

  1. Abrirá uma tela com diversos ratings. Em nossa visita ao site a consulta aos bancos aparecia na terceira posição, ou seja, era necessário rolar a tela para baixo e passar pelos ratings de subnacionais (Estados e Municípios) e empresas antes de encontrar as notas dos bancos.

grau-de-investimento-fitch-bancos


s&p

  1. Acessar o site da S&P através deste link.

Existem duas formas de consultar o rating de determinado banco através da Standard & Poor’s.

A. Para consulta sem precisar fazer login:

I. No menu lateral esquerdo, selecionar a opção “Lista de Ratings” dentro do item “Regulação”.

s&p-lista-rating

II. Fazer download do arquivo “Lista de Rating de Crédito de Emissor”.

Obs.: Este arquivo contém, também, informações de vários bancos e empresas de outros países da América Latina.

s&p-rating

B. Para consulta fazendo cadastro / login:

I. Insira o nome do banco que está procurando o rating e clique em “busca”.

s&p-busca-rating

Resultado para a busca do “Banco do Brasil”:

rating-banco-do-brasil-bb-s&p


Exemplo prático para o uso das notas das agências de classificação de risco


Para facilitar ainda mais o seu entendimento e fixar os conceitos apresentados, vamos a um exemplo prático considerando 04 bancos hipotéticos que supostamente foram avaliados pela Moody’s:

grau-de-investimento-exemplo

Repare que os bancos com as piores notas, apresentam os melhores rendimentos. Mas você confiaria o seu dinheiro a um banco com grau especulativo?

A resposta desta pergunta poderá variar de acordo com o perfil de cada investidor: mais agressivo e, portanto, mais exposto ao risco ou mais conservador e avesso ao risco.

Independente do seu perfil, aqui vai uma dica fundamental:

“Não se esqueça da principal proteção do seu investimento: o FGC. Sendo assim, procure sempre investir no máximo R$ 250.000 em cada instituição financeira para garantir que todo o seu dinheiro esteja coberto pelo limite do Fundo Garantidor de Crédito.”

Você pode ficar tentado com o excelente rendimento de +17,5% a.a. oferecido pelo banco “Ômega” e deve estar se perguntando qual seria a nossa escolha neste caso, certo?

Bem, neste exemplo, os únicos bancos com grau de investimento são o “Alfa” e o “Beta”. Apesar do “Gama” e “Ômega” apresentarem as melhores taxas, temos uma premissa de investir apenas em bancos com grau de investimento para minimizar as eventuais chances de precisarmos pedir socorro ao FGC.

Sendo assim, a nossa escolha nesse caso seria pelo banco “Beta”, o melhor rendimento entre aqueles que possuem grau de investimento.

Entretanto, é bom ressaltar que o fato de uma empresa ser classificada como grau de investimento não significa necessariamente que esta permanecerá adimplente, mas apenas que isto tende a acontecer mais frequentemente ao longo do tempo do que no caso das empresas de classificações inferiores.

Posso confiar 100% nas agências de classificação de risco?


As agências de classificação de risco foram muito criticadas por terem falhado na crise global de 2008/2009, pois elas davam o “grau de investimento” para instituições com operações de vendas de hipotecas imobiliárias nos EUA quando estas quebraram e iniciaram uma grande crise financeira.

Outra crítica às agências é o fato delas possuírem a receita proveniente dos próprios bancos que avaliam, o que poderia levantar suspeitas sobre a verdadeira independência das classificações.

Adicionalmente, para que a nota dada pela agência se torne pública, é necessária a autorização do próprio banco. Desta forma, caso a instituição avaliada receba uma nota ruim, poderá optar por não revelar ao mercado.

Este é um dos principais motivos para que você não confie em bancos que não possuam classificação de risco.

Existem críticas também quanto aos atrasos nestas avaliações, pois para alguns especialistas as alterações das notas de risco saem somente após o próprio mercado já ter identificado a tendência de queda ou alta.

Apesar destas “desvantagens”, de maneira geral o mercado financeiro tem relativa confiança no trabalho destas agências, pois o índice de acertos ao longo dos anos tem se mostrado superior aos erros.

Conclusão


Aprendemos neste artigo como interpretar as notas dadas pelas agências de avaliação de risco e como podemos utilizá-las para nos auxiliar na escolha dos investimentos.

Vimos também ser possível consultar as notas das instituições financeiras através da corretora ou pela visita direta aos sites das próprias agências de rating.

Após a leitura completa deste material, pudemos entender que as classificações de risco não são, no entanto, recomendações de compra ou venda de títulos, nem são garantia de que uma moratória não irá acontecer.

Entretanto, podem ser utilizadas como uma das ferramentas para maximizar a escolha do seu investimento.

Neste ponto, é de fundamental importância ter em mente que o único seguro verdadeiramente efetivo para o seu investimento em renda fixa é o FGC.


O que achou deste artigo? Você já conhecia as agências de risco? Já utilizou as classificações como ferramenta para a sua decisão de investimento?

Compartilhe sua experiência ou mesmo sua inexperiência no assunto e nos deixe um comentário.




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Tesouro Direto: mitos e verdades

Por permitir investimentos iniciais a partir de R$ 30 e rentabilidades superiores à Poupança, o Tesouro Direto está ganhando destaque entre todos os tipos de investidores e até mesmo entre as pessoas que nunca tinham investido.

 

Tesouro_Direto

 

Comprando os títulos públicos do Tesouro Direto, o investidor pode escolher entre papéis com rentabilidade pré ou pós-fixada e alinhar os diferentes produtos com seus objetivos.

As diversas modalidades de títulos permitem aos investidores protegerem os seus recursos da inflação (IPCA) e das oscilações da taxa de juros (Selic).

Após a publicação do nosso guia para investimentos no Tesouro Direto, onde é possível conhecer as diversas características destes títulos públicos, recebemos inúmeras mensagens de leitores querendo confirmar as facilidades e vantagens em iniciar os seus investimentos.




Sendo assim, visando fortalecer ainda mais os conceitos já apresentados e desmistificar este tipo de aplicação, trazemos um trecho do artigo publicado pela corretora independente Easynvest, onde o diretor Amerson Magalhães aponta os mitos e verdades sobre o Tesouro Direto.

 

Tesouro-Direto-Mito-ou-Verdade

 

É fácil e barato investir no Tesouro Direto


Verdade. Para Magalhães, os principais diferenciais do Tesouro Direto são o pequeno valor exigido para o investimento inicial (R$ 30,00), baixo risco de crédito, boa liquidez e a facilidade na hora de investir.

“O investidor só precisar ter uma conta em um banco ou corretora, e não precisa nem sair de casa para fazer as transações, tudo pode ser feito pela Internet”.

 

Bons_Investimentos_online

 

O investidor deve ficar atento apenas aos custos das operações, que podem variar de instituição para instituição. “Na Easynvest, por exemplo, não cobramos taxa de administração, o que torna o investimento ainda mais vantajoso”, ressalta.

O único custo é a taxa de custódia da BM&FBOVESPA, cobrada sobre o valor total dos títulos (0,30% ao ano) e que se refere aos serviços de guarda dos títulos e às informações e movimentações dos saldos.

Preciso ficar com o título até o vencimento


Mito. Se precisar, o investidor pode vender seu título antes do vencimento, diretamente ao Tesouro Nacional, pelo seu valor de mercado.

“O investidor tem que tomar cuidado para ajustar a sua necessidade com a data de vencimento do título. Se ele vai precisar do dinheiro no curto prazo, não faz sentido comprar um título de longo prazo. Também é importante ficar atento ao Imposto de Renda, cuja alíquota é maior para resgates realizados em prazos menores”.

A rentabilidade do Tesouro Direto pode ser maior do que a da Poupança


Verdade. No atual cenário econômico, o retorno da poupança tende a ficar abaixo até da inflação.

A poupança rende 0,5% ao mês mais a variação da Taxa Referencial (TR). “Com a alta da inflação e da taxa Selic, quem deixa seus recursos concentrados na poupança está perdendo dinheiro”, aponta Magalhães.

Os títulos públicos atrelados à inflação, por exemplo, pagam, atualmente, juro fixo de aproximadamente 6% ao ano (a.a.) mais a variação do IPCA.

Ou seja, o investidor fica protegido do aumento dos preços e tem um ganho real de 6% a.a.

Não vale a pena investir por menos de 2 anos, em razão do Imposto de Renda


Mito. Mesmo com a incidência do Imposto de Renda, as aplicações no Tesouro Direto são mais vantajosas.

Quanto mais tempo o valor ficar investido, menor a alíquota cobrada. As taxas variam de 22,5% para aplicações de até 180 dias e chegam até 15%, para aplicações acima de 720 dias.

Obs.: Para entender um pouco mais sobre a tributação dos seus investimentos, consulte a nossa seção sobre impostos.

É uma boa opção para curto, médio e longo prazo


Verdade. O Tesouro Direto oferece diversas opções, que se encaixam em curto, médio e longo prazo.

 

Tesouro_Direto_mito_verdade

 

“Para quem pensa no curto prazo, os títulos pós-fixados corrigidos diariamente pela Selic são boas opções. Para os que pensam no médio prazo, os títulos pré-fixados podem ser boas alternativas. Já para os que pensam em aposentadoria, o melhor é optar por um título que siga a inflação (IPCA+)”, sugere.

É importante conhecer as características de cada título para escolher a melhor opção de acordo com o objetivo e prazos determinados.

O resgate antes do vencimento sempre é ruim


Mito. Quem decidir vender um título pré-fixado ou IPCA+ antes do vencimento corre o risco de resgatar um valor inferior ao aplicado caso, nesse meio tempo, tenha ocorrido uma elevação na taxa de juros. No entanto, se ocorrer uma redução na taxa de juros, o rendimento poderá ser superior.

Se o investidor vislumbrar a hipótese de venda dos títulos antes do prazo de resgate, a melhor alternativa é a compra do “Tesouro Selic”, pois este é o único título público que sempre apresenta rentabilidade positiva em caso de venda antecipada.

É um investimento com baixo risco de crédito


Verdade. Embora os investimentos em Tesouro Direto não estejam cobertos pelo FGC, Fundo Garantidor de Crédito, a garantia é oferecida pelo Governo Federal, emissor dos títulos. Portanto, é um investimento seguro.

Tesouro Direto só é bom para quem investe muito


Mito. A remuneração paga no Tesouro Direto é a mesma tanto para quem investe pouco, quanto para quem investe valores maiores.

“É um produto democrático, a rentabilidade antes disponível só para grandes investidores agora também é acessível aos pequenos”, contemporiza o diretor Amerson Magalhães.


Esta foi uma matéria publicada pela Easynvest para estimular seus clientes a investirem no Tesouro Direto.

Easynvest_Logo_Bons_Investimentos

Ficaremos sempre atentos ao mercado e quando surgirem novidades que consideremos relevantes e de fontes com comprovada experiência no assunto, traremos para a ampliação do conhecimento dos nossos leitores.

Agora, vamos relembrar como você pode aproveitar o bom momento das aplicações em títulos públicos.

Como iniciar os seus investimentos


Conforme amplamente discutido em nosso artigo sobre “Como Investir”, acreditamos que o primeiro passo para iniciar as aplicações consiste em abrir uma conta em uma corretora independente. Os motivos são os seguintes:

  • Oferecem rentabilidades maiores
  • Oferecem mais opções de investimentos
  • Cobram taxas mais baixas

As taxas cobradas pelas três principais corretoras, apresentadas em nosso artigo específico sobre o tema e monitoradas mensalmente por nosso blog para a apresentação dos 10 melhores investimentos de cada mês, são apresentadas novamente aqui:

 

Easynvest_XP_Rico_Comparativo_Corretoras

 

(*) Clientes com investimentos acima de R$ 300.000,00 (trezentos mil reais) são isentos do pagamento desta taxa.

Se você optar por abrir conta em uma dessas três corretoras, podemos adiantar que o processo é feito totalmente pela internet de maneira fácil e rápida.

E o mais importante: é de graça, ou seja, não existe custo para a abertura da conta.

Para fazer o cadastro, basta acessar o site das corretoras diretamente por estes links: Easynvest, XP Investimentos e Rico.

Se você tiver outra sugestão de corretora independente ou se já opera pelo seu próprio banco, compartilhe aqui sua experiência e ajude os demais leitores deste blog.

Considerações Finais


Se você chegou até aqui e fez a leitura do conteúdo disponibilizado em nosso blog, entendemos que o primeiro passo já foi dado, pois você decidiu dedicar o seu tempo para melhorar a sua educação financeira.

O próximo passo é “perder o medo” e colocar em prática os conceitos adquiridos.

Caso você seja “marinheiro de primeira viagem”, é prudente fazer pequenos investimentos nos primeiros meses até que você se familiarize com este “novo mundo” que se apresenta.

Entretanto, podemos te garantir que não é algo complexo ou que exija muito tempo.

Ressaltamos que o Tesouro Direto é uma das aplicações selecionadas em nosso artigo sobre os melhores investimentos para 2016.

Qualquer necessidade de apoio, basta deixar um comentário logo abaixo que estaremos aqui para te auxiliar, ok?

Para receber nossas atualizações gratuitamente com dicas de investimentos que poderão mudar completamente sua vida financeira, basta cadastrar seu e-mail logo abaixo. Lembrando que é 100% gratuito. Você só tem a ganhar!




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Melhores investimentos para 2016

Os melhores investimentos para 2016 provavelmente estarão concentrados na Renda Fixa, com destaque para:

 

Melhores investimentos para 2016

Você ainda não conhece o funcionamento destas aplicações? Tem alguma dúvida? Então não perca mais tempo! Leia nosso artigo que apresenta as principais características, rentabilidades, prazos para resgate e riscos dos investimentos em Renda Fixa.

 




Para justificar a escolha destas aplicações como os melhores investimentos para 2016, precisamos analisar diversos fatores do atual cenário do nosso país neste início de ano:

 
  • Taxa de juros (Selic) de 14,25% ao ano (a.a.) e com perspectiva de aumento para 15,25% até o final de 2016.
  • Bolsa de valores com péssimo desempenho em 2015, tendo o Ibovespa (principal índice) apresentado rendimento de -13%.
  • Instabilidade política agravando ainda mais a crise econômica.
 

Dentro deste contexto, para que você tenha uma noção mais exata das oportunidades de lucro ao aplicar seu dinheiro nos melhores investimentos para 2016, simulamos as rentabilidades possíveis de serem obtidas:

Melhores_Investimentos_2016_Rentabilidade_Renda_Fixa

(*) Já incluído o desconto do Imposto de Renda (IR).

 

Reparem que o Tesouro Direto apresenta rentabilidade 60% superior à Poupança (mesmo após o desconto do IR) e possui praticamente as mesmas características: baixo investimento inicial (a partir de R$ 30) e possibilidade de resgatar o seu investimento a qualquer momento (liquidez diária).

 

As demais aplicações apresentam rentabilidades ainda mais atrativas, mas necessitam de maiores investimentos iniciais (geralmente a partir de R$ 5.000) e normalmente não possuem liquidez diária, ou seja, o seu dinheiro ficará preso por um determinado período estabelecido no momento da aplicação.

A escolha do seu investimento ideal


Investimento_ideal_escolha

A opção por determinado investimento é algo muito particular e não depende exclusivamente da rentabilidade.

 

Deve-se levar em consideração outros fatores como:

 
  • Valor mínimo necessário para a aplicação.
  • Liquidez, ou seja, o prazo em que você poderá resgatar o dinheiro.
  • Taxas cobradas pelas corretoras e bancos, além de facilidade de navegação no site e qualidade do suporte de atendimento.
  • Segurança da instituição financeira na qual aplicará seu dinheiro e da corretora que intermediará estes investimentos.
 

Além destes pontos gerais, para a realização de bons investimentos é importante que você:

 
  • Defina suas metas de investimento.
  • Entenda o funcionamento das aplicações selecionadas (rentabilidades, prazo de resgate, valores mínimos, tributação).
  • E, finalmente, faça a escolha de acordo com a sua realidade e metas.
 

Visando facilitar ainda mais o seu entendimento de como acertar na escolha da sua aplicação, faremos uma breve descrição das características gerais dos melhores investimentos para 2016.

 

Além dos fatores apresentados anteriormente, é importante recordar a atual conjuntura da economia do país: alta dos juros e inflação (Selic e IPCA), principal índice da Bolsa de Valores com rendimento negativo em 2015 e instabilidade política agravando a crise econômica.

Investimentos pós-fixados atrelados ao CDI e SELIC


No atual momento de turbulência econômica, o mais recomendado em termos de segurança e garantia da rentabilidade é a aplicação em investimentos com taxas pós-fixadas.

 

O Boletim Focus, emitido pelo Banco Central, prevê aumento da Taxa Selic de 14,25% para 15,25% até o final de 2016, favorecendo as aplicações indexadas ao CDI, pois este índice praticamente acompanha a variação da Selic.

 

Um dos destaques deste tipo de aplicação pós-fixada é o “Tesouro Selic”, pois permite investimentos a partir de R$ 30, apresenta liquidez diária e é o único título público que sempre apresenta rentabilidade positiva em caso de resgate antes do vencimento.

 

Conforme mencionado anteriormente, no momento o “Tesouro Selic” é uma boa opção para substituir a famosa Caderneta de Poupança.

 

Para o investidor que já possui um capital a partir de R$ 10.000 disponível para aplicações, existem outras opções pós-fixadas e atreladas ao CDI com expectativas de rentabilidades melhores do que o “Tesouro Selic”.

 

Entretanto, estas aplicações não possuem liquidez diária (geralmente o prazo mínimo para resgate é de 3 a 6 meses).

Investimentos pós-fixados atrelados ao IPCA (inflação)


Os investimentos atrelados ao índice oficial da inflação (IPCA) garantem o aumento do seu poder de compra independentemente das incertezas econômicas, já que você sempre receberá um percentual acima da variação da inflação.

 

No atual cenário de agitação política e econômica, é fundamental que parte do seu capital esteja protegida por este tipo de investimento pós-fixado.

 

O Boletim Focus (Banco Central) projeta que a inflação caia do atual patamar (10,67% a.a.) para algo em torno de 6,8% a.a. no final de 2016.

 

Entretanto, é sempre bom lembrar que no início de 2015 o próprio Banco Central não esperava uma inflação tão alta em dezembro do mesmo ano. As estimativas eram de inflação em torno de 6 a 7% e a realidade foi de 10,67%.

 

Muitos especialistas alertam que essa é uma previsão otimista e que apesar da expectativa de uma desaceleração da inflação neste ano, um número entre 7 e 10% é esperado pelo mercado.

 

Sendo assim, consideramos fundamental a inclusão de aplicações atreladas ao IPCA na sua carteira de investimentos.

 

Para o pequeno investidor, a opção fica por conta do “Tesouro IPCA+”, onde aplicações a partir de R$ 30 podem proteger o seu patrimônio do poder devastador de um descontrole da inflação e ainda garantir rentabilidade real (atualmente em 6,85% a.a.).

 

Obs.: Apesar de também possuir liquidez diária, é importante ressaltar que este título só deve ser adquirido caso o investidor tenha certeza que conseguirá manter a aplicação até a data estipulada para o resgate, pois o título pode sofrer oscilações durante o período de vigência e apresentar perdas em caso de resgate antecipado. Levando o título até o final, você garante que receberá as taxas pactuadas no momento da aplicação.

 

Para os investidores com maiores recursos disponíveis, existem aplicações em CDBs com rentabilidade da ordem de “IPCA + 8,30%”, ou seja, maior do que a rentabilidade oferecida pelo “Tesouro IPCA+” de “IPCA + 6,85%”.

 

Entretanto, estes CDBs exigem aplicação mínima de R$ 10.000 e um prazo de resgate geralmente superior a 3 anos.

 

É bom fixar que esta é a lógica da maioria dos investimentos em Renda Fixa. Quanto maiores as aplicações iniciais e os prazos de resgate, também serão maiores as rentabilidades oferecidas.

Investimentos pré-fixados


Apesar das taxas pré-fixadas estarem bastante atrativas, com rentabilidades líquidas podendo ultrapassar 15% a.a., é bom ter muita cautela na compra destes títulos.

 

O investidor deve estar ciente do principal risco que corre ao fazer uma aplicação pré-fixada: a alta da inflação (IPCA).

 

Caso a economia não se recupere como o esperado pelos analistas e a inflação dê um salto para patamares além de 10% a.a., a rentabilidade real deste título pode sofrer um grande tombo.

 

Para facilitar, vamos imaginar um cenário catastrófico onde a inflação (IPCA) em vez de diminuir, suba para 16% a.a.

 

Neste caso, uma LCI pré-fixada de 15,4% a.a. daria uma rentabilidade real de -0,6% a.a. (descontada a taxa do IPCA).

 

Se o investidor tivesse aplicado no CDB pós-fixado com remuneração de “IPCA + 8,30%” teria uma rentabilidade líquida próxima de 20,0% a.a. (já descontado o Imposto de Renda) e o ganho real seria em torno de 4,0%.

 

Obs.: Ressaltamos que este é um cenário hipotético criado por nós para facilitar o entendimento do conceito apresentado.

 

Sendo assim, a escolha por títulos pré-fixados depende da sua visão da economia no curto e médio prazo.

 

Se você acredita que a inflação (IPCA) irá diminuir, é uma boa oportunidade. Por outro lado, se você acha que a economia não irá reagir neste ano, é melhor investir em títulos pós-fixados.

Como encontrar e aplicar nestes investimentos?


A maioria das pessoas quando pensa em investimento, faz a associação direta com o seu próprio banco.

 

Entretanto, acreditamos que os melhores investimentos para 2016 estarão concentrados em corretoras independentes (conforme apresentado em nosso artigo sobre “como investir”).

 

Todos os meses faremos um mapeamento no mercado e divulgaremos os 10 melhores investimentos para te deixar atualizado com as principais novidades e rentabilidades praticadas.

 

Inicialmente este mapeamento se dará nas três principais corretoras independentes: Easynvest, Rico e XP Investimentos.

 

Para acompanhar este ranking mensal, basta acessar a seção “Os 10+”.

Carteira Bons Investimentos


Para facilitar ainda mais a fixação dos conceitos discutidos até aqui, apresentamos a alocação da nossa carteira dos melhores investimentos para 2016.

Melhores investimentos para 2016_Carteira_Bons_Investimentos

 

Esta é a composição de alocação de investimentos feita com base na visão da “Bons Investimentos” e não deve ser considerada pelo investidor como regra!

 

O objeto deste artigo é esclarecer a lógica dos investimentos em Renda Fixa para que você seja capaz de montar a sua própria carteira de aplicações de acordo com a sua realidade financeira e metas.

 

Independente da distribuição que você defina para a sua carteira, é bom saber que especialistas aconselham o investidor a manter sempre uma quantia mínima de 4 a 8 vezes o valor do seu salário aplicado em investimentos com liquidez diária para o uso em situações emergenciais.

 

Dentro do atual cenário, é interessante utilizar o “Tesouro Selic” para fazer esta reserva de emergência em vez da Caderneta de Poupança.

Lembre sempre do seu seguro grátis e automático: FGC


O Fundo Garantidor do Crédito (FGC) tem a função de proteger o dinheiro dos correntistas e investidores que colocam recursos nos produtos oferecidos por bancos e instituições financeiras.

FGC_Proteção_Bons_Investimentos

Caso estas instituições tenham decretada uma intervenção, liquidação extrajudicial ou estado de insolvência (falência) você terá seu dinheiro de volta até um determinado limite.

 

O limite máximo é de R$ 250.000,00 por CPF e instituição financeira.

 

Dentro deste limite, o FGC assegura, além do valor aplicado, os rendimentos obtidos até a data da intervenção.

 

Por isso, para garantir que todo o seu dinheiro esteja coberto por este seguro, fazemos as seguintes recomendações máximas de investimento em cada instituição financeira:

 
  • R$ 200.000 para resgates em 1 ano.
  • R$ 175.000 para resgates em 2 anos.
  • R$ 150.000 para resgates em 3 anos.
 

Para demais informações sobre este seguro e para sanar todas as dúvidas, sugerimos a leitura do artigo dedicado exclusivamente ao FGC.

Obs.: Apesar dos títulos públicos (Tesouro Direto) não serem garantidos pelo FGC, estes investimentos são considerados os ativos mais seguros do mercado. Para saber em detalhe os motivos recomendamos a leitura do artigo específico do Tesouro Direto.

Resumo


A nossa aposta para os melhores investimentos para 2016 está concentrada na Renda Fixa, com destaque para: Tesouro Direto, LCI, LCA, CDB e LC.

 

Nossas recomendações foram baseadas na conjuntura do Brasil neste início de ano: alta da Selic e IPCA, poupança com rentabilidade inferior à inflação, principal índice da bolsa com rendimento negativo em 2015 e instabilidade política agravando a crise econômica.

 

Os investimentos apresentados possuem potencial de rentabilidade líquida variando de 12,5 a 14,5% a.a., com aplicações inicias de R$ 30.

 

No atual cenário de turbulências, o mais recomendado em termos de segurança e garantia da rentabilidade é a aplicação em investimentos com taxas pós-fixadas (IPCA, Selic e/ou CDI).

 

Entretanto, a escolha por títulos pré-fixados depende de sua visão no curto e médio prazo. Se você acredita na recuperação da economia, é uma boa opção. Entretanto, em caso de aumento da inflação, estes títulos pré-fixados perdem o seu atrativo.

 

Apresentamos a “Carteira Bons Investimentos” com a distribuição percentual dos investimentos em títulos pós e pré-fixados de acordo com a nossa visão e expectativas do mercado para 2016.

 

É aconselhável que cada investidor monte a sua própria carteira de investimentos de acordo com a sua realidade e metas. Nosso intuito é apenas facilitar as suas escolhas.

 

Entretanto, recomendamos que sigam as orientações dos especialistas no tema e reservem sempre uma quantia mínima de 4 a 8 vezes o valor de seu salário para aplicações em investimentos com liquidez diária para o uso em situações emergenciais.

 

Como a Poupança perdeu da inflação em 2015, uma boa opção para esta reserva de emergência é o “Tesouro Selic”.

 

E, por fim, lembre-se sempre do limite garantido pelo FGC de R$ 250.000 por CPF e instituição financeira.


 

Essa foi a nossa visão sobre os melhores investimentos para 2016. E você? Possui alguma indicação?

Como o nosso site é 100% gratuito, caso tenha gostado deste material, pedimos somente sua colaboração na divulgação do site.

Vale qualquer coisa: compartilhar nas redes sociais, avisar os amigos via whatsapp, comentar os artigos no nosso próprio site com dúvidas, críticas, elogios ou sugestões ou até mesmo fazer tudo isso! Contamos com a sua ajuda!

Com o objetivo de melhorar ainda mais o seu entendimento, mensalmente faremos uma mapeamento dos 10 melhores investimentos e apresentaremos na seção “Os 10+”. Entretanto, nossos leitores cadastrados possuirão o privilégio de receber esse informativo mensal de forma antecipada.

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Como investir? Banco ou corretora de valores independente?

Uma das principais dúvidas do investidor iniciante acontece no momento da decisão de como investir, ou seja, na escolha da instituição financeira que irá intermediar suas transações em Renda Fixa: banco ou corretora de valores independentes?

 

Bancos x Corretoras_Bons_Investimentos

 

Em geral, a maioria das pessoas acaba procurando o próprio banco, seja por questões de praticidade ou por acreditarem que este realmente é o melhor lugar para realizar seus investimentos.

 

Não há como discutir que é mais fácil e cômodo investir no banco que você já possui conta corrente e/ou poupança.




 

Entretanto, iremos te mostrar que operar através de uma corretora independente pode ser muito simples e rápido, sendo possível realizar todas as movimentações pela internet.

 

Entendemos que os bancos não são os locais mais indicados para investir pelos seguintes fatores:

 
  • Oferecem rentabilidades menores.
  • Oferecem menos opções de investimentos.
  • Cobram taxas mais altas.
 

Para comprovar esta tese, mapeamos quais os produtos de Renda Fixa são ofertados pelos principais bancos do país:

 

Bancos_Investimentos_Renda_Fixa

 

Para ampliar a comparação, tentamos fazer um levantamento das remunerações pagas nos CDBs através de consulta aos sites destes bancos. Entretanto, apesar de apresentar várias informações importantes como prazo e aplicação mínima, os sites não informam qual o rendimento das aplicações.

 

Em consulta direta aos bancos, conseguimos pegar as remunerações médias ofertadas para LCI e comparar com os valores tipicamente oferecidos por corretoras independentes:

 

Rendimento_Médio_LCI_Bancos_Corretoras

 

Considerando o CDI de +13,03%(rendimento no período de dez/14 a nov/15), a diferença é de 1,6% ao ano (a.a.). Pode parecer pouco, mas já mostramos no artigo da Caderneta de Poupança que este valor a longo prazo pode representar ganhos expressivos em função dos rendimentos através de juros compostos.

 

Adicionalmente, no exato momento em que escrevo este artigo, existe LCI em uma corretora independente com taxa pré-fixada de 16,0% ao ano, o que aumentaria a diferença para algo em torno de 5,0% ao ano.

 

Por isso, nosso conselho é para que você saia da zona de conforto oferecida pelo seu banco e considere a abertura de uma conta em uma corretora independente.

 

Mas afinal, o que são corretoras independentes?


 

Corretoras são instituições financeiras habilitadas para intermediar a compra e venda de títulos financeiros, ou seja, é através delas que você poderá investir em LCI, CDB, Tesouro Direto, etc.

 

Enquanto os bancos vendem apenas seus próprios produtos, as corretoras independentes oferecem opções de investimentos de várias instituições financeiras, o que facilita a busca por aplicações mais rentáveis e com características mais adequadas ao seu perfil.

 

Quais são as melhores corretoras independentes?


 

Esta é uma pergunta que todos os investidores fazem e não há uma resposta exata, pois o investidor deverá analisar vários fatores para fazer a sua escolha.

 

Você acha fácil responder a seguinte pergunta: Qual o melhor banco para ter uma conta no Brasil?

 

Provavelmente, antes de abrir a conta no seu banco você não pesquisou e comparou todos os outros bancos, certo?

 

A escolha acaba sendo feita em razão das facilidades que a sua empresa oferece para o pagamento do salário em determinado banco, a taxa mensal de manutenção da conta, a oferta de um cartão de crédito sem anuidade ou com limite alto, a proximidade da sua casa / trabalho ou algum outro aspecto que você julgue essencial.

 

O mesmo pensamento pode ser aplicado às corretoras independentes disponíveis no mercado. Existem várias e com características diversas.

 

Entretanto, como a intenção deste site é te auxiliar e não te desanimar, faremos a análise das 3 corretoras que consideramos as mais estruturadas para trabalhar com investimentos em Renda Fixa.

 

Easynvest


 

A Easynvest – Título Corretora de Valores S.A. foi fundada em 1968 e possui como especialidade os investidores individuais (pessoa física).

 

Easynvest_Logo_Bons_Investimentos

 

Uma das maiores vantagens para o investidor interessado em aplicar em Renda Fixa é o fato desta corretora não cobrar taxa de serviço para as aplicações em Renda Fixa (LCI, LCA, CDB, LC e Tesouro Direto).

 

Mas se eles não cobram nada para abrir a conta e investir em Renda Fixa, como ganham dinheiro?

 

Esta é uma estratégia de marketing da empresa. A  ideia da Easynvest é atrair o cliente com esta isenção de taxa e oferecer diversos outros serviços para aprimoramento e diversificação dos investimentos.

 

Entretanto, ressaltamos que o investidor não é obrigado a adquirir nenhum produto.

 

Outro ponto positivo é o fato desta corretora não ficar tentando te empurrar algum produto pago.

 

O site da Easynvest é bem completo e você consegue fazer os investimentos de forma simples e rápida.

 

Mais uma vantagem desta corretora é não cobrar taxa para abertura e manutenção de conta e nem taxa de transferência do seu dinheiro da conta da Easynvest para o seu banco.

 

No site da Easynvest existe um espaço dedicado para consultar os preços praticados nos diversos investimentos oferecidos.

 

Além de ser possível fazer todas as aplicações através do site da corretora, a abertura da conta também pode ser realizada desta forma e demora menos de 10 minutos.

 

E os pontos negativos?

 

Para Renda Fixa, particularmente, eu não consigo apontar um ponto negativo na Easynvest.

 

Entretanto, o investidor que deseja operar no mercado de ações de forma eventual precisa arcar com um custo mensal de corretagem da ordem de R$ 30,00 (variável de acordo com o número de operações realizadas no mês).

 

Para demais esclarecimentos, aconselhamos o acesso direto ao espaço da Easynvest destinado às dúvidas dos investidores.

 

XP Investimentos


 

A XP Investimentos atua há muitos anos no mercado e pode ser considerada a maior corretora independente entre as três analisadas neste artigo.

 

XP Investimentos_logo

 

O site da corretora também é muito bom, mas é um pouco mais complexo do que a Easynvest e pode assustar o investidor iniciante. Entretanto com um pouco de calma e atenção, você poderá navegar tranquilamente nesta plataforma.

Além dos tradicionais investimentos em Renda Fixa, entendemos que a XP Investimentos possui um leque maior nos produtos, como ações, fundos de investimento, previdência privada, fundos imobiliários, oferta pública.

É possível, por exemplo, investir em commodities agrícolas (boi, café, soja, milho e etanol).

O ponto negativo era a cobrança de uma taxa de R$ 9,90 por mês para o investimento em Renda Fixa, além de 0,10% a.a. para o caso específico do Tesouro Direto.

Também existia a cobrança de TED no valor de R$ 8,90 para transferência do dinheiro da sua conta na XP Investimentos para o seu banco.

Entretanto, em 05/09/16, a XP Investimentos zerou todas estas taxas para aplicações em Renda Fixa e no Tesouro Direto e também os custos com TED.

Para consultar a lista atualizada com todas as taxas cobradas e demais informações, recomendamos o acesso direto ao site da XP Investimentos.

 

Rico


 

Rico_Logo

 

A Rico foi a corretora que mais realizou compras de títulos públicos no mês de outubro de 2015, conforme ranking disponibilizado na própria página do Tesouro Direto:

 
  1. Rico CVTM
  2. Easynvest
  3. Itaú
  4. Banco do Brasil
  5. XP Investimentos
 

Em termos de diversidade de opções de investimentos além da Renda Fixa e facilidade para navegação no site, entendemos que a Rico se situa no meio termo entre a Easynvest e a XP Investimentos.

 

A Rico cobrava uma “taxa de intermediação” de seus clientes para aplicações em LCI, LCA, CDB, LC e Debêntures. Esta taxa era variável com o tempo em que o investidor permanecia com o seu dinheiro aplicado e ia do mínimo de 0,10% sobre o volume aplicado (prazo até 94 dias) até o máximo de 0,80% (acima de 546 dias).

Entretanto, em 30/09/16 a Rico zerou todas essas taxas e atualmente não há mais essa cobrança.

rico corretora taxas 

 

Em relação ao Tesouro Direto, infelizmente não houve alteração na taxa e permanece a mesma cobrada anteriormente: 0,10% ao ano.

 

A abertura de conta e as aplicações também são on-line e podem ser realizadas de forma simples e rápida.

 

O ponto positivo é que, assim como a Easynvest, não há cobrança de taxa de transferência do seu dinheiro da conta da Rico de volta para o seu banco.

 

No site da Rico você pode consultar a lista com todas as taxas cobradas e demais informações que julgar relevantes para fazer a sua escolha.

 

Quais são os riscos de operar por uma corretora independente?


 

O principal medo de qualquer investidor é a falência da instituição financeira em que aplicou o dinheiro ou mesmo da corretora que intermedia os seus investimentos.

 

Para o investimento aplicado na Renda Fixa já falamos em artigo específico sobre a proteção grátis e automática do FGC.

 

Em caso de falência da corretora, a princípio você não precisa se desesperar porque poderá transferir as suas aplicações para outra corretora.

 

Entretanto, para garantir a segurança do seu dinheiro que está na conta da corretora e ainda não foi aplicado temos a seguinte dica:

 

“Evite deixar o dinheiro parado na conta da corretora. Só faça transferências para a sua conta na corretora quando realmente for investir, pois assim você garante que todo o seu dinheiro esteja aplicado em um produto garantido pelo FGC.”

 

Apesar das corretoras independentes apresentadas neste artigo possuírem muitos anos de experiência e atuação no mercado, acreditamos que esta é uma estratégia ultraconservadora para evitar riscos desnecessários.

 

Ressaltamos, também, que as três corretoras são credenciadas no CETIP. Sendo assim, todos os produtos que você adquirir através destas corretoras ficarão registrados com seu nome e o seu CPF, garantindo maior facilidade caso você precise recorrer ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC) e/ou transferir seus investimentos para outra corretora.

 

Comparativo entre Easynvest, XP Investimentos e Rico


 

 Preparamos uma tabela para que você possa comparar de forma rápida e objetiva as principais variáveis analisadas nas corretoras.

 

Easynvest XP Rico Corretora Comparativo set16

 

 (*) As três corretoras possuem variedades de investimentos muito maior do que qualquer banco tradicional. Sendo assim, a nossa definição como “média” não deve ser entendida como algo de baixa qualidade. Foi apenas uma classificação comparativa para ranquear as corretoras neste quesito.

(**) A “Rico” e a “XP Investimentos” zeraram as taxas para aplicação em Renda Fixa em agosto e setembro de 2016. Desta forma, entendemos esta medida como muito vantajosa para os investidores iniciantes que antes só encontravam taxa zero na Easynvest.

 

Ressaltamos que as três corretoras são “Agentes Integrados” do Tesouro Direto, ou seja, oferecem a facilidade do investidor efetuar as compras e vendas de títulos públicos diretamente de seus sites.


Se você está em busca de investimentos mais rentáveis e com a mesma segurança, preparamos um material contendo a nossa estratégia de investimento e detalhando toda a nossa carteira. Você saberá exatamente onde fazemos nossas aplicações visando maximizar os lucros e os mecanismos que utilizamos para minimizar os riscos.

Não perca a oportunidade e conheça o nosso guia!

Conclusão


 

Apesar da escolha da corretora ser uma decisão pessoal, esperamos que este artigo ajude o investidor a entender as principais variáveis que precisam ser analisadas para a sua tomada de decisão.

 

O mais importante é buscar informações e você já deu o primeiro passo lendo este material.

 

Independente de qual corretora você escolher, a nossa sugestão é para que fuja de investimentos no seu banco, pois há potencial para ganhos muito maiores com a mesma segurança.

 

Para isto, basta se atentar aos limites estipulados pelo FGC e seguir a nossa dica conservadora para não deixar o dinheiro parado na conta da corretora.

 

Visando te auxiliar ainda mais no processo de escolha da sua corretora, gravamos um vídeo demonstrando como é fácil abrir e operar uma conta nestas corretoras.  Você pode ver logo abaixou ou, se preferir, se inscrever em nosso canal do Youtube para ficar sempre atualizado sobre novos vídeos. 

Como investir através das corretoras Easynvest e XP Investimentos

 

 

Agora chegou a sua vez de nos ajudar com informações. Opera em alguma outra corretora? Que tal deixar um comentário logo abaixo contando suas experiências ou dúvidas?

 

Se quiser, também pode compartilhar este artigo e nos ajudar na divulgação do site. Isso é realmente muito importante para nós!

 

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Fundo Garantidor de Crédito (FGC): o seguro do seu investimento

O FGC ou Fundo Garantidor de Crédito (www.fgc.org.br), criado em 1995, é uma entidade privada, sem fins lucrativos, cuja principal função é proteger o dinheiro dos correntistas e investidores que colocam recursos nos produtos oferecidos por bancos e instituições financeiras.

 

Fundo Garantidor de Crédito_FGC

 

Caso estas instituições tenham decretada uma intervenção, liquidação extrajudicial ou estado de insolvência (falência) você terá seu dinheiro de volta até um determinado limite.

 




QUAL O LIMITE GARANTIDO PELO FGC?


 

O limite máximo é de R$ 250.000,00 por CPF e instituição financeira.

 

Ou seja, se você tem R$ 400.000,00 para investir, o aconselhável é escolher dois bancos diferentes e distribuir R$ 200.000,00 em cada, para garantir que todo o seu dinheiro esteja seguro.

 

Fundo Garantidor de Crédito

 

FUNCIONAMENTO E ABRANGÊNCIA


 

Para facilitar a sua compreensão, façamos um paralelo para uma situação muito comum em nossas vidas: os seguros de automóveis.

 

Caso você tenha contratado um determinado seguro para o seu carro e tenha sido roubado, após alguns trâmites burocráticos a seguradora te reembolsa o valor do carro, correto?

 

O conceito do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) é similar, entretanto tem as vantagens de ser grátis e automático. Ou seja, você não precisa pagar nada para ter este seguro e nem procurar o FGC para ativar esta cobertura do seu dinheiro. Basta investir em uma das instituições associadas ao fundo.

 

Todas as instituições financeiras, associações de poupança, empréstimo e financiamento são obrigadas a aderir ao “Fundo Garantidor de Crédito” para ganharem autorização para operar no Brasil. A lista completa pode ser consultada no próprio site do FGC, na opção “Associadas”.

 

Sendo assim, o fundo não se restringe aos maiores e mais tradicionais bancos do país e possui uma infinidade de bancos pequenos e médios que oferecem rendimentos excelentes.

 

De qualquer forma, caso você não conheça a instituição financeira em que está investindo o seu dinheiro e ainda tenha dúvidas sobre a sua garantia, aconselhamos que dê uma rápida conferida na lista disponibilizada pelo FGC para se tranquilizar.

 

PRINCIPAIS DÚVIDAS


 

Visando te dar mais conforto e conhecimento sobre o Fundo Garantidor de Crédito (FGC), separamos uma lista com as 10 principais perguntas que surgem neste assunto.

 

1. Como o FGC pode ser gratuito? Isso está parecendo bom demais para ser verdade. Sendo gratuito, de onde virá o dinheiro para me pagar?

 

O Fundo Garantidor de Crédito (FGC) é mantido por todas as instituições financeiras do Brasil, pois estas possuem a obrigação de contribuir com o FGC através de depósitos de 0,0125% do seu faturamento mensal.

 

Atualmente (2015), o FGC possui um patrimônio estimado em R$ 43 bilhões. É este o capital que vem sendo acumulado e serve de garantia para “salvar” os investidores em casos de necessidade.

 

2. Quais os principais investimentos / aplicações garantidos pelo FGC?

 
 

3. E os títulos púbicos (Tesouro Direto)? Também possuem a garantia do FGC?

 

Não. Neste caso, a garantia é oferecida pelo Governo Federal. Temos um artigo destinado exclusivamente ao Tesouro Direto.

4. Quando uma instituição “quebra” e eu preciso do Fundo Garantidor de Crédito (FGC), em quanto tempo recebo o dinheiro?

 

A média histórica é de um prazo de 3 meses.

 

Em nosso site, dentro da seção “Dados Históricos”, apresentamos uma lista contemplando os casos onde o FGC precisou ser acionado e os respectivos prazos para ressarcimento do dinheiro dos investidores.

 

5. A garantia de R$ 250.000 é por CPF para cada instituição financeira, certo? O mesmo CPF pode ter uma garantia de R$ 750.000 se aplicar em três bancos diferentes?

 

Sim. Caso você possua mais de R$ 250.000 disponíveis para investimento, o ideal é que distribua este dinheiro em mais de uma instituição financeira para que todo o seu investimento fique dentro do limite do Fundo Garantidor de Crédito (FGC).

 

6. Ao ser acionado, o FGC assegura ao investidor apenas o capital inicial investido? Ou garante, também, os rendimentos obtidos até a data da falência da instituição financeira?

 

O Fundo Garantidor de Crédito (FGC) assegura o valor aplicado mais o rendimento obtido até a data da intervenção ou liquidação da instituição financeira, considerando o limite máximo de R$ 250.000 por CPF.

 

Especial atenção deve ser dada ao limite de R$ 250.000 e este é um erro muito comum cometido até por investidores mais experientes.

 

Suponhamos que você tenha exatamente R$ 250.000 para ser aplicado. Um investidor desatento, alocaria todo o dinheiro em apenas 1 instituição financeira e garantiria a sua cobertura pelo FGC.

 

Entretanto, vamos supor que ele tenha escolhido um investimento que renda 10% ao ano (a.a.) com prazo de resgate em 2 anos.

 

Após 1 ano, o investidor está muito feliz, pois o seu investimento inicial se transformou em R$ 275.000.

 

Porém, o banco em que o dinheiro está aplicado “quebra” e o FGC devolve “apenas” R$ 250.000, ou seja, todo o rendimento acumulado durante o ano foi perdido. Neste caso a perda seria de R$ 25.000.

 

Para evitar situações como esta, o mais aconselhável é você fazer uma projeção do rendimento total ao longo do período de aplicação e descontar este valor do capital inicial investido.

 

Neste nosso exemplo, o rendimento após 2 anos seria algo em torno de 21% (considerando juros compostos).

 

O ideal seria investir no máximo R$ 200.000 nesta instituição financeira, pois após 2 anos este capital inicial seria transformado em R$ 242.000, ou seja, estaria completamente coberto pelo FGC em caso de “quebra” durante a vigência do investimento.

 

O saldo restante do capital inicial (R$ 50.000) poderia ser aplicado em outra instituição financeira e todo o seu dinheiro e os respectivos rendimentos obtidos estariam garantidos pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC).

 

7. Opero por uma corretora, se o banco no qual investi meu dinheiro entrar em liquidação / falência, quem dá entrada no processo junto ao FGC? Eu ou a minha corretora?

 

Uma boa corretora enviará todas as informações ao FGC e auxiliará os investidores no processo junto ao FGC.

 

8. Qual o cuidado devo ter ao escolher uma corretora?

 

Ao investir através de corretoras escolha uma que registre suas operações na Cetip. Assim o título ficará vinculado ao seu CPF, facilitando a sua identificação pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC).

 

Sendo assim, aconselhamos que procure o selo da Cetip no site da corretora e faça este questionamento antes de abrir sua conta.

 

A falta de registro do título em uma central depositária (Cetip / BM&FBovespa) não implica na perda de cobertura dada pelo FGC. No entanto, quando não há este registro, o processo de pagamento feito pelo FGC tende a ser mais demorado e dependerá de comprovação da aplicação, como, por exemplo, a apresentação da nota de negociação.

 

9. Caso a minha corretora quebre, o FGC garante todos os investimentos que eu tinha?

 

A cobertura do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) é sobre as instituições emissoras (bancos, financeiras, etc.) e não sobre as instituições intermediadoras (corretoras).

 

Em caso de quebra da corretora, o FGC não será acionado, e os ativos poderão ser transferidos para outra corretora. Ou seja, você não perderá o dinheiro investido, apenas terá que transferi-lo para outra corretora.

 

10. Quando aplico em produtos da minha corretora em bancos diferentes, cada produto de determinado banco terá a cobertura de R$ 250.000 ou o limite é com a minha corretora?

 

O limite é por instituição financeira. Ou seja, se você investiu R$ 250.000 em 4 bancos diferentes através da mesma corretora, a sua cobertura total será de R$ 1.000.000.

 

Operando os seus investimentos dentro do limite coberto pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC) e seguindo estas orientações, você estará garantindo que não perderá dinheiro mesmo em casos de falência do banco.

 

Adicionalmente, utilizaremos, também, as avaliações das agências de classificação de risco para minimizar as suas chances de precisar recorrer a este fundo.

 

Preparamos um resumo deste artigo em vídeo, onde ensinamos, também, como fazer a consulta às instituição financeiras associados a este seguro diretamente no site do FGC.

FGC: o seguro grátis e automático do seu investimento

 

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Títulos públicos: invista no Tesouro Direto com apenas R$ 30

O investimento no Tesouro Direto (títulos públicos) já foi abordado em nosso artigo sobre as principais opções de Renda Fixa.

 

Entretanto, por ser considerado o investimento mais democrático para o pequeno investidor, com aplicações iniciais partindo de R$ 30,00, entendemos que o assunto merece um artigo exclusivo para abordar todas as particularidades desta opção da Renda Fixa.

 

Além da baixa aplicação inicial, o Tesouro Direto também é considerado o investimento mais democrático porque a remuneração de um pequeno investidor que aplica R$ 30,00 é a mesma de um grande investidor que faça uma aplicação de R$ 1.000.000,00.

 

Ressaltamos que apesar de ser o investimento teoricamente mais democrático, o Tesouro Direto nem sempre oferece as maiores rentabilidades do mercado.

 

A composição da carteira de investimentos de cada investidor deve ser montada para atender às diversas variáveis envolvidas, como, por exemplo, valor total a ser investido e prazo para resgate do dinheiro.

 




O que é o Tesouro Direto?


 

É um programa do Tesouro Nacional (governo brasileiro), que negocia títulos públicos federais, por meio da internet, para pessoas físicas.

 

Títulos públicos_Tesouro Direto

 

Concebido em 2002, esse programa surgiu com o objetivo de democratizar o acesso aos títulos públicos, ao permitir aplicações com apenas R$ 30.

 

Antes do Tesouro Direto, o investimento em títulos públicos por pessoas físicas era possível somente indiretamente, por meio de fundos de renda fixa que, por cobrarem elevadas taxas de administração, reduziam a atratividade desse tipo de investimento.

 

O objetivo principal do Tesouro Direto é captar recursos para financiar atividades do Governo Federal em áreas como saúde, educação e infraestrutura.

 

Desta forma, ao comprar um título público, você estará emprestando dinheiro ao Governo. Em contrapartida, você receberá, no prazo estipulado, o que você emprestou mais os juros do período.

 

O site do Tesouro Direto é muito completo e possui vários vídeos explicativos sobre este investimento.

 

Abaixo, você poderá assistir ao vídeo oficial que fala sobre esta opção da Renda Fixa:

 

TESOURO DIRETO APRESENTA: O que é o Tesouro Direto?

 

O Tesouro Direto oferece títulos pré-fixados e pós-fixados:

 
  • Pré-fixados: você sabe exatamente a rentabilidade que irá receber se mantiver o título até a data de vencimento.
  • Pós-fixados: a rentabilidade é determinada de acordo com o desempenho de um indexador e só é conhecida efetivamente no momento do resgate da aplicação (final do investimento).
 

Os indexadores utilizados pelo Tesouro Direto são a inflação (IPCA) e a taxa básica de juros (Selic).

 

Atualmente, existem cinco opções de títulos públicos no Tesouro Direto:

 
  • Tesouro pré-fixado
  • Tesouro pré-fixado com juros semestrais
  • Tesouro IPCA+
  • Tesouro IPCA+ com juros semestrais
  • Tesouro Selic
 

É importante destacar que os títulos públicos podem ser vendidos antes do prazo final do investimento. Contudo, nestas situações, o investidor pode receber um valor menor ou maior do que fora pactuado no momento da compra.

 

Isto acontece porque os valores dos títulos públicos oscilam durante o período de vigência do investimento, o que pode levar a uma valorização ou desvalorização.

 

A única exceção é o Tesouro Selic, que sempre apresenta rentabilidade positiva.

 

Portanto, é importante se planejar antes de adquirir títulos públicos que possam apresentar rentabilidade negativa (Tesouro pré-fixado e Tesouro IPCA+).

 

Para não correr o risco de perder dinheiro, recomendamos não vender os títulos antes do vencimento.

 

Levando o título até o final, você garante que receberá as taxas pactuadas no momento da aplicação, independente das oscilações que ocorrerem durante o período de vigência da sua aplicação.

 

A seguir, são apresentados estes títulos públicos em maiores detalhes.

 

Tesouro pré-fixado


 

Como o próprio nome diz é um título pré-fixado, onde o investidor tem o conhecimento da taxa que receberá já no momento da compra do título.

 

Este papel é indicado quando a taxa básica de juros (Selic) e a inflação (IPCA) estão elevadas, mas existe a perspectiva de queda em curto e médio prazo.

 

Desta maneira, o investidor consegue manter sua rentabilidade elevada mesmo após uma possível queda da Selic e do IPCA.

 

Conforme mencionado anteriormente, este título público pode apresentar rentabilidade negativa se for resgatado antes do prazo pactuado no momento da aplicação.

 

Sendo assim, a recomendação é para que o investidor se programe para que consiga manter o investimento até o vencimento do título e receba as taxas definidas no momento da aplicação.

 

Tesouro IPCA+


 

Título pós-fixado que remunera de acordo com a variação do IPCA (indicador oficial da inflação).

 

Este título público proporciona rentabilidade real, pois seu rendimento é composto por duas parcelas:

 

Variação da inflação (IPCA) + Taxa de juros pré-fixada

 

Sendo assim, a principal atração deste título é a garantia de sempre ganhar da inflação.

 

A rentabilidade real (descontada a inflação do período) é dada pela taxa de juros pré-fixada, estabelecida no momento da aplicação.

 

A compra deste título é recomendada quando existe a expectativa de elevação dos preços (aumento da inflação).

 

Assim como o “Tesouro pré-fixado”, este título pode apresentar rentabilidade negativa. Por este motivo, o aconselhável é se programar para não precisar resgatar o investimento antes do prazo combinado e, assim, evitar a possibilidade de perdas de capital.

 

Tesouro pré-fixado com juros semestrais e Tesouro IPCA+ com juros semestrais


 

A lógica destes títulos públicos é semelhante aos seus correspondentes (pré-fixado e IPCA+) com a única diferença de haver o recebimento dos rendimentos com uma periodicidade de seis meses (juros semestrais).

 

Já no “Tesouro pré-fixado” e “Tesouro IPCA+” todo o rendimento é recebido apenas no final da aplicação.

 

Cabe destacar que no pagamento destes rendimentos semestrais também há incidência de Imposto de Renda (IR), obedecendo à tabela regressiva (apresentada mais adiante neste artigo no item “Tributação e Taxas”).

 

Deste modo, se você planeja reinvestir os valores recebidos a cada seis meses, é mais interessante investir em um papel que não paga juros semestrais, pois o valor gasto com o pagamento do Imposto de Renda será regressivo e, portanto, menor.

 

Contudo, caso a sua intenção seja utilizar parte do rendimento recebido semestralmente para complementar sua renda, talvez seja mais interessante optar pelos títulos públicos com juros semestrais apesar da menor rentabilidade final.

 

De forma direta, os juros semestrais representam uma antecipação do pagamento da rentabilidade do título. Não significam, portanto, uma rentabilidade adicional.

 

Já nos títulos públicos que não pagam juros semestrais, toda a rentabilidade é acumulada e paga somente no seu vencimento.

 

Tesouro Selic


 

Título pós-fixado que remunera de acordo com a variação da taxa básica de juros (Selic).

 

Sendo assim, é um grande atrativo para períodos nos quais a Taxa Selic se encontra elevada.

 

Além disso, representa uma ótima opção para investidores mais conservadores, já que a venda deste papel antes do prazo de vencimento não acarreta perdas.

 

Isso ocorre porque o “Tesouro Selic” é o único título do Tesouro Direto que sempre apresenta rentabilidade positiva.

 

Este título público não oferece a opção de pagamento de juros semestrais. Desta forma, o resgate da aplicação é feito apenas no vencimento do título.

 

Aplicação mínima


 

R$ 30,00 (trinta reais).

 

Aplicação máxima


 

O limite mensal é de R$ 1.000.000,00 (um milhão de reais).

 

Ressalta-se que não há limite para vendas. Sendo assim, caso você tenha R$ 2.000.000,00 (dois milhões de reais) aplicados no Tesouro Direto, você poderá efetuar a venda / resgate de todo o seu dinheiro num único mês.

 

Preços e taxas (remuneração) dos títulos públicos disponíveis em 26/11/15


 

No momento da elaboração deste artigo, o Tesouro Direto disponibilizava as seguintes opções:

 

títulos públicos_Tesouro Direto_nov2015A quantidade mínima de compra é a fração de 0,01 título, ou seja, 1% do valor de um título, desde que respeitado o valor mínimo de R$ 30,00.

 

O investidor pode comprar 0,01 título; 0,02 título; 0,03 título e assim por diante.

 

Curiosidades e números do Tesouro Direto


 

O Tesouro Direto ultrapassou a marca de 230.000 investidores cadastrados em 2015, representando um aumento em torno de 80% em relação ao ano de 2014.

 

A soma das aplicações neste tipo de investimento atingiu cerca de R$ 25 bilhões no final de 2015 e o título público com maior preferência dos investidores continua sendo o “Tesouro IPCA+”.

 

Títulos públicos_Tesouro Direto_Estoque

 

Pela análise dos dados é possível observar o aumento da compra do “Tesouro Selic”, o que sugere a migração de recursos da poupança para este tipo de investimento.

 

O Tesouro Direto disponibiliza também a distribuição dos investidores por faixa etária.

 

Títulos públicos_Tesouro Direto_Faixa_Etária

 

Em 2014, mais de 50% dos investidores possuíam menos de 36 anos. Entretanto, nota-se que a partir de 2015 houve um incremento considerável dos investidores nas faixas etárias mais avançadas.

 

Liquidez


 

Apesar dos prazos para resgate serem relativamente longos (atualmente o menor prazo é em torno de 2 anos e o maior de 35 anos!), o Tesouro Direto garante a recompra diária dos seus títulos públicos, ou seja, o investidor possui liquidez diária e poderá vender antecipadamente os títulos adquiridos.

 

Essa opção de venda dos títulos pelos investidores será aberta todos os dias úteis, a partir das 18h, e encerrada às 5h do dia seguinte.

 

Nos fins de semana e feriados, essa funcionalidade será oferecida o dia inteiro.

 

Em relação às compras dos títulos públicos, os investidores podem efetuá-las todos os dias, entre às 9 horas de um dia às 5 horas do dia seguinte.

 

Nos fins de semana, é possível comprar entre às 9 horas de sexta-feira às 5 horas de segunda-feira, ininterruptamente.

 

Em todos os casos, as transações serão executadas sob os últimos preços de fechamento de mercado disponíveis.

 

Novamente ressaltamos que nos casos de venda antes do prazo de vencimento dos títulos pré-fixados e IPCA+, o investidor pode receber um valor menor ou maior do que fora investido, dependendo da oscilação do papel.

 

A única exceção é o Tesouro Selic, que sempre apresenta rentabilidade positiva.

Sendo assim, mantemos nossa recomendação para que o investidor se programe para comprar títulos nos quais ele tenha maior certeza de que conseguirá levar o investimento até o prazo de resgate definido.

 

Para entender de forma mais aprofundada as motivações para as oscilações nos preços dos títulos, recomendamos que assista ao vídeo abaixo:

 

TESOURO DIRETO APRESENTA: Entenda o Mercado de Títulos Públicos

 

Como investir


 

Não é possível efetuar diretamente a compra dos títulos públicos junto ao Tesouro Direto.

 

Para realizar este investimento você precisa obrigatoriamente abrir conta em uma instituição financeira habilitada (agente de custódia) para intermediar suas transações com o Tesouro.

 

Essa instituição financeira pode ser um banco ou uma corretora independente e o site do Tesouro Direto disponibiliza a relação das instituições habilitadas a operar com títulos públicos.

 

Atualmente estamos monitorando as três principais corretoras do mercado (Easynvest, XP Investimentos e Rico), mas a escolha é sempre algo muito pessoal e varia de acordo com o perfil de cada investidor.

 

Os títulos públicos são registrados sob a titularidade do comprador, no ambiente seguro da BM&FBOVESPA, podendo ser consultado a qualquer tempo por meio do seu extrato no site do Tesouro Direto.

 

Isto reforça a segurança do Programa, pois permite ao investidor mudar de instituição financeira, na eventualidade de problemas com o seu agente de custódia original, sem colocar em risco a sua aplicação.

 

Cabe ressaltar que os títulos públicos são negociados apenas escrituralmente, isto é, não existe um documento físico que represente o título.

 

Mais uma vez iremos recorrer ao vídeo oficial do Tesouro Direto contendo todos os passos para você iniciar seus investimentos em títulos públicos:

 

TESOURO DIRETO APRESENTA: Como investir no Tesouro Direto?

 

Tributação e Taxas


 

Assim como os investimentos em LC e CDB, o Tesouro Direto sofre a incidência de dois impostos, a saber:

Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) nos títulos públicos

 

É cobrado somente quando o resgate acontece com menos de 30 dias do início da aplicação.

 

A alíquota é regressiva com o tempo e o imposto incide somente sobre o valor do lucro auferido com a aplicação.

 

títulos públicos_Tesouro Direto_Tributação_Imposto_IOFSe o investidor mantiver a aplicação por mais de 30 dias, não pagará nada deste imposto.

 

Imposto de Renda (IR)

 

Assim como IOF a alíquota também é regressiva com o tempo e incide somente sobre o valor do lucro do investimento.

 

A diferença em relação ao IOF é que este imposto sempre será cobrado e não existe um limite para que o investidor seja isento (no caso do IOF, basta manter o investimento por mais de 30 dias e o imposto não será descontado).

 

A alíquota mais alta é de 22,5% (para aplicações de até 180 dias) e a mais baixa é de 15% (para aplicações acima de 720 dias), conforme pode ser observado na tabela a seguir:

 

Títulos públicos_Tesouro Direto_Tributação_Imposto_IR_Os valores referentes aos impostos (IOF e IR) são recolhidos pela instituição financeira no momento do resgate da aplicação. Em outras palavras, a importância que o banco lhe paga já vem com os descontos dos impostos.

 

Ou seja, você não precisa se preocupar em fazer cálculos para saber o quanto deve de imposto e nem imprimir guias para efetuar o pagamento, pois o desconto é feito automaticamente pela instituição financeira.

 

É importante destacar que os impostos são cobrados somente sobre os rendimentos da aplicação, ou seja, se você aplicou R$ 10.000 e resgatou R$11.000, os impostos incidirão somente sobre os R$ 1.000 que você obteve de lucro.

 

Além desta tributação, os investimentos no Tesouro Direto sofrem a incidência de duas outras taxas, que não são cobradas nas demais aplicações em Renda Fixa:

 

Taxa cobrada pela BM&Bovespa

 

Taxa de custódia de 0,3% ao ano (a.a.), que incide sobre o valor dos títulos e se refere aos serviços de guarda dos títulos e às informações e movimentações dos saldos.

 

Taxa cobrada pela instituição financeira (agente de custódia)

 

É livremente pactuada entre a instituição e o investidor, podendo variar de 0,0% a 2,0% do valor total investido.

 

Acesse aqui a lista fornecida pelo Tesouro Direto contendo todas as instituições habilitadas para operar com títulos públicos e as respectivas taxas cobradas.

 

Riscos


 

Apesar de não possuírem a garantia do FGC, os títulos públicos são considerados os ativos mais seguros do mercado, pois são garantidos pelo Tesouro Nacional.

 

Teoricamente, o país só deixaria de honrar seus compromissos se realmente “quebrasse”.

 

Neste caso, provavelmente toda a economia do país estaria arruinada e os bancos e o próprio FGC, que investe parte do seu dinheiro em títulos públicos, também não seriam capazes de honrar seus compromissos.

 

Ou seja, se o país “quebrar” e você tomar um calote do Governo Federal, muito provavelmente o FGC também não terá condições de honrar os seus compromissos e, neste caso, não haverá investimento seguro no país. Nem a tradicional Caderneta de Poupança!

 

Resumo


 

Aprendemos neste artigo o funcionamento dos investimentos em títulos públicos e as diversas peculiaridades desta aplicação.

 

Para facilitar a fixação dos conceitos apresentados, preparamos o seguinte resumo:

 
  • O Tesouro Direto negocia títulos públicos federais, por meio da internet, para pessoas físicas.
  • Ao comprar um título público você está emprestando dinheiro ao Governo Federal e, em troca, receberá juros.
  • Em virtude da aplicação mínima ser de apenas R$ 30, este investimento é tido como o mais democrático do mercado.
  • Você possui a opção pela compra de títulos pré-fixados e pós-fixados (Selic e IPCA+).
  • O Tesouro Direto garante a recompra diária dos seus títulos públicos, ou seja, o investidor possui liquidez diária e poderá vender antecipadamente os títulos adquiridos.
  • Caso o investidor necessite resgatar o título antes do prazo de vencimento, ele pode receber um valor menor ou maior do que fora investido, dependo da oscilação do papel. A única exceção é o Tesouro Selic, que sempre apresenta rentabilidade positiva.
  • Para realizar este investimento, você precisa obrigatoriamente abrir conta em uma instituição financeira habilitada (agente de custódia) para intermediar suas transações com o Tesouro.
  • Existe a incidência de dois impostos (IOF e IR) e duas taxas (BM&Bovespa e instituição financeira) sobre os investimentos em títulos públicos.
  • Apesar de não possuírem a garantia do FGC, os títulos públicos são considerados os ativos mais seguros do mercado.
 

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LCI, LCA, CDB, LC e TESOURO: entenda os investimentos em Renda Fixa

Um dos principais motivos para a maior parcela da população possuir aversão à palavra “investimento” é a dificuldade de entender o funcionamento das diversas aplicações financeiras disponíveis no mercado.

 

Entretanto, você não precisa conhecer todas as opções de investimentos para fazer um bom negócio.

 

Além do mais, tenha cuidado para não se deixar levar por promessas de ganhos exorbitantes sem a mínima garantia de segurança.

 

Por isso, se você tem um perfil conservador e está em busca de investimentos seguros e com rentabilidades comprovadamente atrativas, você não pode deixar de conhecer as principais opções de Renda Fixa.

 

Sendo assim, o nosso conselho é para que você direcione o foco para se manter nestes bons investimentos.




E qual seria a definição de “bons investimentos”?


 

Como visto no artigo sobre a Poupança, uma boa aplicação é aquela que rende mais do que a inflação.

 

Ou seja, fazendo este investimento você está efetivamente aumentando o seu patrimônio e, consequentemente, enriquecendo.

 

Portanto, esta é a nossa definição:

 

“Bons investimentos são todas as aplicações financeiras capazes de render acima da inflação”

LCI_LCA_CDB_Tesouro_Direto_LC_Renda_Fixa_bonsinvestimentos

 

Sendo assim, que tal conhecer e aprender as regras de funcionamento dos investimentos em Renda Fixa que estão no topo das recomendações dos principais economistas e com possibilidade de ganhos 2x maior do que a poupança?

 

A princípio, você pode estranhar as siglas cheias de letras sem o menor sentido.

 

Mas, te pedimos apenas 20 minutos para provar que você pode entender e aplicar com confiança nestes produtos da Renda Fixa. Esse é o tempo que você gastará lendo este artigo até o final.

 

Para te animar, posso garantir que a lógica destes cinco investimentos é muito parecida. Ou seja, entendendo a ideia principal de um deles, você conseguirá absorver o conhecimento de todos.

 

Entendendo o conceito da Renda Fixa


 

Investir em Renda Fixa significa emprestar dinheiro para o emissor de um determinado produto financeiro. Este emissor pode ser um banco, uma empresa ou até mesmo um governo.

 

O investidor é beneficiado através do recebimento de juros, enquanto o emissor consegue captar recursos para investimentos ou pagamento de dívidas.

 

Os títulos de Renda Fixa podem ser classificados em:

 
  • Pré-fixados: a rentabilidade é conhecida no momento da aplicação (início do investimento).
 
  • Pós-fixados: a rentabilidade é determinada de acordo com o desempenho de um indexador e só é conhecida efetivamente no momento do resgate da aplicação (final do investimento).
 

Obs.: Os indexadores mais utilizados são o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo, índice oficial para medir a inflação) e o CDI (Certificado Depósito Interbancário, índice que geralmente acompanha a taxa de juros SELIC).

 

Apesar de não ser possível saber com exatidão qual será a rentabilidade de um produto pós-fixado, é possível prever através da observação do histórico dos indexadores e das perspectivas futuras dos principais índices econômicos.

 

Para facilitar o entendimento, vamos a exemplos práticos:

 

Título pré-fixado com remuneração de 15% ao ano (a.a.):

 
 

Caso você opte por investir R$10.000,00 neste título, você receberá R$11.500,00 ao final de 1 ano.

 

Em outras palavras, você sabe exatamente qual será a sua remuneração já no início do investimento.

 

Título pós-fixado com remuneração atrelada ao IPCA:

 

Caso você opte por adquirir este título, sua rentabilidade irá variar de acordo com este indicador.

 

Suponhamos que o IPCA (inflação) acumulado dos últimos 12 meses tenha ficado em 10%.

 

Neste caso, se você investiu R$ 10.000,00 neste título há 1 ano, você receberá R$11.000,00 hoje. Ou seja, seu rendimento de 10% foi igual ao IPCA do período.

 

Contudo, é importante destacar que no início do investimento (há 1 ano), você poderia até ter uma estimativa, mas não sabia com exatidão qual seria o valor do IPCA na data de vencimento da sua aplicação.

 

Em outras palavras, neste caso você só sabe quanto será a sua remuneração ao final do investimento.

 

Com estes exemplos, fica claro que a escolha por um título pré ou pós-fixado depende muito do perfil e conhecimento do investidor.

 

Caso o investidor esteja acompanhando com certa frequência o noticiário de economia, terá maior autonomia para decidir entre um título pré e pós-fixado.

 

Se o investidor não possui noção sobre os principais índices da economia (IPCA, CDI, SELIC), recomendamos que consulte nossas seções sobre o tema (histórico e índices), feitas para poupar o seu precioso tempo em busca de diversas informações espalhadas pela internet.

 

Se a dúvida ainda persistir, lembre-se da nossa definição de “bons investimentos” e escolha aquele com maior chance de ganhar da inflação (IPCA). Inicialmente pode parecer difícil, mas não é. E estaremos aqui para te auxiliar no que for possível.

 

Investimentos em Renda Fixa


 

Os principais investimentos em Renda Fixa são:

 
  • Caderneta de Poupança (mais tradicional e popular)
  • LCI: Letra de Crédito Imobiliário
  • LCA: Letra de Crédito do Agronegócio
  • CDB: Certificado de Depósito Bancário
  • LC: Letra de Câmbio
  • Tesouro Direto
 

LCI_LCA_CDB_Tesouro_LC_Renda_Fixa_bonsinvestimentos

 

A seguir, apresentamos uma breve explicação sobre os principais investimentos em Renda Fixa, atualmente mais lucrativos e com a mesma segurança da famosa Poupança.

 

LCI: Letra de Crédito Imobiliário


 

As LCIs são títulos criados com o objetivo de captar recursos para os financiamentos imobiliários.

 

Vantagens:

 
  • Aplicação mínima de R$ 1.000 (Banco do Brasil).
  • Isenção de IR (Imposto de Renda).
  • Seguro de até R$ 250.000, garantido pelo FGC, em caso de falência da instituição financeira.
 

Desvantagens:

 
  • Tirando a aplicação no Banco do Brasil, geralmente o investimento mínimo é de R$ 10.000 (bancos menores) e R$ 30.000 (Caixa e Santander).
  • Prazo mínimo para resgate de 90 dias.
 

LCA: Letra de Crédito do Agronegócio


 

As LCAs são títulos emitidos por instituições financeiras com o objetivo de captar recursos para financiar o agronegócio.

 

Do ponto de vista da remuneração do investidor, esta aplicação pode ser considerada uma irmã gêmea da LCI.

 

Vantagens:

 
  • Isenção de IR (Imposto de Renda).
  • Seguro de até R$ 250.000, garantido pelo FGC, em caso de falência da instituição financeira.
 

Desvantagens:

 
  • Geralmente a aplicação mínima é de R$ 10.000 (bancos menores) e R$ 30.000 (bancos maiores).
  • Prazo mínimo para resgate de 90 dias.
 

CDB: Certificado de Depósito Bancário


 

O CDB é um título de crédito privado, emitido exclusivamente por bancos.

 

Nesta modalidade, o investidor empresta uma determinada quantia ao banco e ao final da aplicação, o banco devolve o valor investido mais os juros do período, que dependerá da taxa pactuada entre o investidor e o banco.

 

Vantagens:

 
  • Aplicação mínima de R$ 100.
  • Possibilidade de compra de títulos com liquidez diária, ou seja, a aplicação não fica “presa” e você pode resgatar quando desejar.
  • Seguro de até R$ 250.000, garantido pelo FGC, em caso de falência da instituição financeira.
 

Desvantagens:

 
  • Geralmente aplicações iniciais menores do que R$ 10.000 não garantem um bom rendimento. Quanto maior o valor aplicado, maiores são as taxas oferecidas pelos bancos.
  • Incidência de dois impostos: IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) e IR (Imposto de Renda).
 

LC: Letra de Câmbio


 

A Letra de Câmbio é um título que possui características semelhantes ao CDB.

 

A grande diferença entre estes títulos reside na instituição emissora. Ao contrário dos CDBs, que são emitidos por bancos, as LCs são emitidas por financeiras.

 

É importante destacar que apesar da palavra “câmbio” estar presente no nome deste título, não existe nenhuma relação com flutuações de moedas estrangeiras.

 

Vantagens:

 
  • Possibilidade de compra de títulos com liquidez diária, ou seja, a aplicação não fica “presa” e você pode resgatar quando desejar.
  • Seguro de até R$ 250.000, garantido pelo FGC, em caso de falência da instituição financeira.
 

Desvantagens:

 
  • Geralmente a aplicação mínima é de R$ 10.000.
  • Incidência de dois impostos: IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) e IR (Imposto de Renda).
 

Tesouro Direto


 

O Tesouro Direto (http://www.tesouro.fazenda.gov.br/tesouro-direto) é um programa do Tesouro Nacional, que negocia títulos públicos federais, por meio da internet, para pessoas físicas.

 

O objetivo principal deste programa é captar recursos para financiar atividades do Governo Federal em áreas como saúde, educação e infraestrutura.

 

Dessa forma, ao comprar um título público, você estará emprestando dinheiro ao Governo.

 

O Tesouro Direto oferece títulos pré-fixados e pós-fixados.

 

Como é o investimento mais complexo e com maiores possibilidades, dedicamos um artigo específico só para tratar sobre o Tesouro Direto (acesse aqui).

 

Vantagens:

 
  • Aplicação mínima de apenas R$ 30 (trinta reais!)
  • Liquidez diária, ou seja, a aplicação não fica “presa” e você pode resgatar quando desejar.
  • São considerados os investimentos mais seguros do mercado, apesar de não possuírem a cobertura do FGC.
 

Desvantagens:

 
  • Incidência de dois impostos: IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) e IR (Imposto de Renda).
  • Pagamentos de taxa de custódia para a Bovespa (0,3% ao ano) e taxa para a instituição financeira (variável).
  • Apesar de possuir liquidez diária, alguns títulos podem apresentar rentabilidade negativa se forem resgatados antes do prazo acordado no momento da compra.
 

Riscos


 

Todos os investimentos apresentados, com exceção do Tesouro Direto, possuem a proteção de um seguro grátis e automático chamado FGC (Fundo Garantidor do Crédito).

FGC

 

O limite máximo protegido é de R$ 250.000 por instituição financeira e devido à relevância do tema preparamos um artigo específico para abordar o funcionamento e abrangência do FGC.

 

Entendendo a Tributação na Renda Fixa


 

Os investimentos isentos de tributação são:

 
  • LCI
  • LCA
 

Os demais investimentos (LC, CDB e Tesouro) sofrem a incidência de dois impostos, a saber:

 

Imposto sobre Operações Financeiras (IOF)

 

É cobrado somente quando o resgate acontece com menos de 30 dias do início da aplicação.

 

A alíquota é regressiva com o tempo e o imposto incide somente sobre o valor do lucro auferido com a aplicação.

 

Tesouro_Direto_CDB_LC_Tributação_Imposto_IOF

 

Se o investidor mantiver a aplicação por mais de 30 dias, não pagará nada deste imposto.

 

Imposto de Renda (IR)

 

Assim como IOF a alíquota também é regressiva com o tempo e incide somente sobre o valor do lucro do investimento.

 

A diferença em relação ao IOF é que este imposto sempre será cobrado e não existe um limite para que o investidor seja isento (no caso do IOF, basta manter o investimento por mais de 30 dias e o imposto não será descontado).

 

A alíquota mais alta é de 22,5% (para aplicações de até 180 dias) e a mais baixa é de 15% (para aplicações acima de 720 dias), conforme pode ser observado na tabela a seguir:

 

Tesouro_Direto_CDB_LC_Tributação_Imposto_IR

 

Os valores referentes aos impostos (IOF e IR) são recolhidos pela instituição financeira no momento do resgate da aplicação. Em outras palavras, a importância que o banco lhe paga já vem com os descontos dos impostos.

 

Ou seja, você não precisa se preocupar em fazer cálculos para saber o quanto deve de imposto e nem imprimir guias para efetuar o pagamento, pois o desconto é feito automaticamente pela instituição financeira.

 

É importante destacar que os impostos são cobrados somente sobre os rendimentos da aplicação, ou seja, se você aplicou R$ 10.000 e resgatou R$11.000, os impostos incidirão somente sobre os R$ 1.000 que você obteve de lucro.

 

Obs.: Ressalta-se que os investimentos feitos no Tesouro Direto, além desta tributação, sofrem a incidência de duas outras taxas (custódia paga para a Bovespa e para a instituição financeira), conforme citado anteriormente.

 

Como investir


 

Os investimentos podem ser feitos através de um banco ou uma corretora de valores.

 

Nossa análise é mais favorável às corretoras em função das maiores opções de investimentos e rentabilidades mais atrativas, além das facilidades de operar pela internet.

 

Entretanto, este é um assunto muito importante e dedicamos um artigo exclusivo para tratar sobre o tema “Como Investir”.

 

Resumo


 

Reconhecemos que este foi um artigo denso e talvez você ainda não esteja tão familiarizado com os investimentos apresentados em função do elevado número de informações transmitidas.

 

Mas se chegou até este ponto, gostaríamos de te dar os parabéns e dizer que está no caminho certo para melhorar a sua vida financeira.

 

Com o intuito de revisar o conteúdo apresentado e facilitar a sua compreensão, preparamos uma tabela comparativa englobando as principais informações que você precisa saber em cada opção de investimento.

 

LCI_LCA_CDB_Tesouro_Direto_LC_Renda_Fixa_bonsinvestimentos_

 

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Caderneta de Poupança: pare de perder dinheiro!

Você gosta da “segurança” da caderneta de poupança e tem medo de investir?

 

Na sua cabeça, a palavra investimento está relacionada a grandes riscos de perder dinheiro?

 

Você pensa que investimento é algo difícil e que demanda muito tempo?

 

Se você respondeu “sim” a estas perguntas, provavelmente o seu dinheiro está realmente “investido” na famosa “Caderneta de Poupança”.

 

Poupança_Caderneta_Porquinho

Histórico e Rentabilidade





A caderneta de poupança é a forma mais antiga e popular de aplicação financeira do Brasil e foi criada em 1861 pelo Imperador Dom Pedro II, juntamente com a Caixa Econômica Federal.

 

Atualmente, a poupança possui duas formas de rentabilidade, que variam de acordo com as datas de depósitos:

 

poupanca_rentabilidade_remuneracao_historico

 

Obs.: A Taxa Referencial (TR) é uma taxa de juros básica, divulgada mensalmente pelo Banco Central e calculada a partir da taxa média mensal ponderada dos CDBs das trinta maiores instituições financeiras do país.

 

Cenário Atual


 
  • Taxa SELIC (fev/16): +14,25% ao ano (a.a.)
  • Remuneração da poupança: 0,50% ao mês + TR
  • Remuneração da poupança nos últimos 12 meses (fev/15 a jan/16): 8,12% ao ano (a.a.)
  • Inflação dos últimos 12 meses medida pelo IPCA (fev/15 a jan/16): 10,71% ao ano (a.a.)

A prova matemática de que você está perdendo dinheiro na caderneta de poupança


 

De posse destas informações, já podemos provar como você está perdendo o seu dinheiro ao simplesmente deixar o seu patrimônio aplicado na poupança, através de um exemplo simples.

 

Suponhamos que há 1 ano você tivesse a oportunidade de comprar uma TV de última geração por R$ 5.000,00.

 

Entretanto, por algum motivo você não efetuou a compra e deixou a quantia de R$ 5.000,00 na poupança.

 

Com o rendimento no último ano de 8,12%, você hoje tem R$ 5.406,00 e resolve finalmente comprar a TV.

 

Ao chegar à loja, o vendedor informa que a TV aumentou de preço com base na inflação e custa atualmente R$ 5.535,50.

 

Inconformado com esta situação, você faz algumas pesquisas na internet e confirma que a inflação acumulada nos últimos 12 meses medida pelo IPCA foi de 10,71% (fev/15 a jan/16).

 

Ou seja, no início de 2015 você poderia comprar a TV de R$ 5.000,00, mas depois de 1 ano com o dinheiro na caderneta de poupança você precisaria completar com mais R$ 129,50 para comprar a mesma televisão.

 

Está achando pouco dinheiro?

 

Imagina, então, que no lugar da TV você estivesse comprando uma casa nova no valor de R$ 400.000,00?

 

Neste caso, você precisaria completar com mais de R$ 10.000!

 

Acredito que ninguém gosta de perder valores tão elevados…

 

Perdas ainda maiores no longo prazo


 

Atualmente, as pessoas que simplesmente deixam seu dinheiro na poupança com medo de investir estão perdendo em torno de 2,6% ao ano (a.a.), considerando a diferença entre o rendimento da poupança e a inflação dos últimos 12 meses (8,12% e 10,71%, respectivamente).

 

E se já perdemos dinheiro em apenas 1 ano, como seria uma perda desta ordem de grandeza ao longo do tempo?

 

Como uma imagem vale mais do que mil palavras, o gráfico a seguir ilustra como seria a evolução de um patrimônio inicial de R$ 50.000,00 (cinquenta mil reais) considerando um rendimento da poupança de 8,12% a.a. contra um investimento que rende os mesmos 10,71% a.a. da inflação nos últimos 12 meses.

 

Poupança x Inflação_IPCA

 

Perceba que no início a diferença não é tão considerável, mas com o passar dos anos (graças aos juros compostos) a diferença passa a ser muito grande.

 

A forma mais apropriada de ler este gráfico é a seguinte: mantendo um investimento que me remunere igualmente à inflação eu manterei o meu poder de compra ao longo dos anos.

 

Por outro lado, caso eu mantenha meu dinheiro em uma aplicação que renda abaixo da inflação (como o atual momento da poupança), estarei perdendo meu poder de compra e, consequentemente, empobrecendo com o passar dos anos.

 

Chega de “queimar” dinheiro


 

Você sabia que atualmente nós temos disponíveis muitos investimentos remunerando acima da inflação com a mesma segurança da poupança?

 

E que alguns destes investimentos chegam a pagar o dobro da sua “velha conhecida” Caderneta de Poupança?

 

Se a sua resposta foi “não”, você precisa ler urgentemente o nosso artigo sobre os melhores investimentos para 2016.

 

Nestes investimentos, os rendimentos seriam ainda maiores do que aqueles apresentados no gráfico e você estaria ganhando dinheiro efetivamente e aumentando o seu poder de compra, ou seja, enriquecendo verdadeiramente.

 

Muitas pessoas não investem com a desculpa de que podem precisar do dinheiro a qualquer momento para eventuais emergências. Entretanto, existem opções muito mais atrativas do que a poupança e com liquidez diária, ou seja, você pode sacar o dinheiro quando quiser.

 

Para saber como fazer estas aplicações de forma segura fique atento às nossas próximas publicações, onde apresentaremos todas estas opções e daremos o passo a passo para você iniciar os seus investimentos.

 

Para finalizar, deixo uma mensagem para reflexão:

 
 

“As pessoas tem tanto medo de perder dinheiro, que elas perdem…”

(frase extraída do livro “Pai Rico Pai Pobre”, de Robert T. Kiyosaki e Sharon L. Lechter)

 
 
 

Gostou do artigo? Conhece pessoas que ainda resistem em manter seu dinheiro na poupança? Que tal compartilhar este material para ajudá-las a entender a verdadeira lógica deste tipo de aplicação?


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