Setor elétrico poderá ser prejudicado com o fim da isenção da tarifa social

A XP Investimentos avaliou que o possível final da isenção da tarifa social poderá aumentar a inadimplência e afetar o setor elétrico.

Segundo a XP, há grandes chances de empresas como a Equatorial, Energisa e Neoenergia que operam com distribuição de energia para as regiões mais carentes do Brasil no Nordeste e no Norte serem as mais prejudicadas por tal medida.

Informações divulgadas na mídia brasileira afirmam que a Associação Brasileira de Distribuidoras de Energia Elétrica (Abradee) chegou a enviar um ofício ao Governo Federal solicitando a prorrogação do benefício de 100% de isenção na tarifa social das contas de luz.

Efeito negativo

De acordo com a avaliação da XP, o final da isenção de cobrança a usuários da Tarifa Social resultaria em um aumento imediato do quadro de inadimplentes das distribuidoras de energia.

Outro fato que pode agravar ainda mais a situação dessas empresas, é o fato da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) ter estendido até o final de julho a proibição do corte no fornecimento de energia.

Devido a este fato, a XP prevê uma deterioração no valor das ações da empresa Equatorial Energia e mantém a recomendação neutra, com preço-alvo de R$20,00 por ação.

Covid-19

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) informou que 61 empresas já solicitaram empréstimos devido aos impactos do coronavírus.

Esse mecanismo de financiamento ficou conhecido como “Conta-Covid” e é liderado pelo BNDES que junto a outros bancos poderiam emprestar um valor máximo de R$ 16 bilhões para ajudar o segmento da energia elétrica, caso todas as concessionárias participassem.

Contudo, a Aneel encerrou a etapa de adesão à Conta-Covid. Foram registrados o envio de 61 termos de adesão e o valor total requerido foi de R$ 14,8 bilhões.

Por fim, a Equatorial divulgou que todas as empresas acessarão recursos da Conta-Covid, no total de R$ 1,29 bilhão.

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