Tesouro Direto

Tempo de leitura: 7 minutos

O Tesouro Direto é um programa do Tesouro Nacional, que negocia títulos públicos federais, por meio da internet, para pessoas físicas.

O objetivo principal deste programa é captar recursos para financiar atividades do Governo Federal em áreas como saúde, educação e infraestrutura.

Dessa forma, ao comprar um título público, você estará emprestando dinheiro ao Governo. Em contrapartida, você receberá, no prazo estipulado, o que você emprestou mais os juros do período.


Aplicação  mínima


R$ 30,00 (trinta reais).


Aplicação máxima


O limite mensal é de R$ 1.000.000,00 (um milhão de reais).

Ressalta-se que não há limite para vendas. Sendo assim, caso você tenha R$ 2.000.000,00 (dois milhões de reais) aplicados no Tesouro Direto, você poderá efetuar a venda / resgate de todo o seu dinheiro num único mês.


Rentabilidade


O Tesouro Direto oferece títulos pré-fixados e pós-fixados:

  • Pré-fixados: você sabe exatamente a rentabilidade que irá receber se mantiver o título até a data de vencimento.
  • Pós-fixados: a rentabilidade é determinada de acordo com o desempenho de um indexador e só é conhecida efetivamente no momento do resgate da aplicação (final do investimento).

Os indexadores utilizados pelo Tesouro Direto são a inflação (IPCA) e a taxa básica de juros (Selic).


Títulos disponíveis


Atualmente, existem cinco opções de títulos no Tesouro Direto:

  • Tesouro pré-fixado
  • Tesouro pré-fixado com juros semestrais
  • Tesouro IPCA+
  • Tesouro IPCA+ com juros semestrais
  • Tesouro Selic

Para consultar todas as características destes títulos, recomendamos a leitura de nosso artigo específico sobre o tema – Tesouro Direto: o investimento mais democrático do mercado.


Prazo para resgate


Apesar dos prazos para resgate serem relativamente longos (atualmente o menor prazo é em torno de 2 anos e o maior de 35 anos!), o Tesouro Direto garante a recompra diária dos seus títulos públicos, ou seja, o investidor possui liquidez diária e poderá vender antecipadamente os títulos adquiridos.

Ressaltamos que nos casos de venda antes do prazo de vencimento dos títulos pré-fixados e IPCA+, o investidor pode receber um valor menor ou maior do que fora investido, dependendo da oscilação do papel.

A única exceção é o Tesouro Selic, que sempre apresenta rentabilidade positiva.

Sendo assim, nossa recomendação é para que o investidor se programe para comprar títulos nos quais ele tenha maior certeza de que conseguirá levar o investimento até o prazo de resgate definido.


Tributação


Assim como os investimentos em LC e CDB, o Tesouro Direto sofre a incidência de dois impostos, a saber:

Imposto sobre Operações Financeiras (IOF)

É cobrado somente quando o resgate acontece com menos de 30 dias do início da aplicação.

A alíquota é regressiva com o tempo e o imposto incide somente sobre o valor do lucro auferido com a aplicação.

tesouro direto imposto iof

Se o investidor mantiver a aplicação por mais de 30 dias, não pagará nada deste imposto.

Imposto de Renda (IR)

Assim como IOF a alíquota também é regressiva com o tempo e incide somente sobre o valor do lucro do investimento.

A diferença em relação ao IOF é que este imposto sempre será cobrado e não existe um limite para que o investidor seja isento (no caso do IOF, basta manter o investimento por mais de 30 dias e o imposto não será descontado).

A alíquota mais alta é de 22,5% (para aplicações de até 180 dias) e a mais baixa é de 15% (para aplicações acima de 720 dias), conforme pode ser observado na tabela a seguir:

Tesouro_Direto_CDB_LC_Tributação_Imposto_IR

Os valores referentes aos impostos (IOF e IR) são recolhidos pela instituição financeira no momento do resgate da aplicação. Em outras palavras, a importância que o banco lhe paga já vem com os descontos dos impostos.

Ou seja, você não precisa se preocupar em fazer cálculos para saber o quanto deve de imposto e nem imprimir guias para efetuar o pagamento, pois o desconto é feito automaticamente pela instituição financeira.

É importante destacar que os impostos são cobrados somente sobre os rendimentos da aplicação, ou seja, se você aplicou R$ 10.000 e resgatou R$11.000, os impostos incidirão somente sobre os R$ 1.000 que você obteve de lucro.

Além desta tributação, os investimentos no Tesouro Direto sofrem a incidência de duas outras taxas, que não são cobradas nas demais aplicações em Renda Fixa:

Taxa cobrada pela BM&Bovespa

Taxa de custódia de 0,3% ao ano (a.a.), que incide sobre o valor dos títulos e se refere aos serviços de guarda dos títulos e às informações e movimentações dos saldos.

Taxa cobrada pela instituição financeira (agente de custódia)

É livremente pactuada entre a instituição e o investidor, podendo variar de 0,0% a 2,0% do valor total investido.

Acesse aqui a lista fornecida pelo Tesouro Direto contendo todas as instituições habilitadas para operar com títulos públicos e as respectivas taxas cobradas.


Riscos do Tesouro Direto


Apesar de não possuírem a garantia do FGC, os títulos públicos são considerados os ativos mais seguros do mercado, pois são garantidos pelo Tesouro Nacional.

Teoricamente, o país só deixaria de honrar seus compromissos se realmente “quebrasse”.

Neste caso, provavelmente toda a economia do país estaria arruinada e os bancos e o próprio FGC, que investe parte do seu dinheiro em títulos públicos, também não seriam capazes de honrar seus compromissos.


Como investir


Não é possível efetuar diretamente a compra dos títulos públicos junto ao Tesouro Direto.

Para realizar este investimento você precisa obrigatoriamente abrir conta em uma instituição financeira habilitada (agente de custódia) para intermediar suas transações com o Tesouro.

Essa instituição financeira pode ser um banco ou uma corretora independente e o site do Tesouro Direto disponibiliza a relação das instituições habilitadas a operar com títulos públicos.

Acesse nosso artigo específico sobre os investimento em títulos públicos e veja o vídeo oficial do Tesouro Direto contendo todos os passos para você iniciar seus investimentos em títulos públicos.


Resumo


Para facilitar a fixação dos conceitos apresentados, preparamos o seguinte resumo:

  • O Tesouro Direto negocia títulos públicos federais, por meio da internet, para pessoas físicas.
  • Ao comprar um título público você está emprestando dinheiro ao Governo Federal e, em troca, receberá juros.
  • Você possui a opção pela compra de títulos pré-fixados e pós-fixados (Selic e IPCA+).
  • Para realizar este investimento, você precisa obrigatoriamente abrir conta em uma instituição financeira habilitada (agente de custódia) para intermediar suas transações com o Tesouro.

Podemos destacar as principais vantagens do investimento em títulos públicos como:

  • Aplicação mínima de apenas R$ 30 (trinta reais!)
  • Liquidez diária, ou seja, a aplicação não fica “presa” e você pode resgatar quando desejar.
  • São considerados os investimentos mais seguros do mercado, apesar de não possuírem a cobertura do FGC.

As principais desvantagens dos títulos públicos são:

  • Incidência de dois impostos (IOF e IR) e duas taxas (BM&Bovespa e instituição financeira) sobre os investimentos em títulos públicos.
  • Apesar de possuir liquidez diária, alguns títulos (pré-fixado e IPCA+) podem apresentar rentabilidade negativa se forem resgatados antes do prazo acordado no momento da compra.

Para se aprofundar no investimento em títulos públicos, recomendamos a leitura e visualização dos vídeos de nosso artigo específico sobre o tema – Tesouro Direto: o investimento mais democrático do mercado.

6 Comentários


    1. Antônio, nós apenas apresentamos as informações para que os leitores do blog fiquem atualizados e melhorem seus conhecimentos em educação financeira. Para investir no Tesouro Direto, você pode procurar o gerente do seu banco ou abrir conta em uma corretora independente e fazer todas as operações via internet.

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  1. Boa tarde, Meu banco é Santander, acabei de fazer uma caderneta de investimento no Santander, onde 30 mil foram Pra LCI, percentual de 73% com resgate período de 180 dias, e 10 mil foram pra Cdb progressivo, começando com 78% primeiro seis meses no período de 2 anos chega a 86% e 3 anos chega a 95% fiz um bom negócio ?lembrando que esse dinheiro estava parado na poupança .
    Ou me aconselharia outros investimentos ?

    Responder

    1. José Luiz, com certeza esses investimentos são melhores do que a Poupança no momento, mas tem opções muito mais atrativas.

      Se você pretende continuar investindo pelo Santander, procure saber como fazer para aplicar no Tesouro Selic.

      Se quiser rentabilidades mais elevadas em grandes bancos, consulte as taxas da Caixa Econômica. Temos um artigo aqui no blog falando sobre os investimentos neste banco.

      Se pretende obter rendimentos ainda melhores, pode investir através de uma corretora independente.

      Esperamos ter ajudado de alguma forma. Obrigado pela participação aqui no blog!

      Responder

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