Produção industrial avança em maio

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou na quinta-feira, 02, que a produção industrial brasileira cresceu 7% em maio, na comparação com abril. A alta foi a maior já registrada pela pesquisa para um mês de maio.

Contudo, na comparação com o mesmo mês de 2019, houve perdas de 21,9%. Já no ano a indústria acumulou um recuo de 11,2% e em 12 meses, a queda é de 5,4%.

Setores

A alta de maio foi generalizada e subiu em 20 dos 26 ramos pesquisados pelo IBGE.

Esse resultado foi impulsionado pelo retorno à produção (mesmo que parcialmente) de unidades produtivas, após as paralisações/interrupções da produção ocorridas em várias unidades produtivas, devido aos efeitos causados pela pandemia da COVID-19.

Resultados positivos:

  • Veículos automotores, reboques e carrocerias (244,4%);
  • Bebidas (65,6%);
  • Outros equipamentos de transporte (57,9%);
  • Couro, artigos para viagem e calçados (49,7%);
  • Móveis (49,1%);
  • Equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (18,0%);
  • Produtos do fumo (17,8%);
  • Produtos de minerais não-metálicos (16,9%);
  • Coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (16,2%);
  • Produtos de borracha e de material plástico (13,5%);
  • Produtos de metal (13,4%);
  • Máquinas, aparelhos e materiais elétricos (13,2%);
  • Confecção de artigos do vestuário e acessórios (12,3%);
  • Produtos têxteis (10,2%);
  • Metalurgia (9,5%);
  • Máquinas e equipamentos (9,0%);
  • Indústria geral (7,0%);
  • Produtos farmoquímicos e farmacêuticos (4,7%);
  • Produtos de madeira (1,6%);
  • Impressão e reprodução de gravações (0,4);
  • Produtos alimentícios (0,3%).

Resultados negativos:

  • Produtos diversos (-10,9%);
  • celulose, papel e produtos de papel (-6,4%);
  • perfumaria, sabões, produtos de limpeza e de higiene pessoal (-6,0%);
  • indústrias extrativas (-5,6%);
  • Manutenção, reparação e instalação de maquinas e equipamentos (-3,0%);
  • Outros produtos químicos (-0,6%).

Categorias Econômicas

Contudo, já entre as grandes categorias econômicas, bens de consumo duráveis, ao crescer 92,5%, e bens de capital (28,7%) se mostraram as taxas positivas mais acentuadas em maio de 2020.

Ambos interromperam dois meses de queda na produção e marcando os avanços mais elevados desde o início de suas séries históricas.

Bens de consumo semi e não-duráveis e bens intermediários, registraram crescimento de 8,5% e 5,2% respectivamente.

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