Tarifas sobre Cheque Especial – Entenda como funciona!


Sendo uma das mais rápidas formas de acesso ao crédito, o cheque especial pode ser tanto uma benção quanto uma grande dor de cabeça para a maioria de seus usuários.

Não é para menos, afinal, apesar de garantir mais dinheiro, os juros dessa modalidade de crédito e a quase automática adesão são motivos por si só para que o consumidor tenha um certo cuidado.

Porém, recentemente houve mudanças relevantes na tarifa sobre o cheque especial, que podem fazer toda a diferença para quem o usa.

Para que você entenda um pouco melhor o que aconteceu, vamos conversar sobre essa modalidade de crédito e como ela funciona. Leia o artigo até o final!

Como funciona o cheque especial?


Para quem não sabe, o cheque especial é uma espécie de concessão de crédito disponibilizada diretamente na conta-corrente.

Diferentemente de outras modalidades em que é preciso fazer um pedido no banco, o cheque especial já está diretamente vinculado à conta, ou seja, o cliente não precisa nem pedir autorização para que o dinheiro seja utilizado.

Logo, para entrar no cheque especial, o correntista precisa já ter utilizado todo o seu saldo e, a partir daí, começa a usar o crédito disponível.

Um dos problemas dessa permissão é que, por ser praticamente automático e muitas vezes estar pouco explícito no extrato, o consumidor pode achar que aquele valor é seu e usá-lo descontroladamente.

Saiba que nem todos os correntistas têm acesso a essa modalidade, já que o banco geralmente faz uma análise prévia das condições financeiras do interessado antes de conceder o crédito.

Além disso, é preciso que o cliente autorize a disponibilização dos valores.

Como é calculada a tarifa sobre o cheque especial?


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Os juros do cheque especial são um dos mais altos quando falamos de empréstimo. Para se ter uma ideia, a média era de 13,17% ao mês em 2019.

As instituições procuram calcular o quanto será cobrado para cada cliente levando em conta algumas informações, como o valor que é utilizado pelo correntista e por quantos dias ele costuma utilizar esse crédito.

Por exemplo, supomos que uma instituição financeira cobre 15% ao mês de juros. Caso o cliente utilize R$ 400 desse limite, além de pagar esse valor, ele também teria que pagar mais R$ 60 de taxa.

Além dessa cobrança, o consumidor deve estar atento para outra relacionada à proporção dos períodos menores ou maiores de uso. Por exemplo, a utilização do crédito por 10 dias equivale a 5%, ou seja, R$ 15,00 (30 = 10 × 3; 15% ÷ 3 = 5%).

Como os juros são definidos?


As taxas de juros, de uma maneira geral, variam de acordo com cada instituição. Diante disso, é possível encontrar os mais variados valores para o cheque especial.

Entretanto, o Banco Central costuma divulgar uma tabela com os valores de vários bancos para comparação no seguinte endereço: www.bcb.gov.br/estatisticas/reporttxjuros.

As tarifas estão divididas tanto pelo mês quanto pelo ano, sendo esta uma boa forma de conhecer as taxas e fazer comparações.

Como é cobrado o cheque especial?


Assim como o valor é disponibilizado automaticamente, a cobrança também é feita dessa maneira. O que acontece é que o banco, junto ao cliente, determina uma data para efetuar o pagamento.

O ideal é que, nesse dia, o cliente já tenha o valor na conta para o débito ser quitado.

Outra possibilidade é descontar o valor do próprio limite do cheque, porém o cliente terá que arcar com o valor a mais na dívida do próximo mês.

Quais são as novas regras do cheque especial?


Recentemente, o Banco Central anunciou novas medidas quanto ao uso do cheque especial, principalmente relacionadas aos juros.

Agora, o valor da taxa está limitado a 8% ao mês, ou 151,8% ao ano

Além disso, outra medida foi determinada para o uso do crédito. Nos limites concedidos acima de R$ 500, é cobrada uma taxa de 0,25%, mesmo para aqueles que não usarem o crédito.

É importante saber que o cliente deve ser avisado antes de o banco começar a cobrar a tarifa, porém as instituições não possuem obrigação de cobrá-la e devem decidir quem terá ou não a isenção.

Entre os cinco maiores bancos do país (Itaú, Bradesco, Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil e Santander), todos disseram que por enquanto não possuem a intenção de cobrá-la.

Quais são os cuidados para não cair no cheque especial?


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Como sabemos, é muito fácil entrar no cheque especial, visto que a sua adesão é praticamente automática.

Contudo, existem algumas atitudes que podem evitar que o consumidor contraia essa dívida. Elas são:

  • É possível pedir a retirada do limite: como uma forma de prevenção, até mesmo em relação a essa cobrança de 0,25% mesmo sem o uso, os consumidores podem solicitar a retirada desse limite ou negociar a diminuição do limite com o banco.
  • Reduza o débito automático: outra maneira de lidar com esse crédito é reduzir as contas que estão no débito automático. Dessa forma, caso alguma fatura caia em um dia em que você não tenha saldo, há menos chances de ela ir direto para o cheque especial e de você ter que arcar com os juros depois.
  • Controle o seu orçamento: ter um planejamento em relação ao seu orçamento é uma das melhores maneiras de controlar o cheque especial. Saber como o dinheiro é gasto é a primeira estratégia para entender o seu comportamento financeiro. Para isso, o ideal é separar a quantia certa para as suas contas e evitar a utilização esse crédito.

Vimos aqui quais foram as principais mudanças relacionadas à tarifa sobre o cheque especial. É bom lembrar que apesar de ser um crédito bem acessível por muito tempo os seus juros foram os mais altos do mercado.

Sendo assim, é preciso ter cuidado para não extrapolar o limite e acabar entrando em uma bola de neve.

Uma das melhores estratégias é conhecer os seus gastos, fazendo um comparativo com o seu salário.  A partir daí, tentar ao máximo só utilizar a sua renda, evitando a necessidade de recorrer ao cheque especial.

Esperamos que este texto tenha esclarecido as principais dúvidas sobre o cheque especial. Quer continuar se informando sobre finanças e investimentos?

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