Estimativa do Ibovespa para o fim de 2020 é elevada pela XP Investimentos para 112 mil pontos

De acordo com o relatório divulgado pela XP Investimentos, o alvo do Ibovespa para o fim deste ano foi de 94 mil para 112 mil pontos, um salto potencial de 16%.

A corretora esclarece, ainda, as duas causas para tal reavaliação, sendo uma delas a redução do risco país do Brasil: de 450bps (4,5%) para 280bps (2,8%). A segunda, deve-se ao fato de utilizar somente a projeção de lucro de 2021, não mais a dos próximos 12 meses.

Para os analistas, isso ocorre devido à projeção de lucros para este ano ter sido significativamente afetada pelas quarentenas, ainda que passageiras. Já há um consenso projetando queda nos lucros por ação do Ibovespa em 45% em relação ao ano de 2019, com recuperação +100% em 2021.

Isto é, a utilização dos lucros de 2020 como base pode levar a um equívoco de avaliação, visto que os lucros não serão “normalizados”. Logo, os especialistas acreditam que o mercado já vislumbra um cenário normalizado do chamado pós-pandemia, e em especial para 2021.

A equipe da XP Investimentos ressalta que desde que a corretora divulgou o documento, em 25 de maio, o Ibovespa apresenta alta de 13% em reais, e o EWZ, em dólares, cresce +30% no período. Segundo o relatório, a conclusão é de que os ativos brasileiros já estavam humilhados.

Até aquele momento, o desempenho era visto como o da pior Bolsa do Mundo no ano (com queda -55% em dólares), além de ser a pior moeda do mundo no ano (-33% vs. o dólar) e de os juros futuros já estarem bem superiores à taxa Selic (8% para os DIs longos, vs. 3% da Selic), com o mercado a embutir um enorme prêmio de risco futuro.

Atualmente, a perspectiva é de que havia sentimento bem negativo em relação ao mercado, tendo em vista as significativas preocupações que o cenário político conturbado trouxe, bem como o agravamento da crise do coronavírus no Brasil, ao passo que EUA e Europa já apresentavam curvas em declínio.

Soma-se a essa conjuntura de fatores a hesitação sobre como investir em um país cuja moeda perde mais de 30% de valor sem contar com muito suporte nem do governo nem do Banco Central.

Desde essa época, o Real brasileiro e a Bolsa figuram entre os melhores do mundo em performance (dados do último mês).

Para a XP, os ativos de risco continuarão sua recuperação apesar dos diversos riscos que ainda existem, dentre eles a economia global, os riscos políticos e a crise da saúde que permanece.

Isso se deve porque uma vez que a pandemia começa a diminuir no mundo, governos e bancos centrais seguem injetando dinheiro no sistema. Governos por todo mundo já anunciaram mais de US$17 trilhões, o equivalente a 20% do PIB global.

Para além do que foi abordado, como o sentimento e posicionamento baixos no Brasil, rotação de growth para value e menor aversão ao risco, há mais questões que valem a pena mencionar, como o dólar tendo chegado a um pico e o preço das commodities estando em nível mais baixo em 20 anos.

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