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O que é imposto de renda?

Se você trabalha com carteira assinada e percebe diversos descontos no seu salário, com certeza já se perguntou o que é Imposto de Renda, certo?

o que é imposto de renda salário

Até 1922, o Brasil e vários outros países da América do Sul eram considerados paraísos fiscais por não possuírem um tributo único que incidisse sobre a renda da população.

Foi neste ano de 1922 que o Imposto de Renda (IR) foi criado em nosso país (Lei nº 4.625). O processo de implantação deste tributo durou até 1924, primeiro ano em que os brasileiros foram obrigados a efetuar a declaração anual.

Um dos maiores críticos da criação do IR foi Monteiro Lobato, que acreditava que esta modalidade de tributo seria mais uma forma de sobrecarregar a saúde financeira da população brasileira.

o que é imposto de renda governo

Mas, afinal, o que é imposto de renda (IR)?


O Imposto de Renda é um tributo federal, incidente sobre a renda dos trabalhadores e sobre o lucro das empresas. No nosso país, este imposto é controlado pela Receita Federal.

o que é imposto de renda receita federal

Este tributo não é exclusivo de pessoas físicas (IRPF) e também é cobrado de pessoas jurídicas (IRPJ).

Para as pessoas físicas, o Imposto de Renda além de alcançar o salário mensal, também incide sobre outros ganhos como aluguéis, aposentadorias e prêmios de loteria, por exemplo.

Em relação à remuneração mensal dos trabalhadores, o IR é descontado diretamente na fonte. Isto significa que o seu salário ou a sua PLR (participação nos lucros e resultados) já vem automaticamente com a dedução deste tributo.

Uma das principais características do Imposto de Renda é a progressividade, ou seja, quanto maior o rendimento, maior será o imposto pago.

Na teoria, a função desta medida é predominantemente de cunho social, onde a parcela da população com rendimentos mais elevados dá uma contribuição maior para que o governo transforme a arrecadação deste dinheiro em melhoria do bem-estar de toda a população.

Além do desconto deste imposto no salário e na PLR, o contribuinte precisa enviar para a Receita Federal uma vez por ano a “Declaração de Ajuste Anual”, que é uma prestação de contas realizada para apurar se você possui débitos ou créditos com a Receita Federal.

Dependendo das suas movimentações financeiras, você poderá receber uma parte do dinheiro já pago no decorrer do ano (chamado de restituição do imposto de renda) ou ter que pagar valores adicionais.

Obs.: Existem algumas regras a serem observadas para saber se você é obrigado a fazer esta “Declaração de Ajuste Anual”. Caso você tenha dúvidas a respeito desta obrigatoriedade, consulte nosso artigo “Quem deve declarar Imposto de Renda?”.

Tabela do imposto de renda


É importante frisar que nem toda a parcela da população sofre a incidência deste imposto sobre sua renda. Em 2016, por exemplo, trabalhadores que ganham salário bruto mensal inferior a R$ 1.903,99 são isentos do pagamento deste tributo.

Conforme dito anteriormente, o pagamento do IR é progressivo e sempre proporcional à renda recebida, ou seja, quanto maior o seu salário, maior será a sua contribuição.

Para saber em qual faixa de desconto você se enquadra, é preciso recorrer à tabela do IR.

Dependendo da sua faixa de renda, você poderá ser isento do pagamento do Imposto de Renda ou pagar até o limite máximo de 27,5% do seu salário.

Basicamente, existem três principais tabelas do IR que se aplicam às pessoas físicas, a saber:

1) Tabela IR referente ao desconto mensal no contracheque.

tabela ir remuneração mensal_ o que é imposto de renda

Para aprender como calcular o imposto de renda descontado mensalmente do seu salário e para entender o significado da “parcela a deduzir”, sugerimos a leitura do nosso artigo “Como calcular o imposto de renda”.

2) Tabela IR referente ao desconto incidente sobre Participação nos Lucros e Resultados (PLR).

tabela ir plr_ o que é imposto de renda

Na “Declaração de Ajuste Anual” do Imposto de Renda, a tributação da PLR é feita de forma separada dos demais rendimentos recebidos pelo contribuinte.

3) Tabela IR referente ao Ajuste Anual do Imposto de Renda.

tabela ir remuneração anual_ o que é imposto de renda

Obs.: Os valores destas três tabelas se referem ao exercício de 2016. Para atualizações ou consulta de valores históricos dos anos anteriores, recomendamos o acesso direto ao site da Receita Federal através deste link.

A partir dos dados dos rendimentos anuais recebidos pelo contribuinte e informados na “Declaração de Ajuste Anual”, a Receita Federal faz os devidos cálculos considerando os valores já pagos mensalmente pelo trabalhador e, também, as possíveis deduções, e informa se o contribuinte terá parte do valor restituído (devolvido) ou se ainda tem um saldo a ser pago para regularizar sua situação.


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O e-book é inteiramente grátis e você pode fazer o download através deste link: Guia do Imposto de Renda.

Lembrando que erros na declaração do IR podem fazer com que você caia na “malha-fina” da Receita Federal e seja obrigado a pagar multas por isso… Portanto, não perca tempo e faça o download do nosso guia completo para evitar problemas com a Receita!

Para onde vai o dinheiro arrecadado com o Imposto de Renda?


É praticamente impossível saber ao certo onde e em quais percentuais são aplicados os recursos arrecadados por meio do IR.

Entretanto, o que se pode afirmar é que estes recursos possuem aplicações diversas e parte do dinheiro é utilizada pelo próprio Governo Federal e outra parte é transferida aos estados e municípios.

De acordo com informações do Ministério da Fazenda, os recursos do pagamento de impostos são destinados à saúde, educação e programas de transferência de renda e estímulo à cidadania, como “Fome Zero” e “Bolsa Família”.

o que é imposto de renda ir ministerio da fazenda

Outra parte dos recursos é direcionada para programas de geração de empregos e inclusão social, como: plano de reforma agrária, construção de habitação popular e saneamento e reurbanização de área degradadas.

Existe, também, uma parcela direcionada para investimentos em infra-estrutura, segurança pública, cultura, esporte, defesa do meio ambiente e estímulo ao desenvolvimento da ciência e tecnologia. 

Curiosidades históricas sobre Imposto de Renda no Brasil


  • Em 1934, foi dada isenção de imposto para escritores, jornalistas e professores. Entretanto, esta medida esteve vigente por apenas 30 anos e foi revogada em 1964.
  • Um dos decretos mais polêmicos da história do IR foi instituído em 1941 e ficou conhecido popularmente como o “imposto de renda dos solteiros”, pois distinguia a tributação de acordo com estado civil, idade e quantidade de filhos de cada contribuinte. De forma geral, quanto mais novo e com menos filhos, maior era a taxa adicional no imposto (que podia chegar até 15%). A justificativa do Estado era de auxiliar o progresso e fortalecer a família e o decreto vigorou até o ano de 1964.
  • A maior alíquota da história do Imposto de Renda brasileiro foi de 65% e vigorou de 1963 a 1965 durante o governo do presidente João Goulart. Para fins comparativos, temos que em 2016 a maior alíquota praticada é de 27,5%.
  • A associação da imagem do leão ao IR começou em 1979-1980 com a veiculação de propagandas para divulgação do programa, na qual a figura do leão representava a ação fiscalizadora da Receita Federal: não ataca sem avisar; leal e justa; é mansa, mas não é boba.

o que é imposto de renda

  • A primeira declaração anual eletrônica foi lançada em 1991, mas não era transmitida via internet. O contribuinte precisava gravar a declaração em disquete e entregar em uma agência da Receita Federal.
  • A entrega das declarações anuais via internet passou a vigorar apenas em 1997. A partir de 2011, o formulário em papel foi extinto e as atuais formas de entrega são através do envio pela internet ou apresentação em disquete, pen drive ou CD em agências.

Aprendemos neste artigo o que é imposto de renda retido na fonte. Além disso, conhecemos a tabela do IR e as principais características e curiosidades históricas deste tributo.

Para entender como é feito o cálculo deste imposto, te convidamos a acessar o artigo “Como calcular o imposto de renda”.

Sugerimos a leitura de nossa série completa sobre o tema:


Data da última atualização desta matéria: março de 2016.

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Sobre o Autor. Engenheiro apaixonado pelo mundo dos investimentos e educação financeira. Conversando com amigos e familiares percebeu a grande dificuldade das pessoas em gerenciar seu dinheiro e por isso criou este espaço para auxiliar pessoas comuns a tomarem as melhores decisões rumo à prosperidade financeira.

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Como declarar Tesouro Direto, CDB e LC no Imposto de Renda

Se você é um investidor da Renda Fixa, com certeza está se perguntando como declarar Tesouro Direto, CDB e LC no Imposto de Renda (IR), certo?

Apesar destes investimentos já sofrerem a incidência do IR na fonte, ou seja, no momento do resgate da sua aplicação, é necessário que constem na Declaração de Ajustes Anual do Imposto de Renda.

Como declarar Tesouro Direto e CDB

Considerando esta obrigatoriedade, preparamos este guia contendo todas as informações necessárias para você aprender como declarar títulos públicos, CDB e LC.

Como reunir as informações dos meus investimentos?


Antes de iniciar a declaração dos seus investimentos é imprescindível que tenha em mãos as informações sobre suas aplicações.

Todas as instituições financeiras (bancos e corretoras), administradoras de fundos e empresas de capital aberto deverão enviar a seus investidores ou disponibilizar via internet um demonstrativo com todos os valores a serem declarados.

Na maioria dos casos, este demonstrativo é enviado pelo banco / corretora com o nome de “Informe de Rendimentos”.

Caso não tenha recebido este material, entre em contato com a sua instituição financeira.

Como declarar os valores investidos em Tesouro Direto, CDB e LC?


A declaração destes investimentos é realizada seguindo o mesmo procedimento.

1. Acesse a aba “Bens e Direitos” no menu lateral esquerdo.

Como declarar Tesouro Direto e CDB_Bens e Direitos2. Selecione a opção “Novo” ou “Editar” (caso você tenha exportado os dados da declaração do ano anterior e o investimento já conste na lista) no canto inferior direito.

Como declarar Tesouro Direto e CDB_Novo_Editar

3. Preencha as informações de cada um de seus investimentos de forma separada.

O código destes três investimentos é o mesmo utilizado para LCI e LCA:

  • 45 – Aplicação de Renda Fixa (CDB, RDB e outros)

O campo “discriminação” é de livre edição e o contribuinte pode inserir aquelas informações que julgar serem mais importantes.

Nossa dica é informar, no mínimo, o tipo de investimento e o banco / corretora (agente de custódia) onde o dinheiro está aplicado.

Obs.: O investidor pode inserir também outras informações como: CNPJ da instituição financeira, taxa de rendimento do investimento, data de vencimento, número da conta e, se esta for conjunta, o nome e CPF do co-titular.

Os valores em 31/12/14 e 31/12/15 deverão ser idênticos aos contidos no documento “Informe de Rendimentos” enviado pela sua instituição financeira.

No investimento em Tesouro Direto, se o investidor tiver mais de um tipo de título público não precisa fazer a declaração em separado, ou seja, pode somar todos os valores investidos no Tesouro e informar em uma única aba.

Exemplo: Ricardo utiliza a Easynvest como agente de custódia e possui R$ 5.000 investidos no IPCA+2019 e R$ 3.904,88 no Selic 2021. Desta forma, estes investimentos podem ser declarados conforme imagem abaixo.

Como declarar Tesouro Direto e CDB_Títulos públicos

Obs.: Se você opera com títulos públicos em mais de um agente de custódia (por exemplo, investe pela Easynvest e pelo banco Santander), o que não é muito comum, deverá fazer um informe separado para cada agente de custódia.

Para investimentos em CDB o investidor pode seguir o mesmo procedimento. Ou seja, se possui CDBs de dois ou mais bancos diferentes comprados na mesma corretora, pode somar o valor de todos estes investimentos e declarar em apenas uma aba.

Obs.: Para investimentos feitos através de corretoras independentes, o investidor deverá informar o CNPJ da corretora e não do banco emissor.

Se o investidor investe em CDB diretamente no seu banco, (por exemplo: Santander), também poderá somar o saldo de todos os CDBs que tiver neste banco.

Se o investidor tem CDBs adquiridos através da Easynvest (corretora independente), mas também tem CDBs adquiridos através do Banco Santander, deverá fazer 2 informes separadamente, ou seja, um contendo os valores investidos na Easynvest e outro contendo os saldos do Banco Santander, conforme exemplo a seguir:

Como declarar Tesouro Direto e CDB_CDB

Como declarar Tesouro Direto e CDB_CDB2

O mesmo procedimento pode ser adotado para a declaração dos investimentos em LC.

Esta é uma forma simplificada e rápida de declarar estes investimentos. Entretanto, caso o investidor prefira, poderá fazer o informe individualmente de cada título público ou CDB / LC que possuir.

Entretanto, é importante ressaltar que só poderão ser declarados desta forma conjunta os mesmos tipos de investimentos, ou seja, não é aconselhável misturar Tesouro Direto com CDB e/ou LC.


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Como declarar os rendimentos recebidos de Tesouro Direto, CDB e LC?


Assim como os investimentos em LCI e LCA, o investidor só precisará declarar os rendimentos destas aplicações se tiver feito o resgate durante 2015.

Vamos recorrer a dois exemplos para facilitar este entendimento:

Caso 1: Ricardo investiu no Tesouro Selic em jan/15 com prazo de resgate em mar/21. O saldo deste título público em jan/15 era de R$ 400 e em dez/15 era de R$ 440.

Neste caso, não será preciso informar nada nos rendimentos, pois apesar do investimento ter sofrido um acréscimo, o investidor ainda não resgatou o dinheiro.

As informações deste investimento estarão apresentadas somente na aba “Bens e Direitos”, conforme explicado anteriormente.

Caso 2: Haroldo investiu R$ 10.000 em um CDB em jan/15 e resgatou este CDB em jul/15 no valor final de R$ 10.500.

Nesta condição, como houve o resgate do CDB com rendimento (lucro) de R$ 500, este valor deverá ser declarado.

Vamos agora ao passo-a-passo desta declaração:

1. Acesse a aba “Rendimentos Sujeitos à Tributação Exclusiva / Definitiva”.

Como declarar Tesouro Direto e CDB_Rendimentos

2. Selecione a linha “6. Rendimentos de aplicações financeiras”.

Como declarar Tesouro Direto e CDB_Rendimentos2

3. Informe o valor dos rendimentos, a descrição, o CNPJ e nome da fonte pagadora (banco).

Nesta seção a declaração não é feita por investimento e sim por instituição financeira.

Ou seja, se você resgatou 2 CDBs do Banco Daycoval, por exemplo, que juntos deram um rendimento / lucro total de R$ 1.000, você deverá declarar apenas este valor final de R$ 1.000.

É importante destacar novamente que comprando CDB / Tesouro Direto através de uma corretora, a Instituição Financeira (fonte pagadora) é a própria corretora e não o banco no qual o valor foi investido.

Está achando complicado? Vamos então a mais um exemplo:

Suponhamos que você tenha os seguintes investimentos:

– 2 CDBs do Banco Daycoval e 3 títulos públicos, sendo todos adquiridos através da corretora Easynvest e resgatados no ano passado com rendimentos somados de R$ 1.000.

Sendo assim, neste exemplo a declaração deverá ser feita da seguinte forma:

Como declarar Tesouro Direto e CDB_Rendimentos3

Se você tiver CDBs aplicado diretamente no banco, e não via corretoras, deverá informar o CNPJ deste banco e os respectivos rendimentos dos CDBs resgatados no ano passado.

Obs.: Neste caso, como o CDB foi adquirido diretamente com o banco e não via corretora, o CNPJ a ser preenchido é o do próprio banco e não o da corretora conforme nosso exemplo acima.

O mesmo procedimento se aplica aos rendimentos de LC.

Pronto! Basta seguir estes passos para concluir com êxito a sua declaração destas aplicações financeiras.


Aprendemos neste guia como é fácil e rápido fazer a declaração dos seus investimentos em Tesouro Direto, CDB e LC.

Reforçamos que todos os seus investimentos devem ser informados à Receita Federal na Declaração de Ajuste Anual.

Para dúvidas sobre a obrigatoriedade de fazer a Declaração de Ajuste Anual ou para entender como fazer as declarações de outros investimentos, sugerimos o acesso à nossa série completa sobre o tema:

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Data da última atualização desta matéria: março de 2016.

ricardo-cid-autor-bonsinvestimentos.com.br

Sobre o Autor. Engenheiro apaixonado pelo mundo dos investimentos e educação financeira. Conversando com amigos e familiares percebeu a grande dificuldade das pessoas em gerenciar seu dinheiro e por isso criou este espaço para auxiliar pessoas comuns a tomarem as melhores decisões rumo à prosperidade financeira.

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Como declarar ações no Imposto de Renda

Apesar do investimento em ações não ser o foco principal deste blog e desta forma de aplicação não estar presente em nossas recomendações dos melhores investimentos para 2016, reconhecemos a importância do tema e, por isso, montamos este tutorial para auxiliar nossos leitores a entender como declarar ações no Imposto de Renda.

O procedimento é um pouco mais complexo do que a declaração dos investimentos em Renda Fixa, mas fazendo com calma e atenção o investidor não encontrará dificuldades para concluir este processo.

Para o caso das ações, a Declaração de Ajuste Anual do Imposto de Renda é na verdade uma prestação de contas, uma vez que a apuração dos lucros e prejuízos que o investir tem na Bolsa de Valores deve ser realizada mensalmente.

Como declarar ações no Imposto de Renda

Nesta apuração mensal o investidor será obrigado a pagar imposto se estiver enquadrado em uma das seguintes situações:

  1. Obteve lucro no mês onde o valor total das vendas foi superior a R$ 20.000.

Exemplo: Comprou 3.800 ações da Petrobras no dia 05/jan ao custo unitário de R$ 5,00 e vendeu todas as 3.800 ações em 29/jan ao custo unitário de R$ 5,50.

Neste caso o valor total de compra foi de R$ 19.000 e o valor de venda foi de R$ 20.900, ou seja, como a venda ultrapassou R$ 20.000 e o investidor teve lucro de R$ 1.900 deverá pagar imposto sobre o valor deste lucro obtido.

Obs.: Se o investidor fizer a venda de várias ações no mesmo mês, deverá somar todos os valores para verificar se foi ultrapassado o montante de R$ 20.000. Em caso positivo e havendo lucro na soma das operações, o imposto também é aplicado.

  1. Obteve qualquer lucro ao realizar operações de Day-Trade (compra e venda de ações no mesmo dia).

Desta forma, caso o investidor se enquadre em uma destas condições deverá pagar o imposto de 20% sobre o lucro obtido em operações Day-Trade e 15% sobre o lucro das demais operações normais (compra e venda em dias diferentes).

Este pagamento deverá ser feito até o último dia útil do mês seguinte, ou seja, o imposto das operações realizadas em janeiro, por exemplo, deverá ser pago até o último dia útil de fevereiro.

É importante lembrar que não precisa ser pago Imposto de Renda (IR) sobre os valores recebidos de dividendos e juros sobre capital próprio (JCP).

Diferentemente do IR da Renda Fixa que é descontado na fonte, ou seja, o valor que você resgata já vem com a dedução do imposto e você não precisa tomar nenhuma ação, o investidor em ações deverá gerar por conta própria um DARF com o respectivo valor do seu imposto.

As principais corretoras e alguns sites especializados disponibilizam calculadoras eletrônicas para facilitar o seu controle no mercado de ações e realizar o cálculo correto do valor do IR que você deverá pagar em cada mês.

De posse do valor deste tributo o investidor deverá acessar o site da Receita Federal e emitir o seu DARF através do programa específico denominado Sicalc. O pagamento deste DARF pode ser realizado no seu próprio banco.

2_DARF_Modelo_Imposto de Renda_Ações

Se você não realizou este controle mensal durante o ano de 2015, deverá fazer uma revisão mensal das suas operações e verificar a existência de impostos não pagos. Havendo a necessidade de pagamento de impostos atrasados, o investidor novamente deve recorrer ao programa Sicalc para a geração do DARF.

Após esse breve resumo sobre o funcionamento da tributação em ações, vamos ao passo a passo de como informar suas ações na Declaração de Ajuste Anual do Imposto de Renda.

Reforçamos que se você investe em ações é obrigado a fazer esta declaração anual independentemente do número de ações que possui ou dos valores envolvidos, mesmo que suas operações de venda não tenham ultrapassado R$ 20.000 no mês ou você não tenha efetuado operações Day-Trade, conforme explicamos no artigo “Quem deve declarar Imposto de Renda em 2016”.

Como declarar sua carteira de ações


1. Acesse a aba “Bens e Direitos” no menu lateral esquerdo.

3_Como declarar ações_Bens e Direitos

2. Clique em “Novo” (canto inferior direito) e preencha os dados de suas ações.

4_Como declarar ações_Bens e Direitos

Este preenchimento deve ser feito separadamente para cada empresa que o investidor tiver ações.

Importante lembrar que as ações devem ser lançadas pelo preço médio de aquisição e não pelo seu valor de mercado atual.

Exemplo: Em janeiro, você comprou 100 ações da Petrobras ao valor unitário de R$ 5,00. Em novembro, comprou mais 200 ações ao valor unitário de R$ 10,00.

Sendo assim, o preço médio de aquisição a ser informado é de R$ 8,33 (100 x R$ 5,00 + 200 x R$ 10) / (100 +200). Não importa, por exemplo, se o valor das ações em 31/12/15 estava em R$ 9,00.

Obs.: Como a intenção deste exemplo é ser o mais didático possível, não foram incluídos os custos com taxas de corretagem e emolumentos para facilitar o entendimento básico.

Atualmente, no preenchimento da sua carteira na aba “Bens e Direitos” é necessário informar também o CNPJ da empresa que você comprou ações. Se tiver alguma dúvida neste momento, aconselhamos que acesse esta lista contendo o CNPJ de todas as empresas brasileiras que comercializam suas ações na Bolsa de Valores.

Como declarar lucros em vendas mensais inferiores a R$ 20.000


Conforme visto anteriormente, neste tipo de operação não existe a incidência do imposto de renda.

Para facilitar o entendimento, vamos supor que o investidor tenha obtido todos os meses um lucro de R$ 2.000 e o maior valor total de venda em um único mês tenha sido de R$ 18.000, ou seja, dentro da regra de isenção.

1. Acesse a aba “Rendimentos Isentos e Não Tributáveis”.

5_Como declarar ações_Rendimentos Isentos e Não Tributáveis

2. Preencha o lucro anual obtido na linha “18. Ganhos líquidos em operações no mercado à vista de ações negociadas em bolsa de valores nas alienações realizadas até R$ 20.000, em cada mês, para o conjunto de ações”.

Para o nosso exemplo, o lucro líquido anual foi de R$ 24.000 e basta inserir este valor. Não precisa fazer a discriminação de quais ações geraram este lucro.

6_Como declarar ações_Rendimentos Isentos e Não Tributáveis

Como declarar lucros em vendas mensais superiores a R$ 20.000


Relembrando que se o investidor ultrapassar R$ 20.000 em vendas comuns (compra e venda em dias diferentes) em determinado mês e obtiver lucro, terá que pagar 15% de imposto de renda até o último dia útil do mês seguinte.

Neste caso, para a Declaração de Ajuste Anual deverão ser observados os seguintes passos:

1. Acesse a aba “Renda Variável” e o item “Operações Comum / Day-Trade” no menu lateral esquerdo.

7_Como declarar ações_Renda Variável

2. Selecione os meses das operações onde as vendas foram superiores a R$ 20.000 e indique o lucro líquido no campo “Mercado à Vista – Operações Comuns”.

8_Como declarar ações_Renda Variável_Exemplo


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Como declarar lucros em operações Day-Trade


O procedimento para esta declaração é praticamente idêntico ao explicado anteriormente. A única diferença consiste no preenchimento do lucro no campo “Mercado à Vista – Day-Trade”.

1. Acesse a aba “Renda Variável” e o item “Operações Comum / Day-Trade” no menu lateral esquerdo.

7_Como declarar ações_Renda Variável

2. Selecione os meses com lucros nas operações Day-Trade e indique os valores no campo “Mercado à Vista – Day-Trade”.

9_Como declarar ações_Lucro day-trade

Como declarar prejuízos em vendas de ações


Se em determinado mês o investidor amargou prejuízos em vendas de qualquer valor (neste caso não precisa observar o limite de R$ 20.000), ele também deverá fazer esta declaração  no campo “Mercado à Vista – Operações Comuns” para compensar eventuais lucros nos meses seguintes e abater este valor do imposto a ser pago.

Vamos a mais um exemplo: o investidor realizou vendas em março no valor total de R$ 15.000, mas apurou um prejuízo de R$ 3.000 nesta operação.

Sendo assim, deverá lançar o valor precedido do sinal de negativo (-) para que o programa entenda que houve prejuízo e não faça o cálculo do imposto.

10_Como declarar ações_Prejuízo

Desta forma, se em abril o seu lucro for de R$ 5.000 em vendas acima de R$ 20.000, o seu imposto será calculado com base apenas em R$ 2.000, pois o prejuízo de R$ 3.000 do mês anterior poderá ser utilizado.

Este “crédito” dos seus prejuízos sempre poderá ser abatido de lucros obtidos futuramente, inclusive em anos seguintes desde que o contribuinte tenha feito a declaração corretamente nos anos anteriores.

Cálculo do Imposto Devido


Ao lançar mensalmente os lucros e prejuízos, o programa da Receita Federal irá calcular, também, mensalmente o “Imposto Devido” no item “Resultados”.

11_Como declarar ações_Imposto Devido

No item “Consolidação do Mês” o investidor deve inserir os valores já pagos de IR no decorrer do ano e verificar se o valor calculado pelo programa é igual ao valor apurado pelo próprio investidor, conforme explicado anteriormente.

Em casos de divergências, o investidor deverá fazer os ajustes necessários.

12_Como declarar ações_Consolidação do Mês

Como declarar Dividendos


Os dividendos recebidos de suas ações são isentos do pagamento de Imposto de Renda e, por isso, devem ser declarados na aba “Rendimentos Isentos e não Tributáveis”.

1. Acesse a aba “Rendimentos Isentos e Não Tributáveis”.

13_Como declarar ações_Rendimentos Isentos e Não Tributáveis

2. Selecione a linha “05. Lucros e dividendos recebidos pelo titular e dependentes” e informe os seguintes dados para cada empresa que tiver pago dividendos ao investidor: CNPJ e nome da fonte pagadora e valor total de dividendos recebidos no decorrer do ano.

14_Como declarar ações_Lucros e Dividendos

Como declarar Juros sobre Capital Próprio (JCP)


Diferentemente das operações com vendas de ações, o Imposto de Renda sobre JCP é retido na fonte com alíquota de 15%.

Para fazer a declaração, o investidor deve observar o seguinte procedimento:

1. Acesse a aba “Rendimentos Sujeitos à Tributação Exclusiva / Definitiva”

15_Como declarar ações_JCP

2. Selecione a linha “10. Juros sobre Capital Próprio” e informe os seguintes dados para cada empresa que tiver pago JCP ao investidor: CNPJ e nome da fonte pagadora e valor total recebido no decorrer do ano.

16_Como declarar ações_JCP


Apesar do investimento em ações não ser a especialidade dos autores, esperamos que este guia possa te auxiliar da melhor forma possível. Se quiser acrescentar outras informações úteis, deixe-nos um comentário, ok?

Para dúvidas sobre a obrigatoriedade de fazer a Declaração de Ajuste Anual ou para entender como fazer as declarações de investimentos em Renda Fixa, sugerimos o acesso à nossa série completa sobre o tema:

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Data da última atualização desta matéria: março de 2016.

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Como declarar LCI, LCA e Caderneta de Poupança no Imposto de Renda?

Embora estes investimentos sejam isentos do pagamento de impostos, os mesmos precisam constar na Declaração de Ajuste Anual do Imposto de Renda (IR).

Como declarar LCI LCA e Poupança no Imposto de Renda

Para facilitar sua vida, preparamos um guia contendo de forma detalhada como você deverá declarar seus investimentos em LCI, LCA e Caderneta de Poupança.

Como reunir as informações dos meus investimentos?


Antes de iniciar a declaração dos seus investimentos é imprescindível que tenha em mãos as informações sobre suas aplicações.

Todas as instituições financeiras (bancos e corretoras), administradoras de fundos e empresas de capital aberto deverão enviar a seus investidores ou disponibilizar via internet um demonstrativo com todos os valores a serem declarados.

Na maioria dos casos, este demonstrativo é enviado pelo banco / corretora com o nome de “Informe de Rendimentos”.

Caso não tenha recebido este material, entre em contato com a sua instituição financeira.

Como declarar os valores investidos em LCI, LCA e Poupança?


A declaração destes três investimentos é feita seguindo o mesmo procedimento.

1. Acesse a aba “Bens e Direitos” no menu lateral esquerdo.

Como declarar LCI_Bens e Direitos

2. Selecione a opção “Novo” ou “Editar” (caso você tenha exportado os dados da declaração do ano anterior o investimento já conste na lista) no canto inferior direito.

Como declarar LCI LCA e Poupança_Novo_Editar

3. Preencha as informações de cada um de seus investimentos de forma separada.

Para facilitar o preenchimento, seguem informações importantes a serem observadas.

Os códigos destes três investimentos são:

  • Poupança: 41 – Caderneta de Poupança
  • LCI e LCA: 45 – Aplicação de Renda Fixa (CDB, RDB e outros)

O campo “discriminação” é livre para o contribuinte inserir as informações que julgar necessárias. Entretanto, sugerimos que especifique no mínimo o tipo de investimento e o banco onde o dinheiro está aplicado.

Obs.: O investidor pode inserir também outras informações como: CNPJ da instituição financeira, taxa de rendimento do investimento, data de vencimento, número da conta e, se esta for conjunta, o nome e CPF do co-titular.

Os valores em 31/12/14 e 31/12/15 deverão ser idênticos aos contidos no documento “Informe de Rendimentos” enviado pela sua instituição financeira.

A seguir, são apresentados exemplos para a declaração de Poupança e LCI.

Como declarar LCI_Bens e Direitos_Poupança

Como declarar LCI LCA e Poupança_Bens e Direitos_LCI

Como declarar os rendimentos recebidos da Poupança?


1. Acesse a aba “Rendimentos Isentos e Não Tributáveis”.

Como declarar LCI LCA e Poupança_Rendimentos Isentos e Não Tributáveis

2. Selecione a linha “8. Rendimentos de cadernetas de poupanças e letras hipotecárias”.

Como declarar LCI LCA e Poupança_Rendimentos de poupanças

3. Informe o valor dos rendimentos, o CNPJ e nome da fonte pagadora (banco).

Como declarar LCI LCA e Poupança_Rendimentos de poupanças II

Como declarar os rendimentos recebidos de LCI e LCA?


Diferentemente da poupança, o investidor só precisará declarar os rendimentos recebidos dos investimentos em LCI e LCA se tiver feito o resgate em 2015.

Para facilitar este entendimento, vamos a dois exemplos:

  • Caso 1: Ricardo investiu em uma LCI em jan/15 com prazo de resgate em mar/17. O saldo desta LCI jan/15 era de R$ 5.000 e em dez/15 era de R$ 5.500.

Neste caso, não será preciso informar nada nos rendimentos de LCI, pois apesar do investimento ter sofrido um acréscimo, o investidor ainda não resgatou o dinheiro.

As informações deste investimento estarão apresentadas somente na aba “Bens e Direitos”, conforme explicado anteriormente.

  • Caso 2: Haroldo investiu R$ 20.000 em uma LCI em jan/15 e resgatou esta LCI em ago/15 no valor final de R$ 21.500.

Nesta condição, como houve o resgate da LCI com rendimento (lucro) de R$ 1.500, este valor deverá ser declarado.

Vamos agora ao passo-a-passo desta declaração:

1. Acesse a aba “Rendimentos Isentos e Não Tributáveis”.

Como declarar LCI LCA e Poupança_Rendimentos Isentos e Não Tributáveis

2. Selecione a linha “24. Outros”.

Como declarar LCI LCA e Poupança_Rendimentos LCI_Outros

3. Informe o valor dos rendimentos, a descrição, o CNPJ e nome da fonte pagadora (banco).

Nesta seção, a declaração não é feita por investimento e sim por instituição financeira.

Ou seja, se você resgatou 3 LCIs do Banco Daycoval, por exemplo, que juntas deram um rendimento / lucro total de R$ 2.000, você deverá declarar apenas este valor final de R$ 2.000

É importante destacar que comprando LCI / LCA através de uma corretora, a Instituição Financeira (fonte pagadora) é a própria corretora e não o banco no qual o valor foi investido.

Está achando complicado? Vamos então a mais um exemplo:

Suponhamos que você tenha os seguintes investimentos:

  • 2 LCIs e 1 LCA do Banco Daycoval adquiridas através da corretora Easynvest que foram resgatadas no ano passado e renderam juntas R$ 2.000.

Sendo assim, neste exemplo a declaração deverá ser feita da seguinte forma:

Como declarar LCI LCA e Poupança_Rendimentos LCI

Pronto! Seguindo estes passos, você terá declarado corretamente os seus investimentos em LCI, LCA e Caderneta de Poupança.


Aprendemos neste artigo como é fácil e rápido fazer a declaração dos seus investimentos em LCI, LCA e Poupança.

Reforçamos que todos os seus investimentos, independente da incidência de Imposto de Renda, devem ser informados à Receita Federal na Declaração de Ajuste Anual.

Caso tenha gostado deste artigo, que tal ganhar o nosso e-book completo sobre o Imposto de Renda? Assim você terá a garantia de ter todas as informações necessárias para a declaração de seus investimentos (LCI, LCA,  CDB, Tesouro Direto, Debêntures e Ações).

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Lembrando que erros na declaração do IR podem fazer com que você caia na “malha-fina” da Receita Federal e seja obrigado a pagar multas por isso… Portanto, não perca tempo e conheça o nosso guia completo para evitar problemas com a Receita!


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Data da última atualização desta matéria: março de 2016.

ricardo-cid-autor-bonsinvestimentos.com.br

Sobre o Autor. Engenheiro apaixonado pelo mundo dos investimentos e educação financeira. Conversando com amigos e familiares percebeu a grande dificuldade das pessoas em gerenciar seu dinheiro e por isso criou este espaço para auxiliar pessoas comuns a tomarem as melhores decisões rumo à prosperidade financeira.

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