XP Investimentos eleva projeção para a bolsa brasileira em 2020

Após a queda da cotação do dólar e as altas seguidas no Ibovespa nos últimos dias, a XP Investimentos revisou suas previsões para a bolsa brasileira e elevou as projeções.

Em novo relatório, os analistas consideram que o preço-alvo do Ibovespa foi elevado de 94 mil para 112 mil pontos para o fim deste ano. Tal índice representa um potencial de alta de 16%.

A equipe de research citou entre os motivos para sua revisão otimista a redução do risco-país de 450 pontos-base para 280 pontos, o que aumenta o múltiplo justo de Preço/Lucro. O documento também aponta cinco fatores para justificar mais altas das ações e quatro riscos: o primeiro é a redução do risco-país de 450 pontos-base para 280 pontos, o que aumenta o múltiplo justo de Preço/Lucro.

A XP passou agora a usar somente a projeção de lucro de 2021, ao invés de para os próximos 12 meses.

O que justifica o otimismo na bolsa brasileira

Os analistas da XP destacaram cinco fatores que elevaram suas projeções: a redução da aversão ao risco no mundo; a expectativa pela retomada das economias mundiais; a rotação de ações de crescimento para ações de valor; o início de uma tendência de fraqueza do dólar; e a elevação dos preços de commodities, que começam a se recuperar da queda nos últimos anos.

Os riscos que ainda existem

A XP alerta que ainda existe riscos para a bolsa brasileira, apesar do otimismo, como uma possível segunda onda da Covid-19, que se ocorrer irá forçar um novo fechamento e dar um novo choque nas economias. Apesar disso, os analistas ressaltam que “até agora, não há sinais de segunda onda nos países que estão reabrindo suas atividades”.

Outro risco é uma guerra comercial entre China e EUA, que reduziu nos últimos dias, mas segue no radar dos investidores, o que pode elevar a aversão ao risco se voltar a ganhar força.

No cenário nacional, há ainda um risco político, com tensões entre os três poderes, investigações e projetos de lei em trânsito no Congresso Nacional.

Por fim, o relatório destaca os impactos econômicos da pandemia: o Brasil deverá sair desta crise com um déficit fiscal acima de 12% do PIB em 2020, aumento da relação de dívida/PIB e aumento do nível de desemprego.

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Revisão e edição: Cintia Salomão

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