Marfrig deverá surpreender com resultados do 2º trimestre, indicam analistas

Ao que tudo indica, o resultado do segundo trimestre de 2020 (2T20) da Marfrig deverá surpreender investidores.

O Credit Suisse estima que a Companhia deverá apresentar um crescimento de 44% da receita e um crescimento de 144% do Ebitda se comparados os resultados do primeiro trimestre de 2020 com o de 2019.

Além disso, se as projeções de fato estiverem corretas, a Marfrig entregará no primeiro semestre de 2020, 75% dos resultados mais otimistas esperados pelo mercado para esse ano.

Hoje, 17, na abertura do pregão a Companhia já apresenta ganhos de 1,34%, aos R$ 13,60 no Ibovespa. Analistas de mercado enfatizam que 2020 será o melhor ano da Marfrig.

A Companhia deverá registrar um Ebitda de R$ 7,5 bilhões, o maior número já apresentado em sua história.

Diante deste cenário, os analistas elevaram o preço-alvo do papel de R$ 16 para R$ 20. A recomendação é de compra com um potencial de alta de 50%.

Desempenho positivo

As operações da Marfrig no período apresentaram um desempenho positivo tanto na América do Sul quanto nos Estados Unidos.

Vale destacar a National Beef, controlada da Marfrig nos EUA, deverá registrar um desempenho extremamente positivo.

Um dos motivos é que a oferta mais restrita de carne bovina nos EUA acarretou na elevação dos spreads ao seu recorde.

Outro fato importante, é que o crescimento das despesas relativas ao coronavirus não foram um impeditivo ao ponto de evitar uma forte expansão das margens operacionais do negócio.

As operações na América do Sul também registraram mais um trimestre positivo.

Os bons resultados foram impulsionados por uma forte dinâmica das exportações, pois houve a retomada da demanda por carne bovina no exterior e uma depreciação do real brasileiro de 20% na comparação trimestral.

Lado ruim

O lado ruim de apurar resultados tão positivos no 2º trimestre, é que geralmente após um trimestre de resultados extraordinários, os balanços dos trimestres posteriores não são tão positivos quanto.

De acordo com relatório do Credit Suisse, no caso da Marfrig não haverá uma tempestade nos próximos meses.

Segundo os analistas, mesmo que os resultados não sejam tão positivos quanto o apurado no trimestre atual, a expectativa é que os spreads das operações nos EUA continuem muito elevados, possibilitando assim que o cenário continue otimista.

Eles ainda ressaltam, mesmo que as margens se deteriorem na América do Sul com base no aumento de 10% do valor do gado no Brasil, o brilho da Companhia não deverá se apagar.

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