Títulos públicos caem 15,8% no primeiro semestre de 2020

No primeiro semestre de 2020, as negociações de títulos públicos no Tesouro Direto tiveram queda de 15,81% (Tesouro IPCA+ 2045) e valorização de 6,74% (Tesouro Prefixado 2023).

Com o processo de redução dos juros, papéis com retornos prefixados registraram alta nos preços, enquanto títulos com rendimentos atrelados à inflação apresentaram queda nos primeiros seis meses de 2020.

Vale destacar que em junho, os papéis para compra no Tesouro registraram ganho de preço e apenas um título não ultrapassou os 0,21% dos Certificados de Depósitos Interbancários (CDI).

Incertezas com a economia brasileira

Com a pandemia do coronavírus e os juros perto da inflação, as chances no Tesouro Direto estão mais difíceis.

No cenário atual, as maiores oportunidades estão entre os papéis com retornos indexados à inflação a longo prazo, cujas taxas apresentaram crescimento na primeira metade de 2020.

De acordo com analistas de mercado, a preferência atual é por títulos indexados à inflação com vencimento para 2035, pois uma rentabilidade de 4% de juro real neste momento que os juros estão bem baixos, é bem atrativa.

CDI em desvantagem

Os investimentos indexados ao CDI estão em desvantagem, inclusive com o juros real projetado para os próximos 12 meses negativo, ou seja, abaixo da inflação.

Segundo analistas do mercado, é recomendado apostar numa posição neutra para todas as classes de ativos no Brasil, com uma alocação acima da média apenas em ativos globais e abaixo para aplicações pós-fixadas, devido ao fato dos juros estar tão baixo.

Leia também:


Gostou da nossa matéria? Para ficar sempre atualizado, siga nossas Redes Sociais: Facebook, TwitterInstagram.

Para relatar erros, clique aqui. Conteúdo publicado originalmente por bonsinvestimentos.com.br

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.